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UNIVERSALISMO CRÍSTICO OU MISTICISMO ANTIESPIRÍTICO?

Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. (1 João 4)

O Espiritismo, consubstanciado na Doutrina Espírita, teve e tem como principal missão reestabelecer a Verdade e revelar ainda outras tantas, só capazes de serem hoje compreendidas em conformidade com o progresso intelecto-moral alcançadas pela humanidade após séculos de lutas contra as trevas da ignorância.

A História nos conta que a Igreja Católica lutou por muito tempo para que seus dogmas de fé não fossem atingidos pelas descobertas e avanços da Ciência, o que poderia comprometer o domínio sobre os fiéis e desmantelar sua influência e privilegiada posição econômica e política.

Com o Renascimento, período marcado por transformações em muitas áreas da vida humana, que assinalam o final da Idade Média e o início da Idade Moderna, houve ruptura com as estruturas medievais, marcando grandes avanços nas artes, na filosofia e nas ciências.

O pensamento iluminista, a seu turno, durante o século XVIII, marcou o fim do obscurantismo, inaugurando uma nova era, iluminada pela razão e respeito à humanidade. As novas descobertas da ciência, a teoria da gravitação universal de Isaac Newton e o espírito de relativismo cultural fomentado pela exploração do mundo ainda não conhecido foram também importantes para a eclosão do Iluminismo.

Entre os precursores, destacaram-se os grandes racionalistas, como René Descartes e Spinoza, e os filósofos políticos Thomas Hobbes e John Locke. Na época, é igualmente marcante a fé no poder da razão humana. Chegou-se a declarar que, mediante o uso judicioso da razão, seria possível um progresso sem limites. Porém, mais que um conjunto de idéias estabelecidas, o Iluminismo representava uma atitude, uma maneira de pensar. De acordo com Immanuel Kant, o lema deveria ser “atrever-se a conhecer”. Surge o desejo de reexaminar e pôr em questão as ideias e os valores recebidos, com enfoques bem diferentes, daí as incoerências e contradições entre os textos de seus pensadores. A doutrina da Igreja foi duramente atacada, embora a maioria dos pensadores não renunciassem totalmente à ela.

A França teve destacado desenvolvimento em tais ideias e, entre seus pensadores mais importantes, figuram Voltaire, Montesquieu, Diderot e Rousseau. Kant, na Alemanha, David Hume, na Escócia, Cesare Beccaria, na Itália, Benjamin Franklin e Thomas Jefferson, nas colônias britânicas, figuram entre os maiores expoentes.

Tempos depois, já com a Igreja Romana em pleno declínio na Europa e com a Inquisição dando seus últimos suspiros, surge Allan Kardec, descortinando o mundo espiritual, sem fantasias, sem mistérios, sem hermetismo, desvelando ao mundo a realidade de além-túmulo, e apresentando uma Doutrina eminentemente racional e lógica, filtrando todo e qualquer arroubo místico advindo da fé cega, seja de origem dogmática ou advinda de puras concepções humanas de cunho fantasista.

 

Não obstante os esforços da Espiritualidade Superior para que fossem atingidos tais elevados objetivos, muitos indivíduos, talvez confundindo a nova situação de liberdade do pensamento, partiram para a revivescência de mitos e crendices, em sua maioria advindos das priscas eras do paganismo, na tentativa de conduzir à ausência de dogmatismos ou estruturas religiosas padronizadas.

Alguns partidários dessas teorias, as quais podem chamar de “neopagãos”, nos tempos modernos, acreditam ter encontrado, surpreendentemente, no Espiritismo, a confirmação de suas crenças. Utilizando-se de alguns postulados espíritas, como a comunicabilidade dos espíritos e a reencarnação, passam tais indivíduos a transmitirem informações e a escreverem obras que acabam por cair no gosto de alguns “espíritas”, obviamente ainda pouco versados na Doutrina, ou seja, que pouco ou nada estudaram (e entenderam) da Codificação.

O espírito Ramatis pode ser apontado como espírito mais citado pelos propagadores do neopaganismo no meio espírita. Defensor daquilo que chama de “universalismo crístico”, o espírito Ramatis tem se utilizado de médiuns ideologicamente adeptos de concepções neopagãs que, bem intencionados ou não, se servem do Espiritismo e do movimento espírita para divulgarem suas ideias. Entre eles, podemos citar o médium Roger Bottini, que escreve obras romanceadas que versam sobre temáticas no mínimo exóticas, tais como: era de Peixes, civilização atlante, fim dos tempos, etc. Ao mesmo tempo, o médium diz receber revelações sobre personagens famosas da antiguidade, como faraós egípcios, legisladores hebreus do porte de Moisés, assim como outros em que não encontramos registros, já que teriam vivido na Atlântida, Lemúria ou alguma civilização lendária qualquer. Tudo isso entremeado por relatos de existência de dragões, magos negros, energias desconhecidas, seres interplanetários, e tudo que possa atiçar a imaginação do leitor. Como de costume, a fim de angariar confiança, o citado autor chega a declarar que foi filho de Allan Kardec em uma encarnação passada, como se tal informação, pura e simples, sem qualquer indício e confirmação, pudesse lhe conferir alguma autoridade extra. Confira o que afirma o citado “médium” em seu sítio na internet:

“Além de ter vivido na personalidade de Akhenaton, Allan Kardec foi, também, Atônis, o sacerdote do sol na Atlântida, e Andrey era seu filho. Logo, por mais incrível que isso possa parecer, Allan Kardec foi meu pai na extinta Atlântida e um inesquecível amigo no antigo Egito, durante seu reinado como o faraó filho do Sol.”

E para dar peso à sua ousada afirmação, trata de creditar tais informações ao auxílio de um espírito, já que, para muitos desavisados, basta ser espírito para possuir toda a sabedoria e conhecimento universais:

“Logo, sei o que estou dizendo. Essas informações são obtidas através de um processo de regressão de memória conduzido por Hermes, que é o mentor espiritual de todos os nossos livros.”

 

Em outro trecho do mesmo sítio, o sr. Bottini ainda “revela”:

 

” (…)Como eu era o próprio Natanael, e vivi próximo a Moisés desde os tempos da Atlântida, quando ele viveu como Atlas, posso ter “defendido” de forma exagerada as suas atitudes nos eventos da libertação do povo judeu da escravidão no Egito.”

O mais estarrecedor e surpreendente de tudo isso é que tais teorias são apresentadas como oriundas da evolução do pensamento espírita, embora colidam frontalmente com os métodos e objetivos da Doutrina e não tenham recebido, nem de perto, a confirmação proveniente do controle universal.

Frente a tudo isso, a advertência de Erasto, constante em “O Livro dos Médiuns”, cresce em importância, já que, em matéria de Espiritismo, o benfeitor espiritual afirma que “é preferível rejeitar dez verdades a aceitar uma única mentira”. Tal assertiva denota prudência e critério para a avaliação de qualquer conteúdo, mais notadamente os de origem mediúnica.

Como já tratamos em outras oportunidades, a fascinação de origem mediúnica é um problema recorrente, e decorre das próprias dificuldades do médium, tornando-o presa fácil de pseudossábios e mistificadores da erraticidade. Listemos algumas delas:

 

1) vaidade (desejo imoderado de atrair admiração dos homens);

2) orgulho (conceito elevado ou exagerado de si próprio);

3) narcisismo (amor excessivo a si mesmo);

4) egoísmo (exclusivismo que faz o indivíduo referir tudo a si próprio);

5) presunção (ato ou efeito de presumir; de vangloriar-se; de formar de si grande opinião);

6) arrogância (tomar como seu; atribuir a si);

7) ambição (desejo veemente de fortuna, de glória, de honrarias, de poder; cobiça.)

 

No que tange especificamente ao item 7, pudemos recentemente verificar que há médiuns (ou pseudomédiuns) inclusive organizando excursões pagas ao Egito e outros locais tidos como “especiais” e “místicos” com o fito de alcançarem vantagens pecuniárias, o que é certamente algo lamentável, sob todos os pontos-de-vista. O Espiritismo nada tem a ver com eles, que se valem da condição de médiuns para adquirirem fama, dinheiro e poder.

O papel do verdadeiro espírita é o de esclarecer, orientar e, inclusive, desmascarar toda e qualquer iniciativa que vise a iludir, a enganar ou mistificar, uma vez que tais atitudes são reprováveis e atrasam a marcha evolutiva, tanto de suas vítimas como de seus executores, assim como colaboram para o descrédito e ridicularizarão da própria Doutrina Espírita, utilizados por indivíduos inescrupulosos como pano de fundo para encobrir uma série de interesses espúrios.

 

Não só leiamos, mas acima de tudo estudemos a Doutrina Espírita, para que nosso discernimento se amplie e possamos nos imunizar dessas e outras tantas influências perniciosas que lutam, nas sombras, para a derrocada desse clarão de conhecimento e sabedoria que ressuma do Espiritismo.

Por Artur Felipe Azevedo

  1. Wilson
    30, dezembro, 2013 em 16:46 | #1

    ESPÍRITAS VERDADEIROS E EMBUSTEIROS
    Entre os grandes males que sempre afligiram a humanidade, destaca-se a prática da magia negra, disfarçada, muitas vezes, com rótulos de “centro espírita”, tem papel dos mais destacados.
    Nesses “centrelhos” não se cogita da regeneração moral de quem quer que seja. O que neles se trata é de vinganças, cangamentos e outras misérias morais. A ajudá-los, estão os espíritos malfeitores, zombeteiros, embusteiros que viveram, quando encarnados, sempre praticando patifarias.
    Se à humanidade fossem explicados os porquês da vida, inclusive a composição do Universo, que é a mesma do ser humano – Força e Matéria – estaria ela hoje esclarecida, e dispensaria aos pensamentos o mesmo cuidado que tem com a eletricidade, o radium etc. É pelo pensamento que o ser humano alcança a saúde ou a doença, o êxito ou o fracasso.
    A solução dos problemas da vida dos indivíduos, das coletividades, das nações e do mundo, depende da normalidade dos homens, da sua educação moral e preparo intelectual, baseados em princípios racionais e científicos, cada um sabendo que é uma força geratriz de pensamentos e que, como os alimentar, assim será: bom ou mau, feliz ou infeliz, saudável ou doente.
    Sendo os pensamentos forças saturadas de poder, preciso se torna esclarecer as criaturas, fazendo-lhes ver que sem preparo, sem disciplina, sem bom estado psíquico, sem moral em todos os lares, nada absolutamente de bom, de útil, de estável conseguirão, porque sem esses predicados, as fobias várias que avassalam a humanidade, filhas da falta de moral, continuarão a imperar por toda parte.
    Para que isso se não dê, é necessário que cada um de nós, os já esclarecidos, já senhores dos porquês das coisas, não deixe que caminhe tão desenfreadamente esse veneno mental, essa praga de espíritas embusteiros, como são os praticantes da magia negra.
    O Espiritismo é a ciência das ciências! A filosofia das filosofias! Aquela que sendo a ciência da vida, nos guia, acertadamente, na luta travada na Terra, preparando a alma para a vida de elevação moral e de futura vitória espiritual!
    O Espiritismo, quando bem orientado e colocado no campo do esclarecimento, consola, anima, encoraja e retempera os espíritos para os embates da vida, como ensina o notável médico Pinheiro Guedes em sua obra magistral: Ciência espírita, é “a chave certa de todos os problemas”.
    Entretanto, para certos “espíritas”, é ele capa de sem-vergonhices, praticamente limitado ao desenvolvimento de médiuns, alguns analfabetos que se prestam à prática do mal, à corrupção de políticos, à desonra de lares, satisfazendo aos consulentes, também maldosos, que não tendo a hombridade precisa para enfrentar criaturas de algum valor material, moral ou político, vão às escondidas, a altas horas da noite, fazer as suas encomendas aos “pais de serviço”, “pais de mesa” ou “pais santos”, aos quais pagam bem para que o “trabalhinho” visado seja bem feito.
    Desgraçados daqueles que mercantilizam com o espiritismo e abusam da fraqueza e ignorância dos seres humanos!
    É chegada a hora de todos se esclarecerem para se libertarem desses embusteiros.
    Só triunfarão na luta pela vida os que souberem o que são como Força e Matéria, e quanto valem a vontade educada e os pensamentos ao seu serviço.
    Os esclarecidos de verdade nada temem, porque a sua arma de defesa consiste no valor, na honradez, na calma, no desprendimento, e quem emite pensamentos elevados, jamais será atingido pelas falanges obsessoras postas ao serviço maldoso dos perversos, dos comodistas e negocistas da desgraça alheia.
    Trabalhar para bem pensar é dever que se impõe a todos que da honra têm noção.

    trecho do livro Cartas oportunas sobre o Espiritismo
    Luiz de Mattos
    O verdadeiro Espiritismo é Cientifico e Racional e não religioso.
    Wilson Moreno.

  2. Wilson
    30, janeiro, 2014 em 18:47 | #2

    O Espiritismo combate as Superstições, o Sobrenatural e as Crendices.

    1) Superstições e Crendices.

    O Espiritismo ou Doutrina Espirita pela fé raciocinada mostra os erros das superstições e crendices.
    Vejamos as palavras do Mestre Allan Kardec.
    Os Espíritos são atraídos ou repelidos pelo pensamento, e não por objetos materiais que não têm nenhum poder sobre eles. Os Espíritos superiores, em todos os tempos, condenaram o emprego de sinais e de formas cabalísticas, e todo Espírito que lhes atribui uma virtude qualquer, ou que pretenda dar talismãs que aparentem a magia, revela, com isso, sua inferioridade, esteja agindo de boa fé ou por ignorância, em conseqüência de antigos preconceitos terrestres dos quais estejam imbuídos, seja porque queira conscientemente divertir-se com a credulidade, como Espírito zombeteiro. Os sinais cabalísticos, quando não são pura fantasia, são símbolos que lembram as crenças supersticiosas quanto à virtude de certas coisas, como os números, os planetas, e sua concordância com os metais, crenças nascidas nos tempos da ignorância, e que repousam sobre erros manifestos, dos quais a ciência fez justiça mostrando o que eram os pretensos sete planetas, sete metais, etc. A forma mística e ininteligível desses emblemas tinha por objetivo impor ao vulgo ver o maravilhoso naquilo que não compreendia. Quem estudou a natureza dos Espíritos, não pode admitir racionalmente, sobre eles, a influência de formas convencionais, nem de substâncias misturadas em certas proporções; isso seria renovar as práticas da caldeira dos feiticeiros, de gato preto, de galinha preta e outros feitiços. Não ocorre o mesmo com um objeto magnetizado que, como se sabe, tem o poder de provocar o sonambulismo ou certos fenômenos nervosos sobre a economia; mas, então, a virtude desse objeto reside unicamente no fluido do qual está momentaneamente impregnado e que se transmite, assim, por via mediata, e não em sua forma, em sua cor, nem sobretudo nos sinais com os quais pode estar sobrecarregado.

    Um Espírito pode dizer Traçai tal sinal, e a esse sinal reconhecerei que chamais e virei; mas nesse caso o sinal traçado não é senão a expressão do pensamento; é uma evocação traduzida de um modo material; ora, os Espíritos, qualquer que seja sua natureza, não têm necessidade de semelhantes meios para se comunicarem; os Espíritos superiores não os empregam nunca; os Espíritos inferiores podem fazê-lo tendo em vista fascinar a imaginação de pessoas crédulas, que querem ter sob sua dependência. Regra geral: todo Espírito que liga mais importância à forma do que ao fundo é inferior, e não merece nenhuma confiança, ainda mesmo se, de tempo em tempo, disser algumas coisas boas; porque essas boas coisas podem ser um meio de sedução.”

    Em O Livro dos Médiuns, no item 282, Kardec novamente interrogou os Espíritos acerca do assunto:

    17ª Certos objetos, como medalhas e talismãs, têm a propriedade de atrair ou repelir os Espíritos conforme pretendem alguns?

    “Esta pergunta era escusada (desnecessária), porquanto bem sabes que a matéria nenhuma ação exerce sobre os Espíritos. Fica bem certo de que nunca um bom Espírito aconselhará semelhantes absurdidades. A virtude dos talismãs, de qualquer natureza que sejam, jamais existiu, senão, na imaginação das pessoas crédulas.”

    2) A questão 554 de “O Livro dos Espíritos” corrobora essa posição. Confiramos:
    P.: “Que efeito pode produzir fórmulas e práticas mediante as quais pessoas há que pretendam dispor do concurso dos Espíritos?”
    R.: “(…) Todas as fórmulas são mera charlatanaria. Não há palavra sacramental nenhuma, nenhum sinal cabalístico, nem talismã, que tenha qualquer ação sobre os Espíritos, porquanto estes são só atraídos pelo pensamento e não pelas coisas materiais”. E continua mais adiante: “Ora, muito raramente aquele que seja bastante simplório para acreditar na virtude de um talismã deixará de colimar um fim mais material do que moral. Qualquer, porém, que seja o caso, essa crença denuncia uma inferioridade e uma fraqueza de ideias que favorecem a ação dos espíritos imperfeitos e escarninhos”.

    Disso tudo que colocou o Mestre Allan Kardec, podemos resumir o seguinte, tudo depende somente dos nossos Pensamentos, sentimentos e atitudes, para se atrair os espíritos desencarnados, a cada um segundo as suas Obras, o uso de amuletos, talismã, roupas brancas, medalhas mágicas, exorcismos, palavras sacramentais, sinais cabalísticos, imagens de santos, são tudo baboseiras criadas pelo misticismo religioso, nada disso tem valor espiritual.
    Para afastar os maus espíritos temos que buscar a nossa Reforma Moral, ter uma vida terrena digna, correta, honesta, praticar o Bem, a caridade e as Virtudes, cultivar a prece sincera e pensamentos elevados e puros, ter uma fé racional em Deus, combater os maus desejos, combater os vícios, combater os maus pensamentos, combater os maus hábitos, dessa forma a pessoa consegue elevar seu campo vibratório entrando em sintonia com os Espíritos de Luz ou Espíritos Superiores.
    E vai afastar as influencias psíquicas negativas dos maus espíritos.
    Onde estiver o Bem, a Verdade e as Virtudes o mal se afasta, por falta de sintonia vibratória.

    3) Vejamos outras observações do Mestre Kardec.

    Ao fazer um estudo sobre os Possessos de Morzine, as causas da obsessão e os meios de combatê-la, na Revista Espírita de dezembro de 1862, o fundador do Espiritismo teve a oportunidade de asseverar:

    “Certas pessoas preferem, sem dúvida, uma receita mais fácil para afastar os maus Espíritos: algumas palavras a dizer ou alguns sinais afazer, por exemplo, o que seria mais cômodo do que se corrigir de seus defeitos. Com isso não estamos descontentes, mas não conhecemos nenhum outro procedimento mais eficaz para vencer um inimigo do que ser mais forte do que ele. Quando se está doente, é preciso se resignar a tomar um remédio, por amargo que ele seja; mas também, quando se teve a coragem de beber, como se sente bem, e quanto se é forte! É preciso, pois, se persuadir de que não há, para alcançar esse objetivo, nem palavras sacramentais, nem fórmulas, nem talismãs, nem quaisquer sinais materiais. Os maus Espíritos disso se riem e se alegram freqüentemente em indicarem que sempre têm o cuidado de se dizer infalíveis, para melhor captar a confiança daqueles que querem enganar, porque então estes confiantes na virtude do procedimento, se entregam sem medo.”

    E no artigo Causas da obsessão e meios de combate V, da Revista Espírita de maio de 1863, Allan Kardec encerra com maestria: “A pureza de coração e de intenção, o amor de Deus e do próximo, eis o melhor talismã, porque lhes tira todo império sobre as nossas almas”.

    Podemos analisar o seguinte.
    O problema da Obsessão
    O Mestre Allan Kardec em seus livros, fala que são as nossas imperfeições morais que atraem os maus espíritos.
    Essas imperfeições morais são basicamente os maus pensamentos, os maus desejos, os vícios, os maus hábitos e as atitudes negativas.
    Cada imperfeição moral é uma porta aberta para os maus espíritos.
    Allan Kardec explica: assim como as moscas farejam as chagas do corpo, os maus espíritos farejam as chagas morais da alma, para afastar as moscas basta limpar nosso corpo de suas impurezas físicas, para afastar os maus espíritos temos que Limpar nossa alma de suas impurezas Morais, vamos concluir, que é na Limpeza Moral que esta a melhor defesa psíquica contra os maus espíritos.
    Essa Limpeza Moral consiste em:
    a) combater os maus pensamentos e os maus sentimentos
    b) combater os Vícios e os maus hábitos
    c)cultivar a prece sincera
    d)ter uma conduta reta no Bem e nas Virtudes
    e) cultivar a fé Racional para discernir as coisas

    O Mestre Allan Kardec fala em seus livros que o ser humano tem o Livre arbítrio para resistir ou ceder as influencias dos maus espíritos, portanto, nós podemos resistir as influencias dos espíritos inferiores, perturbadores e obsessores, por que, o Livre arbítrio é nosso.
    Os maus espíritos não tem nenhum poder sobre as pessoas de Bem, são as nossas imperfeições morais que permitem que eles se aproximem de nós, se eu procuro ter um Comportamento Moral reto em Cristo eu vou afastar qualquer espírito obsessor.
    O Bem repele o mal
    A Luz repele a escuridão

    4) Vamos analisar a questão da elevação dos espíritos desencarnados.
    Vejamos as palavras do Mestre Allan Kardec.

    Distinguir os bons dos maus Espíritos é extremamente fácil. A linguagem dos Espíritos superiores é constantemente digna, nobre, repleta da mais alta moralidade, livre de toda paixão inferior; seus conselhos exaltam a sabedoria mais pura e sempre têm por objetivo nosso aperfeiçoamento e o bem da humanidade. A linguagem dos Espíritos inferiores, ao contrário, é inconseqüente, muitas vezes banal e até mesmo grosseira; se por vezes dizem coisas boas e verdadeiras, dizem na maioria das vezes coisas falsas e absurdas por malícia ou por ignorância. Zombam da credulidade e se divertem à custa daqueles que os interrogam ao incentivar a vaidade, alimentando seus desejos com falsas esperanças. Em resumo, as comunicações sérias, no verdadeiro sentido da palavra, apenas acontecem nos centros sérios, cujos membros estão unidos por uma íntima comunhão de pensamentos, visando ao bem.

    Os Espíritos exercem sobre o mundo moral e o mundo físico uma ação incessante. Eles agem sobre a matéria e o pensamento e constituem uma das forças da natureza, causa determinante de uma multidão de fenômenos até agora inexplicável ou mal explicada e que apenas encontram esclarecimento racional no Espiritismo.
    As relações dos Espíritos com os homens são constantes. Os bons Espíritos nos atraem e estimulam para o bem, sustentando-nos nas provações da vida e ajudando-nos a suportá-las com coragem e resignação. Os maus nos sugestionam para o mal; é um prazer para eles nos ver fracassar e nos assemelharmos a eles.

    A linguagem dos Espíritos superiores é sempre digna, elevada, nobre, sem qualquer mistura de trivialidade. Eles dizem tudo com simplicidade e modéstia, nunca se vangloriam, não fazem jamais exibição do seu saber nem de sua posição entre os demais. A linguagem dos Espíritos inferiores ou vulgares tem sempre algum reflexo das paixões humanas. Toda expressão que revele baixeza, auto-suficiência, arrogância, fanfarronice, mordacidade é sinal característico de inferioridade. E de mistificação, se o Espírito se apresenta com um nome respeitável e venerado.
    Não devemos julgar os Espíritos pelo aspecto formal e a correção do seu estilo, mas sondar-lhes o íntimo, analisar suas palavras, pesá-las friamente, maduramente e sem prevenção. Toda falta de lógica, de razão e de prudência não pode deixar dúvida quanto à sua origem, qualquer que seja o nome de que o Espírito se enfeite.

    Julgamos os Espíritos pela sua linguagem e as suas ações. As ações dos Espíritos são os sentimentos que eles inspiram e os conselhos que dão.
    Admitido que os Espíritos bons só podem dizer e fazer o bem, tudo o que é mau não pode provir de um Espírito bom.
    A linguagem dos Espíritos superiores é sempre digna, elevada, nobre, sem qualquer mistura de trivialidade. Eles dizem tudo com simplicidade e modéstia, nunca se vangloriam, não fazem jamais exibição do seu saber nem de sua posição entre os demais. A linguagem dos Espíritos inferiores ou vulgares é sempre algum reflexo das paixões humanas. Toda expressão que revele baixeza, auto-suficiência, arrogância, fanfarronice, mordacidade é sinal característico de inferioridade. E de mistificação, se o Espírito se apresenta com um nome respeitável e venerado.
    Não devemos julgar os Espíritos pelo aspecto formal e a correção do seu estilo, mas sondar-lhes o íntimo, analisar suas palavras, pesá-las friamente, maduramente e sem prevenção. Toda falta de lógica, de razão e de prudência não pode deixar dúvida quanto à sua origem, qualquer que seja o nome de que o Espírito se enfeite.

    Podemos concluir o seguinte.
    Vamos reconhecer a elevação dos espíritos desencarnados pela sua Linguagem e pelos seus ensinamentos.
    Os Espíritos de Luz ou Espíritos Elevados possuem sempre uma Linguagem moralmente limpa e elevada.
    Os Espíritos Elevados possuem uma Linguagem pura, digna, nobre, lógica, isenta de vulgaridades e expressões grosseiras, sua Linguagem é sempre Moralizadora incentivando as pessoas a seguirem o Caminho do Bem e das Virtudes.
    Os espíritos inferiores possuem uma Linguagem moralmente pesada e grosseira, sua linguagem reflete as paixões e vícios humanos, como, o ódio, a revolta, o rancor, o medo, o fanatismo, desejos de vingança, apego aos vícios de beber e fumar e outros vícios como a gula, o jogo e as drogas, esses espíritos inferiores estão na atmosfera terrena tentando viver entre os encarnados.
    Os encarnados que possuem maus pensamentos, maus desejos, vícios, e tem uma vontade fraca, são os mais visados por esses espíritos inferiores e obsessores da atmosfera terrena, eles procuram intuir ou inspirar maus pensamentos e vícios na mente das pessoas.
    Para afastar esses maus espíritos, temos que cultivar uma vida terrena digna, correta, honesta, com pensamentos elevados e positivos e procurar sempre combater os maus pensamentos, os maus desejos, os vícios.
    A nossa Conduta Moral tem que ser Reta no Cristo.
    Dessa forma os maus espíritos não conseguem se sintonizar com a nossa mente estamos vibrando em outra faixa, a proteção espiritual quem faz é a própria pessoa, conforme a sua forma de pensar, sentir e agir.
    Tudo depende dos nossos pensamentos, sentimentos e atitudes.

    5) Os espíritos elevados não possuem apego a coisas matérias.

    Vejamos as palavras de Chico Xavier sobre essa questão.
    Para espíritos de luz, ou seja, espíritos superiores e puros, não existem necessidades materiais. Os espíritos que trabalham nos terreiros, em sua grande maioria, são aqueles que ainda guardam grandes necessidades das sensações terrenas e por isso usam os médiuns para absorvelas; quando não têm, fazem-no através dos despachos. São, na classificação da Doutrina Espírita, chamados de espíritos mais simples. É claro que existem aqueles outros que, mesmo tendo condição moral mais elevada,
    manifestam-se nos terreiros de Umbanda, guardando os procedimentos ali adotados.

    Chico Xavier fala, que os Espiritos de Luz não possuem necessidades matérias.
    Os Espíritos de Luz.
    Os Espíritos de Luz ou os Espíritos Superiores e Elevados não possuem necessidades matérias, eles estão moralmente depurados.
    Os Espíritos de Luz possuem sempre uma Linguagem pura, digna, elevada, nobre, lógica e sublime de moralidade e seus ensinamentos visam sempre a melhoria Moral e espiritual das pessoas.
    Os Espíritos Elevados são Virtuosos em seus ensinamentos.
    Eles pregam o Bem, a caridade, o amor, a elevação moral, a disciplina, a ordem, as virtudes.
    Os espíritos inferiores, perturbadores e obsessores possuem sempre uma Linguagem moralmente pesada, grosseira, ímpia, agressiva, maliciosa, sem lógica e sem elevação moral.
    E suas mensagens só tratam de assuntos matérias vulgares.
    Os Espiritos de Luz jamais vão pedir coisas matérias, como velas, despachos, cachaça, charutos, farofa e sacrifícios de animais.
    Somente espíritos apegados a matéria e aos vícios terrenos é que pedem tais absurdos.

    6) Como reconhecer a elevação dos espíritos desencarnados que se apresentam nos trabalhos mediúnicos???
    A Linguagem e os ensinamentos é o ponto chave.
    Os Espíritos Superiores e os Bons Espíritos possuem sempre uma Linguagem moralmente LIMPA, sua linguagem é elevada, nobre, pura, digna, lógica, e sublime de moralidade e seus Ensinamentos possuem sempre um teor Moral elevado e digno, eles pregam sempre em suas comunicações ou mensagens, a Caridade, o Amor, as Virtudes, a Disciplina, a Ordem, a Justiça, a Humildade, a Elevação Moral.
    Os Espíritos Elevados são Virtuosos em seus ensinamentos.
    De um Espírito Elevado só pode vim Virtudes, Luz e Amor.

    Os espíritos inferiores apegados a matéria e aos vícios e desejos terrenos, possuem sempre uma Linguagem moralmente pesada e maliciosa.
    Eles possuem uma Linguagem grosseira, pesada, vulgar, violenta, agressiva, chula, sem lógica e sem elevação moral.
    Desses espíritos só podem vim vícios, mentiras, vulgaridades e grosserias.
    A Linguagem é o ponto chave que devemos analisar sempre nas comunicações mediúnicas.
    Portanto, nas comunicações e mensagens que venha dos espíritos desencarnados temos que analisar com muito cuidado a Linguagem e os ensinamentos dos Espíritos.

    Os espíritos inferiores também gostam de se impor e dar ordens, querem ser obedecidos, não podemos questionar nada, temos que aceitar as suas orientações.
    Esse é um sinal claro de embuste.
    Os espíritos elevados jamais se impõem e nem dão ordens, eles dão conselhos e orientações visando sempre a melhoria Moral e espiritual das pessoas, uma outra questão importante, os Espíritos Elevados nunca vão tratar de assuntos matérias como, volta da pessoa amada, sorte no jogo, sorte com o dinheiro, predizer o futuro, revelar tesouros escondidos, revelar formulas para ficar rico etc…
    Somente espíritos apegados a matéria é que tratam dessas coisas e muitos desses espíritos podem ser obsessores.
    Outra questão importante, os Espíritos de Luz ou Espíritos Superiores e Elevados não possuem necessidades matérias, eles não precisam de velas, charutos, cigarros, cachaça, farofa etc…
    Quem precisa dessas coisas são espíritos apegados a matéria e aos vícios e desejos terrenos, somente isso.
    Vocês acham que os Espíritos de Luz vão pedir essas coisas????
    Procurem pensar.

    7) Como afastar os maus espíritos???

    Para afastar os maus espíritos temos que cultivar pensamentos elevados e positivos e ter uma Conduta Moral reta no Bem e nas Virtudes.
    Na realidade a proteção espiritual quem faz é a própria pessoa conforme seus pensamentos e conduta moral, os espíritos inferiores, perturbadores e obsessores do plano astral, não conseguem entrar em sintonia com as pessoas dignas, corretas, honestas e caridosas.
    O Bem repele o mal.
    A Luz repele as sombras.
    Não havendo sintonia os maus espíritos se afastam.
    Tudo é sintonia vibratória no mundo espiritual, os iguais se atraem e os diferentes se repelem.
    Uma pessoa com pensamentos elevados e firmes no Bem e de conduta moral reta, repele naturalmente e facilmente os espíritos inferiores e obsessores.
    Os espíritos inferiores, perturbadores, maldosos, vingativos e obsessores, possuem um perispirito denso, turvo, grosseiro, eles estão envolvidos em fluidos impuros, na crosta terrena tem milhões de espíritos desencarnados em estado de apego as coisas matérias e aos vícios e desejos terrenos, eles exercem uma forte influencia negativa sobre as pessoas que são invigilantes com seus pensamentos e conduta moral.
    Temos que tomar muito cuidado com nossos pensamentos, por que, esses espíritos inferiores que estão na crosta terrena procuram nos influenciar é pelos pensamentos, pela sintonia vibratória.
    Como esses espíritos desencarnados não possuem mais seus corpos físicos para saciarem seus vícios e desejos, eles vão procurar os encarnados que possuem os mesmos vícios e desejos.
    É o encosto, esses espíritos inferiores vão encostar o seu perispirito no perispirito do encarnado e vão sentir as mesmas coisas que essa pessoa sente, se a pessoa bebe e fuma, os desencarnados viciados vão sugar os fluidos da nicotina e do álcool, é o vampirismo psíquico.
    Os desencarnados viciados em Sexo, vão encostar o seu perispirito no perispirito do encarnado que esta praticando sexo sem elevação moral, e o desencarnado vai sentir os mesmos prazeres de uma transa.
    É por isso que devemos ter uma vida terrena digna, correta, honesta, com elevação moral, para podermos repelir esses espíritos inferiores do plano astral.
    O Bem repele o mal.

    Espero te ajudado em alguma coisa esse é um resumo dos meus estudos espíritas.

    Wilson Moreno discípulo do Mestre e Professor J Herculano Pires.

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