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Arquivo de novembro, 2013

Centenário de Herculano Pires / palestra de Sérgio Aleixo

24, novembro, 2013 1 comentário


“Na primeira intervenção em defesa do espiritismo, Herculano Pires tinha vinte e poucos anos e deixou claro que colocava o espiritismo acima das lideranças e das instituições doutrinárias.” (Jorge Rizzini, em J. Herculano Pires — o apóstolo de Kardec).

Evento comemorativo do centenário de Herculano Pires. Acontecido no C.E. Cairbar Schutel. Capital Paulista. Em 21-11-2013

FALSO CONCEITO DE ESPIRITISMO

17, novembro, 2013 6 comentários

falso1 Chamo falso conceito de Espiritismo à errônea interpretação ou compreensão equivocada que muitas pessoas têm de sua filosofia no que se refere a seu aspecto moral e sociológico.
E é sobre este ponto que desejo fazer refletir as pessoas estudiosas que, animadas de um nobre propósito de redenção humana, desejam que nossa ideologia abra caminho através de tantas misérias e preconceitos morais e seja apreciada em seu verdadeiro valor filosófico, incitando que a reta interpretação de sua doutrina moral e sociológica tenha para a humanidade e para seus ideais superiores mais importância que a compreensão científica de seus fenômenos que, por ser de mais difícil alcance, só é acessível e de maior interesse a um número – por desgraça bastante reduzido – de estudiosos.
Muitas pessoas, ainda que conhecendo relativamente o Espiritismo e apesar, em alguns casos, de sua erudição, dão-lhe um significado moral e sociológico completamente falso e que não pode se chocar com o verdadeiro conceito filosófico que emana de seus feitos e de seus postulados e com as aspirações ideológicas para elevar o nível moral e social dos indivíduos e dos povos, impulsionando-os para uma era de paz, amor e justiça.
Logicamente, mais que qualquer outra tendência ideológica, cabe ao Espiritismo – dado seu conhecimento científico e espiritual do homem – trabalhar pelo advento de uma sociedade melhor, desvencilhando os homens de suas paixões baixas, de seus preconceitos e interesses mesquinhos, por serem estes os que dão origem aos mais nocivos dos materialismos e servir de apoio a um sem fim de iniquidades, de crimes e de vícios que geram e se desenvolvem no seio da sociedade, mas que são suscetíveis de desaparecer, ou pelo menos diminuir, instruindo racionalmente, sem sofismas nem acomodações, nossa moral e a sociologia que dela emana.
Infelizmente, os detratores de nossa filosofia e os simplistas, sem lógica nem discernimento, que vegetam à sua sombra, creem, ou se empenham em fazer crer, que o Espiritismo é uma doutrina de conveniência, de acomodação ao meio social e econômico, de conformismo com todas as indecisões e circunstâncias da vida, de sujeição aos convencionalismos sociais e ao dia-a-dia, de contemplação ante os sofrimentos humanos, as misérias e dores impostas pelo regime em que vivemos, ante os crimes e horrores a que este regime dá lugar.
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ESCOLHOS DOS MÉDIUNS

11, novembro, 2013 1 comentário

médiumA mediunidade é uma faculdade multíplice, e que apresenta uma variedade infinita de nuanças em seus meios e em seus efeitos. Quem está apto para receber ou transmitir as comunicações dos Espíritos é por isso mesmo, médium, qualquer que seja o modo empregado ou o grau de desenvolvimento da faculdade, desde a simples influência oculta até a produção dos mais insólitos fenômenos. Todavia, em seu uso ordinário, essa palavra tem uma acepção mais restrita, e se diz, geralmente, de pessoas dotadas de um poder mediúnico muito grande, seja para produzir efeitos físicos, seja para transmitir o pensamento dos Espíritos pela escrita ou pela palavra.
Embora essa faculdade não seja um privilégio exclusivo, é certo que encontra refratário, pelo menos no sentido que a isso se dá; é certo também que não é sem escolhos para aqueles que a possuem; e ela pode se alterar, mesmo perder-se, e, frequentemente, ser uma fonte de graves decepções. Sobre esse ponto é que cremos ser útil chamar a atenção de todos aqueles que se ocupam com comunicações espíritas, seja diretamente, seja por intermediário. Dizemos por intermediário, porque incumbe também àqueles que se serve de médiuns poder apreciar seu valor e a confiança que merecem suas comunicações.
O dom da mediunidade prende-se a causas que não são ainda perfeitamente conhecidas, e nas quais o físico parece ter uma grande parte. À primeira vista, pareceu que um dom tão precioso não teve ser o quinhão senão de almas de elite; ora, a experiência prova  o   contrário,  porque  se  encontram  poderosos  médiuns entre as pessoas cuja moral deixa muito a desejar, ao passo que outras, estimáveis sob todos os aspectos, não a possuem. Aquele que fracassa, apesar de seu desejo, seus esforços e sua perseverança, disso não deve concluir desfavoravelmente para si, e não se crer in digno da benevolência dos bons Espíritos; se esse favor não lhe foi concedido, sem dúvida, há outros que podem lhe oferecer uma ampla compensação.
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