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UMBRAL E NOSSO LAR – UMA REALIDADE NÃO EXISTENTE EM FACE DE DOUTRINA DOS ESPÍRITOS.

umbral fote

Desde a publicação do livro Nosso Lar pelo espírito André Luiz, psicografado pelo médium Chico Xavier, que o inferno católico transvestiu-se em ‘umbral’, alimentado pelo imaginário dos ‘espíritas’ ainda arraigados à dogmática católica. Por outro lado, a “cidade espiritual” denominada de “Nosso Lar“, tornou-se o céu, cujo destino é almejado por todos aqueles que sonham com a felicidade quando do retorno ao plano espiritual.

Logo no início da obra em comento, nos deparamos com o ‘umbral’, por ser neste lugar de tormentos que se encontrava André Luiz em estado de profunda perturbação.

Diante de seu relato, identifica-se de pronto a incontestável semelhança com o ‘inferno’ católico, ao ser aquele descrito, como uma região tenebrosa, com seres diabólicos, e sofrimentos acerbos.

  O autor espiritual assevera que é informado por Lísias (seu orientador) que a localização do ‘umbral’ começa na crosta terrestre, sendo uma zona obscurade quantos no mundo não se resolveram a atravessar as portas dos deveres sagrados” (…). (Nosso Lar, p. 79)Esclarece o companheiro de André Luiz, que o Umbral funciona, como região destinada a esgotamento de resíduos mentais: uma espécie de zona purgatorial, onde se queima a prestações o material deteriorado das ilusões que a criatura adquiriu por atacado, menosprezando o sublime ensejo de uma existência terrena“. (…) “Concentra-se aí, tudo o que não tem finalidade para a vida superior, ressaltando que a Providência Divina agiu sabiamente, permitindo se criasse tal departamento em torno do planeta”. (grifei) (Nosso Lar, p. 79/81)Ao ser ‘retirado’ do umbral por Clarêncio, depois de oito anos de sofrimento e loucura, relata André Luiz ter sido conduzido a uma cidade espiritual, denominada Nosso Lar. A referida cidade tinha sua organização política efetivada através de um Governador e de seus Ministros.

Reportando-se ao atual Governador da cidade, André Luiz é informado por Lísias, que o mesmo havia conseguido colocar ordem nos distúrbios e cisões que turbavam a cidade, em razão de questões que envolviam a “distribuição de alimentos” entre os Espíritos moradores de Nosso Lar.

Segundo sua narrativa, a cidade era de uma beleza impressionante, com “vastas avenidas, enfeitadas de árvores frondosas. Ar puro, atmosfera de profunda tranqüilidade espiritual”. (Nosso Lar, p. 58)

O autor espiritual não se furta em descrever as belezas de Nosso Lar, desde a arquitetura de seus prédios, seus imensos bosques e jardins com flores exóticas e fontes de águas cristalinas, a beleza das obras de arte e a elegância do mobiliário que guarneciam seus Ministérios e casas, até as melodias sublimes ouvidas por todos os moradores no final da tarde, ou quando das reuniões e preces.

  Diante de tal cenário, a referida cidade tornou-se um paradigma de céu para os “espíritas“, posto que, lá chegando, além dos cuidados ministrados em seus excelentes hospitais, posteriormente tem-se a possibilidade de morar em belas e confortáveis casas, juntamente com os entes queridos, todos devidamente protegidos pelas altas e seguras muralhas defensivas desta maravilhosa cidade, que tem o sugestivo nome de ‘Nosso Lar‘.Entretanto, na condição de espíritas, somos sabedores da necessidade de um estudo constante e sistemático das Obras Básicas, para que possamos de forma justa e lúcida avaliar as informações que nos chegam do plano espiritual, através de mensagens mediúnicas, como é o caso da obra em comento.Para este intento, precisamos avaliar as informações recebidas tendo como paradigma as Obras Básicas, posto que estas, passaram pelo Controle Universal das Comunicações Espíritas, como bem nos esclarece Allan Kardec, o insigne Codificador da Doutrina dos Espíritos, na parte introdutória de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Inicialmente, faremos uma breve análise do que nos dizem os Espíritos Superiores em O Livro dos Espíritos, quando em seu Capítulo VI, trata da “Vida Espírita“. Faremos a transposição literal de algumas perguntas feitas por Kardec aos Espíritos Superiores, com suas respectivas respostas, e em seguida teceremos comentários e conclusões pertinentes ao assunto proposto.

Comecemos pela pergunta 224 do LE, quando Kardec indaga aos Espíritos Superiores, o que é a alma nos intervalos das encarnações. A reposta dada é a seguinte: – Espírito errante, que aspira a um novo destino e o espera.

Portanto, André Luiz, estava na condição de Espírito errante, aguardando uma nova encarnação segundo a resposta dos Espíritos.

Em seguida, vejamos a pergunta 227 formulada pelo Codificador: – De que maneira se instruem os Espíritos errantes; pois certamente não o fazem da mesma maneira que nós? Resposta: – Estudam o seu passado e procuram o meio de se elevarem. Vêem, observam o que se passa nos lugares que percorrem; escutam os discursos dos homens esclarecidos e os conselhos dos Espíritos mais elevados que eles, e isso lhes proporciona idéias que não possuíam”. (grifei e coloquei negrito)

Observa-se portanto, que a proposta para o Espírito na erraticidade não é o trabalho braçal de lavar chão, limpar enfermarias, etc., mas de trabalhar sua mente e esclarecer o seu ‘eu‘, objetivando uma melhor preparação intelectual e moral, para enfrentar os embates de sua próxima encarnação.

Analisemos ainda o que propõe a pergunta 230 de o LE: – O Espírito progride no estado errante? Resposta: Pode melhorar-se bastante, sempre de acordo com a sua vontade e o seu desejo; mas é na existência corpórea que ele põe em prática as novas idéias adquiridas.(grifei)

Diante do exposto, é fato que:

1º) A vida espiritual não é igual à vida material, posto que a condição consciencial e emocional do indivíduo é outra, o meio é outro, a realidade é outra, a dimensão tempo/espaço é outra, as percepções e sensações são outras.

2º) A Instrução dos Espíritos errantes não se faz da mesma maneira que a dos encarnados;

3º) O progresso efetivo do Espírito só se dá através da existência corpórea, que é quando ele põe em prática as novas idéias adquiridas no Espaço.

No entanto, no que se depreende de Nosso Lar, os Espíritos errantes vivem na espiritualidade uma vida semelhante à vida dos encarnados, posto que:

a) os Espíritos moram em casas com suas famílias; b) trabalham e são remunerados (bônus-hora); c) têm relacionamentos amorosos, noivado e casamento; d) comem, bebem, tomam banho e dormem; e) viajam de aerobus, vão a festas, cinemas, concertos e reuniões; f) obedecem a um regime político sob as ordens de um Governador que administra a cidade através de seus Ministérios.

Ou seja, têm uma verdadeira vida social, com todas as implicações geradas pelas relações humanas que envolvem família, amigos, inimigos, trabalho e política.

Pergunta-se: – Prá que reencarnar, se o Espírito já vive todas as possibilidades oriundas da vida em sociedade, considerada por Kardec, como a “pedra de toque” para a evolução humana?!

Mas prossigamos nosso estudo agora analisando a questão 234 de O Livro dos Espíritos, que trata dos Mundos Transitórios, e Kardec faz o seguinte questionamento aos Espíritos Superiores: – Existem, como foi dito, mundos que servem de estações ou de lugares de repouso aos Espíritos errantes? Resposta: – Sim, há mundos particularmente destinados aos seres errantes, mundos que eles podem habitar temporariamente, espécie de acampamentos, de lugares em que possam repousar de erraticidades muito longas, que são sempre um pouco penosas. São posições intermediárias entre os outros mundos, graduados de acordo com a natureza dos Espíritos que podem atingi-los, e que gozam de maior ou menor bem-estar.(grifei)

E a pergunta 236 – Os mundos transitórios são, por sua natureza especial, perpetuamente destinados aos Espíritos errantes? Resposta: – Não, sua superfície é apenas temporária.

Oportuno ressaltar o desdobramento da pergunta 236, na 236-a: – São eles ao mesmo tempo habitados por seres corpóreos? Resposta: – Não, sua superfície é estéril. Os que o habitam não precisam de nada.(grifei, e coloquei negrito)

Diante de tão importantes informações, infere-se que:

1º) há possibilidade dos Espíritos errantes se acomodarem em “Mundos Transitórios”;

2º) tais mundos são de superfícies estéreis, ou seja, sem prédios, bosques, fontes etc.;

3º) o Espírito não precisa de nada disso na erraticidade.

Passemos agora à análise do item III, de o LE, que trata das Percepções, Sensações e Sofrimentos dos Espíritos. Kardec lança o seguinte questionamento na pergunta 253: – Os Espíritos experimentam as nossas necessidades e os nossos sofrimentos físicos? Resposta: – Eles o conhecem, porque os sofreram, mas não os experimentam como vós, porque são Espíritos.(grifei)

Pergunta 254: Os Espíritos sentem fadiga e necessidade de repouso? Resposta: Não podem sentir a fadiga como a entendeis, e portanto não necessitam do repouso corporal, pois não possuem órgãos em que as forças tenham de ser restauradas. Mas o Espírito repousa, no sentido de não permanecer numa atividade constante. Ele não age de maneira material, porque a sua ação é toda intelectual e o seu repouso é todo moral. Há momentos em que o seu pensamento diminui de atividade e não se dirige a um objetivo determinado; este é um verdadeiro repouso, mas não se pode compará-lo ao do corpo. A espécie de fadiga que os Espíritos podem provar está na razão da sua inferioridade, pois quanto mais se elevam, de menos repouso necessitam.(grifei)

Pergunta 255: Quando um Espírito diz que sofre, de que natureza é o seu sofrimento? Resposta: – Angústias morais, que o torturam mais dolorosamente que os sofrimentos físicos.(grifei)

Diante do exposto constatamos que:

1º) As necessidades físicas de que se queixam os Espíritos são apenas “impressões”;

2º) Os Espíritos não precisam de repouso, nem obviamente de alimento, posto que não possuem órgãos em que as forças tenham de ser restauradas, nem muito menos aparelho digestivo, sistema circulatório, nervoso ou genésico;

3º) O sofrimento do Espírito é totalmente moral,e não físico.

Para finalizar o presente estudo no que concerne à vida espiritual, ninguém melhor que Kardec, que com muita propriedade assim se expressa: “Existem, portanto, dois mundos: o corporal, composto dos Espíritos encarnados; e o espiritual, formado dos Espíritos desencarnados. Os seres do mundo corporal, devido mesmo à materialidade do seu envoltório, estão ligados à Terra ou a qualquer globo; o mundo espiritual ostenta-se por toda parte, em redor de nós como no Espaço, sem limite algum designado. Em razão mesmo da natureza fluídica do seu envoltório, os seres que o compõem, em lugar de se locomoverem penosamente sobre o solo, transpõem as distâncias com a rapidez do pensamento. A morte do corpo é a ruptura dos laços que o retinham cativos”.(Revista Espírita. Março de 1865, p. 99) (grifei)

Adiante acrescenta o Codificador: “A felicidade está na razão direta do progresso realizado, de sorte que, de dois Espíritos, um pode não ser tão feliz quanto o outro, unicamente por não possuir o mesmo adiantamento intelectual e moral, sem que por isso precisem estar, cada qual, em lugar distinto. Ainda que juntos, pode um estar em trevas, enquanto que tudo resplandece para o outro, tal como um cego e um vidente que se dão as mãos: este percebe a luz da qual aquele não recebe a mínima impressão. Sendo a felicidade dos Espíritos inerente às suas qualidades, haurem-na eles em toda parte em que se encontram, seja à superfície da Terra, no meio dos encarnados, seja no Espaço”.(Revista Espírita. Março de 1865, p. 100) (grifei)

Diante das palavras esclarecedoras de Allan Kardec, podemos asseverar da inexistência de lugares determinados no plano espiritual, destinadosà purgação de penas, como o ‘umbral‘, ou lugares semelhantes às cidades materiais terrenas, com belezas naturais e construções, para abrigar Espíritos errantes aos moldes de Nosso Lar.

Como muito bem preceitua Kardec, a dor ou a felicidade é vivenciada pelos Espíritos, seja na superfície da Terra no meio dos encarnados, seja no Espaço. Como também dois Espíritos, um feliz e outro infeliz não precisam estar em regiões diferentes para vivenciarem suas realidades espirituais distintas, podendo estar lado a lado.

Vale ressaltar, que o assunto não se exaure nesta simples abordagem, mas que nos desperte a rever certos conceitos através de um estudo sério e efetivo das Obras Básicas, para que nos emancipemos da ignorância que nos aflige, e nos faz escravos das informações mais absurdas, que tomamos como verdade pelo simples fato de virem do plano espiritual através de um determinado Espírito, às vezes utilizando-se de nome respeitável, ou pela consideração devida ao médium através do qual se deu a comunicação.

Seria interessante diante das considerações propostas uma releitura da Escala Espírita – questão 100 de O Livro dos Espíritos, como também um estudo mais aprofundado dos processos de obsessão, mistificação e fascinação, brilhantemente tratados pelos Espíritos Superiores em O Livro dos Médiuns.

Finalizando, precisamos introjetar que na condição de Espíritos errantes estaremos trabalhando questões intrínsecas à nossa individualidade, no que concerne ao nosso intelecto e à nossa moralidade, posto que, como nos disseram muito significativamente os Espíritos Superiores, o repouso do Espírito é totalmente mental.

Tomemos consciência, que o retorno à verdadeira vida nos levará a conhecer a obra inenarrável do nosso Criador. Nossa casa somos nós mesmos, livres, viajando pela força do pensamento através de todo esse imenso cosmos, conhecendo mundos, assistindo a formação de galáxias, e admirando a perfeição dessa obra, que nem o maior de todos os artistas da Terra poderá reproduzir!

Por Maria das Graças Cabral
  1. José Passini
    25, abril, 2013 em 02:07 | #1

    Como o Chico não está mais encarnado, aparecem todos os dias, novas estórias, a que chamo: “O Chico disse…” Ao lado dessas, aparecem também contestações que parecem ter o escopo de fazer seus autores aparecerem no cenário espírita.
    Se essas pessoas são, como aparentam ser, defensores da Doutrina Espírita, por que não se dispõem a fazer contestações de verdadeiras barbaridades que estão sendo publicadas em nome da Doutrina? Será que é por que os médiuns estão ainda encarnados?
    Há muitos anos, foram publicadas duas obra intituladas: “O Abismo” e “O Sexo Além da Morte”, verdadeiras aberrações, que levavam a informação: “Orientada pelo Espírito André Luiz”. Nenhuma contestação!
    Pouco antes, havia aparecido Ramatis, cujas profecias foram todas desmentidas pelo tempo. É só consultar “Mensagens do Astral”.
    Agora, depois da desencarnação do Chico, aparece, pelo médium Carlos Antônio Baccelli: “Chico Xavier Responde”, onde, o “Chico”, além de afirmar que foi a reencarnação de Allan Kardec, tenta diminuir a figura do insigne Codificador, através de afirmativas absurdas. Apoia o aborto em caso de anencefalia e de estupro. Pelo mesmo médium, noutra obra, o “Dr, Inácio” entrevista André Luiz, no espaço, e este afirma teer sido Carlos Chagas…
    Em mais de uma dezena de obras, pelo mesmo médium, esse Espírito fascinador, fazendo-se passar pelo Dr. Inácio Ferreira, também apoia o aborto, ataca a FEB e outros médiuns, numa linguagem debochada, rasteira, agressiva.
    Por que não se dedicam, esses analistas atuais, ao exame da obra de Wanderley Soares de Oliveira que, travestido de psicólogo, procura levar o desânimo e a descrença a trabalhadores da nossa seara. É de se notar a atuação de Espíritos conhecedores de psicologia, mas voltados ao mal, talvez membros da escola de vingadores a que se refere o instrutor Gúbio, no livro “Libertação”.
    Robson Pinheiro é outro médium que se presta a servir no tentame de Espíritos interessados em confundir, na tarefa de misturar o Espiritismo com Umbanda. Nada temos contra a Umbanda, que respeitamos, mas é outra corrente de pensamento, não é Espiritismo.
    As obrComo o Chico não está mais encarnado, aparecem todos os dias, novas estórias, a que chamo: “O Chico disse…” Ao lado dessas, aparecem também contestações que parecem ter o escopo de fazer seus autores aparecerem no cenário espírita.
    Se essas pessoas são, como aparentam ser, defensores da Doutrina Espírita, por que não se dispõem a fazer contestações de verdadeiras barbaridades que estão sendo publicadas em nome da Doutrina? Será que é por que os médiuns estão ainda encarnados?
    Há muitos anos, foram publicadas duas obra intituladas: “O Abismo” e “O Sexo Além da Morte”, verdadeiras aberrações, que levavam a informação: “Orientada pelo Espírito André Luiz”. Nenhuma contestação!
    Pouco antes, havia aparecido Ramatis, cujas profecias foram todas desmentidas pelo tempo. É só consultar “Mensagens do Astral”.
    Agora, depois da desencarnação do Chico, aparece, pelo médium Carlos Antônio Baccelli: “Chico Xavier Responde”, onde, o “Chico”, além de afirmar que foi a reencarnação de Allan Kardec, tenta diminuir a figura do insigne Codificador, através de afirmativas absurdas. Apoia o aborto em caso de anencefalia e de estupro. Pelo mesmo médium, noutra obra, o “Dr, Inácio” entrevista André Luiz, no espaço, e este afirma teer sido Carlos Chagas…
    Em mais de uma dezena de obras, pelo mesmo médium, esse Espírito fascinador, fazendo-se passar pelo Dr. Inácio Ferreira, também apoia o aborto, ataca a FEB e outros médiuns, numa linguagem debochada, rasteira, agressiva.
    Por que não se dedicam, esses analistas atuais, ao exame da obra de Wanderley Soares de Oliveira que, travestido de psicólogo, procura levar o desânimo e a descrença a trabalhadores da nossa seara. É de se notar a atuação de Espíritos conhecedores de psicologia, mas voltados ao mal, talvez membros da escola de vingadores a que se refere o instrutor Gúbio, no livro “Libertação”.
    Robson Pinheiro é outro médium que se presta a servir no tentame de Espíritos interessados em confundir, na tarefa de misturar o Espiritismo com Umbanda. Nada temos contra a Umbanda, que respeitamos, mas é outra corrente de pensamento, não é Espiritismo.
    As obras desse médium dão, através do uso constante do negro em suas páginas, uma demonstração cabal da origem e da finalidade dos seus escritos.
    André Luiz Ruiz renova as afirmativas absurdas de Ramatis, quanto ao planeta que viria, à semelhança de um ônibus, buscar os exilados da Terra, além de afirmativas absurdas a respeito da atuação de médiuns.
    Finalmente, uma pergunta: Por que esse analistas da obra do Chico não se debruçam sobre essas barbaridades que aparecem toso os dias?

    as desse médium dão, através do uso constante do negro em suas páginas, uma demonstração cabal da origem e da finalidade dos seus escritos.
    André Luiz Ruiz renova as afirmativas absurdas de Ramatis, quanto ao planeta que viria, à semelhança de um ônibus, buscar os exilados da Terra, além de afirmativas absurdas a respeito da atuação de médiuns.
    Finalmente, uma pergunta: Por que esse analistas da obra do Chico não se debruçam sobre essas barbaridades que aparecem toso os dias?

  2. Tadeu Sabóia
    2, maio, 2013 em 17:32 | #2

    Respondendo a pergunta do irmão Passini, gostaria de dizer que barbaridades, erros doutrinários, incoerências com a doutrina espírita quer estejam na obra de Chico (não são de Chico e sim dos espíritos que com ele trabalhavam), quer nas obras de Robson, José, Amaral ou qualquer pessoa, ou de qualquer Espírito deve ser esclarecida a luz do Espiritismo, Allan Kardec.

    Se é analisada a obra de Chico Xavier é porque são as mais conhecidas e as que são erroneamente encaradas, pelo movimento espirita brasileiro, como sendo uma complementação da codificação. Teorias contrarias ao Espiritismo e que não são analisadas e validadas pelos critérios da codificação não podem ser vistas como complementos e sim apenas como opiniões isoladas dos espíritos que as trazem. E devem por isso serem colocadas no seu devido lugar. Independentemente da fonte pela qual promane, seja de um encarnado ou de um desencarnado, famoso ou desconhecido, todas comunicações devem ser analisadas segundo os critérios seguros e firmes da codificação.

    Não quero dizer com isso que as obras de Chico Xavier não contenham acertos doutrinários. Apenas que esses acertos não são um salvo conduto para possíveis erros que possam ser encontrados. Em doutrina espirita não existe acerto ou verdade por herança. Devemos sim usar o método Kardeciano de validação e analise de mensagens dos espíritos, sejam eles quais forem. Razão, bom senso, logica, fatos comprovados e a própria doutrina espírita.

    O método Kardeciano que é usado para analisar as obras de Chico, é valido também para as outras obras psicografadas. E se hoje são analisadas as mensagens recebidas por Chico, amanhã será a vez das de Robson, como foi as ramatis. E quem sabe se tivermos o respeito ao próximo, a humildade, o discernimento e o amor ao Espiritismo não veremos essa quantidade enorme de absurdos travestidos de espiritismo em nosso MEB. Pois os próprios médiuns mais instruídos, conhecedores e conscientes de suas responsabilidades para com as comunicações recebidas, serão eles mesmos os analisadores, críticos e gestores dessas comunicações.

    Tudo isso só será possível com o estudo sério, metódico e continuado das obras de Kardec.

    Deus conosco.

  3. Marcos Antonio Stivale
    21, maio, 2013 em 02:53 | #3

    “Respondendo a pergunta do irmão Passini, gostaria de dizer que barbaridades, erros doutrinários, incoerências com a doutrina espírita quer estejam na obra de Chico (não são de Chico e sim dos espíritos que com ele trabalhavam), quer nas obras de Robson, José, Amaral ou qualquer pessoa, ou de qualquer Espírito deve ser esclarecida a luz do Espiritismo, Allan Kardec.”

    Nossa !!! Será que Francisco Cândido Xavier foi o instrumento de espíritos embusteiros ???

    No caso do espírito André Luiz, foram dezenas de livros ditados a Chico Xavier. Alguns desses livros, inclusive, tem como co-autor um outro espírito: Emmanuel. Será que este também é um espírito mistificador ??? Em não o sendo, então, por que este não orientou Chico Xavier para que deixasse de contribuir com o “embusteiro” André Luiz ??? Afinal não foram apenas um ou outro livro ditado por André Luiz, mas, repita-se, dezenas. Será que Emmanuel, que tanto orientou Chico Xavier em tantos assuntos, não orientaria seu tutelado acerca de um verdadeiro processo de fascinação que, então, estaria sofrendo.
    Mas, se também considerarmos Emmanuel como um espírito pseudo-sábio, chegaríamos à conclusão que Francisco Cândido Xavier era um simples joguete na mão de espíritos mal intencionados. Mas, para que um médium sofra fascinação, para que possa ser um joguete na mão de desencarnados levianos é necessário que tenha uma considerável afinidade com tais espíritos; o que nos leva a por em xeque o caráter, o equilíbrio e a personalidade de Chico Xavier. Teríamos, então, que duvidar até das manifestações por parte de Bezerra de Menezes após seu desencarne através do famoso médium mineiro. E, talvez, pior ainda, concluir que se realmente se manifestou, então, Bezerra de Menezes faz parte também do rol de mistificadores que “falaram” através do “obsidiado” Francisco Cândido Xavier.
    Ora, o próprio Cristo nos ensinou que se conhece a árvore pelos frutos. Os serviços prestados por Francisco Cândido Xavier em favor de milhares de sofredores é de uma grandeza magnífica. Não precisa ser espírita para saber disso. Suas cartas psicografadas vindo de pessoas que deixaram este plano de vida e se comunicavam ali com seu parentes e amigos queridos são autênticas. Foram objetos de estudo por parte de pessoas sérias, idôneas, as quais nada conseguiram encontrar que pudesse colocar em descrédito tal trabalho. Seria um tanto quanto ilógico, portanto, acreditar que referido trabalho, uma verdadeira missão, pudesse ser realizada por um médium fascinado, obsidiado, instrumento de “fanfarrões” espirituais. Um abraço fraterno

  4. Fabio
    22, novembro, 2013 em 10:18 | #4

    Eu concordo com o texto. Alias notei que o filme “Nosso Lar” afastou muitos “interessados na doutrina espírita”. Pois o que foi apresentado foge, e muito, do que é ensinado nos livros básicos. A questão é a seguinte, antes de publicar qualquer mensagem, Allan Kardec procurava obter a mesma resposta de outros espíritos igualmente elevados, em diversas partes da Europa, a fim de confirmá-la. Chico não o fez. Mais importante ainda é essa frase de Emmanuel que ilustra essa divergencia entre Andre Luiz e Allan Kardec: “Emmanuel teria dito que se algo do que ele disse está contrário ao ensinado por Allan Kardec, para ficarmos com Kardec”

  5. Carlos Magno
    13, janeiro, 2014 em 22:36 | #5

    Comentando sobre a infeliz postagem do irmão José Passini no que respeita à Ramatis, devo afirmar com todas as vogais, consoantes, pontos, pontos-e-vírgulas, dois pontos, exclamações, etc., que V.Sa. nunca leu o livro Mensagens do Astral e está mentindo.

    Nem preciso colocar extratos de mensagens do Mestre aqui somente para comprovar a veracidade de suas exposições. Disse, porém, Mestre Ramatis que em 1999 haveria o grande terremoto de magnitude planetário, que não ocorreu. E este fato vem sendo o grande carro-chefe dos espíritas reacionários.

    Para crédito de Ramatis devo informar a quem não leu “Mensagens do Astral”, que, seguidamente, Ramatis declarava que fenômenos e acontecimentos influentes no cosmos e na Terra podem sim ser mudados e modificados, dependendo de muitos fatores. Quem julga não são os profetas, mas os grandes Engenheiros Siderais e leia-se também “os Senhores do Carma”.

    Muitas outras coisas Ramatis informou, em 1949, na primeira edição do citado livro, que de fato aconteceram. Exemplos: aquecimento global – quando ninguém ainda falava sobre isto; degelo dos polos, aumento do nível das águas oceânicas, vulcões em seguidas erupções, inclusive os extintos, animais desorientados e viajando quilômetros longe de seus habitats, guerras intermináveis, fome, superpopulação mundial, economias falindo, crimes cada dia mais bárbaros, perda da proporção psicológica das sociedades, avistamentos cada vez mais constantes de OVNIs, etc., etc.

    Amigo, não julgue a inteligência alheia pelo seu pessoal QI.

    Abraços,
    Carlos Magno

  6. Tula De Vito Franco
    8, março, 2014 em 21:06 | #6

    Concordo com o caro amigo José Passini e também com Tadeu Sabóia. Infelizmente, as pessoas não mais se interessam em procurar estudar as obras kardequianas, pois a consideram de difícil entendimento. Buscam obras que por muitos, erroneamente, foram tidas como “complementares” da Doutrina Espírita. Pensam que os ensinamentos dos Espíritos Superiores e os de Kardec estejam ultrapassados… Buscam novas “revelações”, sendo que nem as contidas nos 5 livros da Codificação e as da Revista Espirita estudaram e compreenderam! As pessoas precisam adquirir consciência e maturidade para compreender o que seja o verdadeiro Espiritismo… Falta-lhes estudo!

  7. José Roberto da Silva
    17, junho, 2014 em 00:26 | #7

    Eu concordo que muitas obras que hoje se dizem Espíritas estão entrando numa estrada contrária ao que diz a doutrina.
    Estão esquecendo Kardec e enveredando por um mundo de fantasias, digo, André Luiz algumas de suas obras até tem alguma utilidade, como: Mecanismos da Mediunidade, No Mundo Maior, e alguns outros, mas penso que as descrições de umbral e todos seus sofrimentos não sejam somados nas contas do Espiritismo, penso que sejam, sim de pessoas que sofreram muita influência do catolicismo, o inferno. Está faltando estudar Allan Kardec.

  8. Ana Paula
    5, agosto, 2014 em 12:17 | #8

    Amigos, Não vejo contradição nenhuma nas obras de André Luis em relação à codificação, pelo contrário, do meu ponto de vista elas vieram acrescentar, complementar, pois de outra maneira ficaríamos estagnados nas obras básicas que, é lógico, não trouxeram toda a verdade à tona. A luz da verdade é trazida aos poucos, justamente porque não temos olhos de ver. Aceito a opinião de vocês, ms não aceito dizer que falta estudar Kardec, pois da minha parte e de muitos que conheço que pensam como eu, está muito bem estudado. Graças à Deus as pessoas tem pontos de vista diferentes. O que me entristece é a “guerra” entre nós, espíritas, os quais, em primeiro lugar, deveríamos dar o exemplo de Jesus.

  9. 6, agosto, 2014 em 17:42 | #9

    Com relação ao aquecimento global e degelo dos pólos a gênese espírita já fala muito antes que qualquer outra lliteratura

  10. Érik Campos Dominik
    30, novembro, 2014 em 20:42 | #10

    Érik Campos Dominik (ECD)
    Comentários dos comentários da Prof. Maria das Graças Cabral (MGC)
    • ECD: é até verdade que muitas pessoas tomaram o “umbral” como inferno e o “Nosso Lar” como céu. Mas isso se deve ao senso-comum que está evoluindo. Há ambientes muito piores que o Umbral e diversos ambientes muito melhores que o Nosso Lar. O Nosso Lar, comparado a outras colônias existentes em nosso orbe, não é um “sonho de consumo” espiritual, vamos dizer assim.
    MGC: 1º) A vida espiritual não é igual à vida material, posto que a condição consciencial e emocional do indivíduo é outra, o meio é outro, a realidade é outra, a dimensão tempo/espaço é outra, as percepções e sensações são outras.
    ECD: Claro que a vida espiritual não é igual à material, mas é quase igual.
    MGC: 2º) A Instrução dos Espíritos errantes não se faz da mesma maneira que a dos encarnados;
    ECD: A única diferença é que os vislumbramentos do plano espiritual são maiores que do plano físico; não fosse isso, seriam exatamente iguais, porque as pessoas são as mesmas, nem melhores nem piores do que quando acabaram de desencarnar (se bem que, a cada dia, evoluímos mais um pouquinho, seja onde estivermos).
    MGC: 3º) O progresso efetivo do Espírito só se dá através da existência corpórea, que é quando ele põe em prática as novas idéias adquiridas no Espaço.
    ECD: Afirmar isso é negar o próprio princípio da evolução incessante e contínua. Não há escola e convivência social no plano espiritual? Em verdade, o espírito NUNCA para de aprender e evoluir. A diferença é que as provas são mais contundentes no plano físico. A restrição e as dificuldades são maiores, o que o faz aprender mais. Se assim fosse, aqueles que passam centenas de anos sem reencarnar para auxiliar não aprenderiam ou aqueles que não têm tanta necessidade de reencarnar não teriam mais o que aprender ou evoluir. Como disse antes, o espírito nunca para de evoluir.
    MGC: No entanto, no que se depreende de Nosso Lar, os Espíritos errantes vivem na espiritualidade uma vida semelhante à vida dos encarnados, posto que: a) os Espíritos moram em casas com suas famílias; b) trabalham e são remunerados (bônus-hora); c) têm relacionamentos amorosos, noivado e casamento; d) comem, bebem, tomam banho e dormem; e) viajam de aerobus, vão a festas, cinemas, concertos e reuniões; f) obedecem a um regime político sob as ordens de um Governador que administra a cidade através de seus Ministérios.
    ECD: É isso mesmo. Muitos espíritas possuem a falsa ideia de que a sociedade espiritual é muito diferente da nossa. Não poderia ser diferente, visto que nossos próprios defeitos e necessidades continuam conosco. Sem medo de errar, posso afirmar que o nosso perispírito terreno é um organismo muito mais material que muitos corpos encarnados de outros orbes. Portanto, a nossa sociedade espiritual não pode destoar muito de nossa sociedade terrena, pois isso significaria aprisionar ao invés de libertar.
    MGC: 1º) há possibilidade dos Espíritos errantes se acomodarem em “Mundos Transitórios”; 2º) tais mundos são de superfícies estéreis, ou seja, sem prédios, bosques, fontes etc.;
    ECD: Há sim, possibilidade. Mas cada caso é um caso. Não nos prendamos a apenas um livro, pois isso cria dogmas (ah o espiritismo também possui dogmas!!!) que são difíceis de arrancar. Quanto à superfície, depende. Cada mundo é um mundo. Dependendo da necessidade de sofrimento do indivíduo, ele sente e visualiza determinados em superfícies estéreis ou não.
    MGC: 3º) o Espírito não precisa de nada disso na erraticidade.
    ECD: Quem disse que não? Precisamos de tudo em todos os lugares. O plano espiritual não é o céu que pensamos ser nem o inferno que fugimos dele. Carregamos o céu e o inferno conosco, onde formos.
    MGC: 1º) As necessidades físicas de que se queixam os Espíritos são apenas “impressões”.
    ECD: Muitas vezes, não são. Podemos compreender a existência de matéria! Fazemos muito mais coisas no plano espiritual que pensamos. O nosso perispírito possui pulmões, cérebro, coração, órgãos genitais. E, dependendo da situação, possui dor.
    MGC: 2º) Os Espíritos não precisam de repouso, nem obviamente de alimento, posto que não possuem órgãos em que as forças tenham de ser restauradas, nem muito menos aparelho digestivo, sistema circulatório, nervoso ou genésico.
    ECD: Ledo engano. Por ter um organismo menos material (e não imaterial), possui MENOR necessidade de algumas coisas. O corpo físico é praticamente uma cópia do perispírito. Dependendo da evolução do indivíduo, a fonte de energia é apenas diferenciada, do mesmo modo que, com a tecnologia, a energia elétrica dá lugar à energia solar, por exemplo.
    MGC: 3º) O sofrimento do Espírito é totalmente moral e não físico.
    ECD: A causa, sim, é totalmente moral. Os efeitos nem sempre, sendo mais físicos quanto mais o apego do espírito à matéria. Isto vale tanto para o plano físico quanto para o plano espiritual.

    Comentários finais ECD: Há uma espécie de “ilusão espiritista” disseminada entre muitos, no que podemos chamar também de “dogma espírita”. Ao adotarmos somente algumas obras como verdadeiras (uma espécie de fé racional cega) e eliminarmos o bom-senso e uma fé mais sublimada, estamos criando um tipo de “nova bíblia” com “novos dogmas”. É preciso que nós, espíritas, tenhamos cuidado de não repetirmos o mesmo erro histórico dos nossos antepassados (nós mesmos no passado). Afinal, o espiritismo não é a religião do futuro e, talvez, nem o futuro das religiões. Não tiremos do “amor” esse papel que Deus trouxe e que Jesus tanto ensinou. Pois, quando perguntaram de Jesus quais são os maiores mandamentos, ele apenas disse: “Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo”.

  11. Leonardo Júnior
    16, novembro, 2015 em 17:58 | #11

    Érik, o que vc propõe então é derrubar os conceitos trazidos na Codificação, a qual passou por um processo de validação universal, por uma metodologia científica, e que passemos a aceitar os conceitos trazidos por tão somente um único espírito?

    Me desculpe, mas dogma é aceitar como verdade absoluta algo q não encontra amparo em processos lógico-científicos, o q não pode se aplicar no exemplo da codificação.

  12. Francisco Araújo Filho
    25, novembro, 2015 em 10:51 | #12

    Faltou apenas um esclarecimento no texto da Srª Maria das Graças Cabral… quando morrer (talvez ela não acredite também em desencarnação) ela continuará adventista do 7º dia ou vai morar no “reino das testemunhas de Jeová?

  13. Marcos Pizzelli
    31, janeiro, 2016 em 18:30 | #13

    Muito interessante essa conversa. Todos os centros ou quase todos, adotam os Livros citados, porém se esquecem de estudar a Doutrina Espírita, suas Obras Básicas. Não seguem os conselhos que estão dentre deles, como:
    Item 230, L.M: “Já o dissemos: os médiuns, como médiuns, exercem influência secundária nas comunicações dos Espíritos”.
    E a mais importante, no mesmo item: “Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos antigos provérbios. Mais vale rejeitar dez verdades do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa – Erasto.
    O problema é o médium, todos aceitam suas comunicações cegamente. Mas, é o Chico? E daí? Você compra um livro pela capa ou por seu conteúdo?
    Na época deu muita confusão, quando do lançamento dos livros, a FEB (dona do Espiritismo no Brasil), disse que isso ia contra a doutrina, discutirem e por em questão o médium.
    A Doutrina Espírita não foi feita pela ideia ou opinião de um Espírito, mas de Espíritos de escol, e não foi somente uma comunicação e sim comunicações de vários países.
    Fica a dica, estudar e divulgar Kardec…

  14. wilson
    17, março, 2016 em 14:18 | #14

    Os espíritos que estão apegados a matéria

    Os espíritos desencarnados que possuem um perispirito denso e grosseiro estão mais apegados a matéria, devido a densidade fluídica.
    Os espíritos inferiores ainda apegados a matéria com um corpo fluídico ainda muito denso envolvidos em fluidos grosseiros e impuros cria nesses espíritos as ILUSÕES das necessidades matérias.
    Esses espíritos estão ainda apegados as sensações terrenas, eles pensam que sentem fome, sede, sono, calor, frio.
    Essas sensações matérias não são reais elas são uma conseqüência da densidade fluídica desses espíritos, muitos deles ainda pensam que estão vivos fisicamente eles confundem o perispirito que é um corpo fluídico semimaterial com o corpo material ou organismo físico.
    Eles ainda pensam como se estivesse ainda encarnados.
    Esses espíritos inferiores ainda estão fortemente apegados a matéria e como estão ainda apegados a matéria eles mantêm ilusoriamente em suas mentes materializadas as sensações terrenas.
    Daí vem a necessidade de comer, beber, dormir etc….
    Alguns desses espíritos sentem muita fome mais isso não é real é uma ILUSÃO da vida terrena, como eles ainda estão apegados a vida terrena eles mantêm essas sensações físicas em suas mentes.

    Os espiritos que estão apegados a matéria pensam que possuem necessidades matérias e muitos desses espiritos vão nesses cultos religiosos em centros de magia, umbanda, quimbanda pedirem coisas matérias como bebidas alcoólicas, cigarros, charutos, comida nos despachos e etc….
    Eles querem continuar a sentir as sensações matérias, eles querem continuar a beber, fumar, transar etc….
    Os espíritos elevados estão com seus pensamentos e sentimentos MORALMENTE DEPURADOS eles não tem mais apegos as coisas matérias.
    Portanto esses espíritos elevados moralmente estão espiritualizados sem vícios, sem maus desejos, sem maus pensamentos, sem apegos as coisas matérias e eles possuem um corpo fluídico sutil, leve, luminoso são corpos fluídicos luminosos.

    Por que, um espírito elevado não sente fome, sede e sono???
    Por que, eles estão com seus pensamentos depurados moralmente.
    Portanto, a vontade de comer e beber que os espíritos desencarnados sentem é uma ILUSÃO das necessidades matérias.
    Deu para entender.
    Como eles estão apegados a matéria eles vão sentir atração pelas coisas matérias.
    Quando um espírito fala que sente vontade de fumar e comer ou beber isso reflete seu atraso moral e sua densidade fluídica que ainda é grosseira.
    Ele ainda esta apegado a matéria.

    Essas entidades que vão em centros de umbanda e magia pedindo coisas matérias como bebidas alcoólicas como cachaça e vinho e depois pedem cigarros, charutos, comida, despachos, velas etc…
    Reflete o apego que esses espiritos sentem pelas coisas matérias, como eles não possuem mais corpos físicos para saciar esses vícios de beber álcool, comer, fumar eles vão intuir esses médiuns que trabalham em centros de umbanda, magia, quimbanda a beber e fumar e esses espiritos viciados vão encostar o seu perispirito no perispirito desses médiuns que bebem e fumam e vão absorver as emanações fluídicas dessas substancias.

    Os médiuns que bebem e fumam são vampirizados por entidades viciadas do plano espiritual inferior.

    Um espírito elevado e superior não vai mandar ninguém beber cachaça e nem fumar e não vai pedir velas, despachos e nem comidas.
    Somente espíritos sem luz ainda condicionados a sensações terrenas é que pedem essas coisas matérias.
    São espiritos que estão com seu senso moral ainda materializados.

    E esses espíritos inferiores ainda falam palavrões e alguns deles ainda pedem sacrifícios de pobres animais.
    Um espírito elevado da Luz jamais vai falar palavrões e nem vai pedir sacrifícios de animais , somente espiritos obsessores é que pedem essas coisas, os espiritos que estão ainda fortemente apegados a matéria.

    Resumindo.
    Os espiritos que estão apegados a matéria pedem coisas matérias.
    Os espiritos que NÃO estão apegados a matéria não pedem coisas matérias.
    Os espiritos elevados estão espiritualizados com seus pensamentos moralmente depurados.
    Os espiritos inferiores estão ainda materializados com desejos matérias de comer, beber, fumar ,transar etc…

    Wilson Moreno

  15. wilson
    17, março, 2016 em 14:19 | #15

    Sucos de frutas e sopas.

    Andre Luiz em suas obras fala que os espíritos desencarnados podem comer e beber, eles tomam sopas e sucos de frutas, Kardec sempre manda analisar tudo pelo crivo severo da razão e da lógica tudo aquilo que os espíritos falam ou ensinam em suas comunicações mediúnicas, portanto, o verdadeiro Espiritismo se baseia em analisar, raciocinar e examinar tudo pela fé raciocinada.
    Andre Luiz fala que existe sucos de frutas, perguntamos, se existe sucos de frutas da onde vem essas frutas???
    Ele não explica isso em suas obras.
    Se tem sucos de frutas tem que existir arvores dando frutas no plano espiritual.
    Perguntamos existe arvores dando frutas no mundo espiritual???
    Pense bem, analise essa questão pelo crivo severo da razão e da lógica como recomenda o Mestre Kardec e os espiritos superiores como Erasto, São Luiz e Santo Agostinho nas obras da codificação.
    Se tem sucos de frutas, da onde vem essas frutas????
    Se tem sucos de frutas tem que existir arvores dando frutas, seria possível existir arvores dando frutas no mundo espiritual????
    Como que vc analisa essas coisas???
    Isso tem cheiro de mistificação.

    Ele fala também em sopas, que os espiritos desencarnados podem tomar sopas, perguntamos, usando a fé raciocinada do Espiritismo puro e doutrinário de Kardec , se tem sopas tem que existir legumes e da onde vem esses legumes???
    No mundo espiritual existem plantações de verduras e legumes????
    Isso ta muito estranho e não tem explicações sobre essas questões.
    Sucos de frutas e sopas para seres desencarnados.

    Se os espíritos podem comer e beber eles tem que mais tarde eliminar essas substancias, perguntamos, usando o crivo severo da razão e da lógica, os espíritos desencarnados podem urinar e evacuar????

    Existem muitos espíritos desencarnados que ainda estão apegados a matéria e como eles estão apegados as coisas matérias eles pensam que possuem necessidades matérias, mais isso é uma ilusão terrena que esta na mente deles, eles ainda estão condicionados a sensações matérias.
    É por isso que eles pensam que estão como fome, sede, frio, calor, sono etc…
    É uma ilusão material que esta na mente deles .
    Muitos desses espiritos desencarnados que estão apegados a matéria ainda pensam que estão vivos fisicamente eles confundem o perispirito com o corpo carnal e ainda pesam que estão no plano terreno.
    Muitos ainda pensam que ainda são homens ou mulheres, o espírito não tem sexo, nem raça e nem nacionalidade isso são ilusões desses espiritos inferiores que estão ainda fortemente apegados a vida material.
    Eles continuam com os mesmos desejos, vícios, manias e idéias terrenas é por isso que eles falam que são ou homens ou mulheres ou brancos ou negros e também falam que sentem fome e sede.
    Os espiritos que estão apegados a matéria ainda pensam como encarnados.
    Vou repetir.

    Os espíritos desencarnados ainda apegados a matéria ainda pensam que são encarnados.

    Portanto meus amigos, analise tudo que venha dos espíritos com muita cautela, passe tudo pelo crivo severo da razão e da lógica, não aceite nada pela empolgação só por que é bonito e lindo.
    Allan Kardec sempre explicou em suas obras que existem muitos espíritos mentirosos e enganadores no mundo invisível eles podem nos iludir com uma linguagem melosa e doce.

    Wilson Moreno

  16. 16, abril, 2016 em 22:27 | #16

    Vou responder apenas a questão do suco de frutas. Existem diversos níveis de evolução que almejam os 3 pilares de nossa construção (Corpo, Alma, Perispirito). Estes outros níveis de construção dentro de nosso “Universo Local” podem variar em sua densidade a ponto do corpo ou do perispírito quase não atuar. Então existem seres que precisam de um Suco de uma Árvore um pouco ou muito menos densa que a nossa árvore. Mundo Espiritual não é somente o mundo que abandonamos o corpo de celulas. É também o mundo que nosso corpo é extramamente fluído ou volátil a ponto de podermos atravessar as células. Mesmo assim continuando a existência da Alma e Perispírito em conjunto. O ponto de evolução onde deixaremos de ter o corpo está um pouco distante. Nossa química, átomos e celulas são diferentes em outros planetas de nosso próprio Universo Local, imagine os demais universos que precisaremos alcançar. Pelos cálculos de tempo eu acredito piamente que Capela não está mais em nosso Universo Local, esteve e se não estiver mais, muito explica a dificuldade que os astronomos tem de visualizá-la como planeta. Ela pode não estar mais onde estava. O Planeta Terra é o último a sair de nossa seara de evolução “não tenho certeza” , então só saberemos a hora que todo mundo “bater suas botinhas” , atravessarem os canais de transporte para fora do Universo Local paa outro Universo e lá um planeta extremamente parecido com o nosso ou para os mais evoluídos “Capela” reencarnarem. Lembre-se que a reencarnação não ocorre somente na Terra e os corpos podem ser extremamente diferentes e menos densos. Então voltando ao suco de Laranja. Sim querido ser em evolução, pode existir alimentos parecidos com os nossos em outros locais. Será que a Laranja tem caroço? rsrsrsrs. Beijos e abraços a todos, nos veremos um dia!

  17. Willy Gilgen Neto
    22, abril, 2016 em 12:06 | #17

    Bom, me deparei com este artigo e senti a necessidade de rebater ponto a ponto as suas alegações, visto que a autora tendenciosamente se utilizou de questões de ‘O Livro dos Espíritos’, desvirtuando o real sentido das respostas com o objetivo de induzir os leitores ao erro e à descrença. Portanto, é um dever buscar comprovar e esclarecer o assunto à luz da Codificação:

    1) Primeiramente a autora cita as questões 224 e 227 de ‘O Livro dos Espíritos’, para em seguida afirmar que: “a proposta para o Espírito na erraticidade não é o trabalho braçal de lavar chão, limpar enfermarias, etc., mas de trabalhar sua mente e esclarecer o seu ‘eu‘, objetivando uma melhor preparação intelectual e moral, para enfrentar os embates de sua próxima encarnação.”
    R: Kardec nunca afirmou nada diferente disso e tão pouco André Luiz. O objetivo maior da vida, seja na erraticidade ou não, é a evolução moral e intelectual. O eventual “trabalho braçal” que alguns espíritos possam desempenhar não inviabiliza o alcance deste objetivo, pelo contrário, a razão nos aponta que é plausível a aplicação de tal recurso pela Espiritualidade, no sentido de desenvolver a humildade, a cooperação e a disciplina em alguns espíritos, formando neles as bases necessárias ao bom aprendizado moral. Foi o caso de André Luiz, que realizou este tipo de atividade apenas por um curto período, claramente com fins didáticos e não “braçais”. O problema é que a fundamentação utilizada pela autora não tem sustentação lógica e induz o leitor a uma interpretação equivocada, pois aspirar a um novo destino e esperar (a oportunidade de reparação e nova encarnação) não significa inatividade ou ausência de convívio social (questão 224); e estudar seu passado e buscar se elevar, observando, escutando os conselhos dos Espíritos mais elevados, não exclui a vida em colônias, até porque estas também são atividades que os espíritos realizavam em Nosso Lar (questão 227).

    2) Em seguida, depois de citar a questão 230 de ‘O Livro dos Espíritos’, a autora afirma que “os Espíritos errantes vivem na espiritualidade uma vida semelhante à vida dos encarnados, posto que: a) os Espíritos moram em casas com suas famílias; b) trabalham e são remunerados (bônus-hora); c) têm relacionamentos amorosos, noivado e casamento; d) comem, bebem, tomam banho e dormem; e) viajam de aerobus, vão a festas, cinemas, concertos e reuniões; f) obedecem a um regime político sob as ordens de um Governador que administra a cidade através de seus Ministérios. Ou seja, têm uma verdadeira vida social, com todas as implicações geradas pelas relações humanas que envolvem família, amigos, inimigos, trabalho e política.”
    R: As respostas das questões 224, 227 e 230 de modo algum excluem a possibilidade dos espíritos errantes viverem suas vidas da forma que é retratado em Nosso Lar, ou seja, em colônias espirituais. Não encontramos na Codificação qualquer afirmação no sentido de que os espíritos na erraticidade estão impossibilitados de manterem um convívio social similiar ao da vida encarnada. A resposta da questão 230 revela que o espírito errante pode melhorar-se bastante, mas que será na existência corpórea que ele poderá colocar em prática as novas ideias adquiridas. A autora interpretou-a erroneamente com o objetivo de embasar uma suposta inatividade prolongada do espírito errante, o que em momento algum é afirmado nas obras de Kardec. Nesta resposta, o real sentido da expressão “colocar em prática” é o de provação que habilita o espírito a galgar uma melhor posição evolutiva, ou seja, os Espíritos quiseram deixar claro a Kardec que somente o melhoramento obtido durante a erraticidade não é suficiente para atestar que um espírito efetivamente evoluiu no campo moral. É necessário passar pela prova da encarnação. Nada tem a ver com as relações comuns entre espíritos, que a autora tenta mitificar!

    3) Logo após, a autora faz uma pergunta: “Prá que reencarnar, se o Espírito já vive todas as possibilidades oriundas da vida em sociedade, considerada por Kardec, como a “pedra de toque” para a evolução humana?!”
    R: A autora confunde a vida na erraticidade com a vida no corpo físico, que obviamente são conceitos distintos entre si. A reencarnação é necessária para que o melhoramento almejado pelo espírito seja provado e obtido meritoriamente, o que não é possível na erraticidade. As questões a seguir de ‘O Livro dos Espíritos’ não deixam dúvidas quanto a isso: “166. Como pode a alma, que não alcançou a perfeição durante a vida corpórea, acabar de depurar-se? -Sofrendo a prova de uma nova existência.”; “166-a. Como realiza essa nova existência? Será pela sua transformação como Espírito? -Depurando-se, a alma indubitavelmente experimenta uma transformação, mas para isso necessária lhe é a prova da vida corporal.”; “330-a. Então, a reencarnação é uma necessidade da vida espírita, como a morte o é da vida corporal? -Certamente; assim é.”.

    4) A autora prossegue na sua análise amparando-se nas questões 234 e 236 de ‘O Livro dos Espíritos’, acerca dos mundos transitórios, e, a partir daí, conclui: “1º) há possibilidade dos Espíritos errantes se acomodarem em “Mundos Transitórios”; 2º) tais mundos são de superfícies estéreis, ou seja, sem prédios, bosques, fontes etc.; 3º) o Espírito não precisa de nada disso na erraticidade.”
    R: Novamente a autora interpreta equivocadamente as respostas das questões, desta vez comparando mundos transitórios com colônias espirituais, quando na realidade Kardec se referiu a estes mundos como sendo orbes físicos (planetas). Os dois últimos itens da questão 236, não mencionados pela autora, retiram qualquer dúvida sobre a definição de mundos transitórios entendida por Kardec: “236-d. Sendo transitório o estado desses mundos, a Terra terá um dia de estar entre eles? -Já esteve.”; “236-e. Em que época? -Durante a sua formação.”. Ou seja, nosso próprio planeta já foi um mundo transitório durante seu período de formação, portanto fica evidente que tanto Kardec como os Espíritos entendiam estes mundos como orbes, e não colônias espirituais, explicando assim a esterilidade existente na superfície destes planetas. Não há qualquer cabimento em se assumir que as características estéreis destes orbes de transição impliquem na inexistência de colônias espirituais como Nosso Lar!

    5) As questões 253, 254 e 255 de ‘O Livro dos Espíritos’, que tratam das percepções, sensações e sofrimentos dos espíritos, são utilizadas pela autora como pretexto para expor as seguintes constatações: “1º) As necessidades físicas de que se queixam os Espíritos são apenas “impressões”; 2º) Os Espíritos não precisam de repouso, nem obviamente de alimento, posto que não possuem órgãos em que as forças tenham de ser restauradas, nem muito menos aparelho digestivo, sistema circulatório, nervoso ou genésico; 3º) O sofrimento do Espírito é totalmente moral,e não físico.”
    R: Não é razoável supor que o espírito desencarnado perca subitamente todos os hábitos que conservou por décadas em sua existência corporal, deixando de ser suscetível às mais variadas necessidades físicas e psicológicas em um curto espaço de tempo. Na parte final da resposta da questão 254, os Espíritos asseveraram: “A espécie de fadiga que os Espíritos podem provar está na razão da sua inferioridade, pois quanto mais se elevam, de menos repouso necessitam.”. Ou seja, esta resposta sinaliza que espíritos ainda inferiores podem sentir fadiga e necessitar de repouso, logo, por extensão lógica de raciocínio, não é absurdo deduzirmos que durante este período também possam ter a necessidade, ainda que psicológica, de ingerir alimentos como os descritos em Nosso Lar, uma vez que os habitantes da colônia ainda precisavam percorrer longa estrada evolutiva. Kardec também ressalta que a constituição ainda grosseira do perispírito potencializa a influência material: “Sabemos que, quanto mais o Espírito se purifica, mais eterizada se torna a essência do períspirito, de maneira que a influência material diminui à medida que o Espírito progride, ou seja, à medida que o períspirito se torna menos grosseiro.” (257. Ensaio Teórico Sobre A Sensação Nos Espíritos). Já a autora prefere negar a lógica e a sensatez expressadas pelo Codificador, tomando como absolutas as respostas das questões que selecionou, indistintamente para todos os níveis evolutivos de espíritos.

    6) Para reforçar suas alegações, a autora apresenta duas citações da Revista Espírita de março de 1865, p. 99 e p. 100, de modo a “asseverar da inexistência de lugares determinados no plano espiritual, destinadosà purgação de penas, como o ‘umbral‘, ou lugares semelhantes às cidades materiais terrenas, com belezas naturais e construções, para abrigar Espíritos errantes aos moldes de Nosso Lar.”
    R: Mais uma vez a autora distorce o significado das mensagens de Kardec para embasar sua tese, enquanto que a Codificação é enfática ao afirmar que existem regiões em que os espíritos se agrupam, inclusive comparando a constituição do planeta Terra como sendo apenas um “pálido reflexo” do que há nestas regiões, além de mencionar o termo “famílias”, o que sugere a existência de relações de convívio comum entre esses espíritos, como podemos verificar nas questões a seguir de ‘O Livro dos Espíritos’: “278. Os Espíritos das diferentes ordens se acham misturados uns com os outros? -Sim e não. Quer dizer: eles se vêem, mas se distinguem uns dos outros. Evitam-se ou se aproximam, conforme à simpatia ou à antipatia que reciprocamente uns inspiram aos outros, tal qual sucede entre vós. Constituem um mundo do qual o vosso é pálido reflexo. Os da mesma categoria se reúnem por uma espécie de afinidade e formam grupos ou famílias, unidos pelos laços da simpatia e pelos fins a que visam: os bons, pelo desejo de fazerem o bem; os maus, pelo de fazerem o mal, pela vergonha de suas faltas e pela necessidade de se acharem entre os que se lhes assemelham.”; “279. Todos os Espíritos têm reciprocamente acesso aos diferentes grupos ou sociedades que eles formam? -Os bons vão a toda parte e assim deve ser, para que possam influir sobre os maus. As regiões, porém, que os bons habitam estão interditadas aos Espíritos imperfeitos, a fim de que não as perturbem com suas paixões inferiores.”. O comentário de Kardec a esta última questão é igualmente esclarecedor: “Tal uma grande cidade onde os homens de todas as classes e de todas as condições se vêem e encontram, sem se confundirem; onde as sociedades se formam pela analogia dos gostos; onde a virtude e o vício se acotovelam, sem trocarem palavra.”. Como os espíritos de diferentes categorias se reúnem por afinidade, logo a existência de colônias espirituais e de regiões como o umbral é perfeitamente plausível e, portanto, não contraria os preceitos da Codificação. Na segunda citação utilizada pela autora, o trecho “Ainda que juntos, pode um estar em trevas, enquanto que tudo resplandece para o outro…” bem que poderia ser utilizado para descrever a passagem em que o ministro Clarêncio se desloca ao umbral em missão de resgate, não é mesmo?

    7) Por fim, a autora afirma que “o repouso do Espírito é totalmente mental”.
    R: Para os espíritos que atingiram certo grau de evolução, sim. Já os menos adiantados e com perispíritos mais grosseiros, podem perfeitamente apresentar algumas impressões físicas mais ou menos acentuadas e outras necessidades tipicamente corporais, sem que isso implique em qualquer prejuízo aos pilares doutrinários que sustentam a Codificação. Recomendamos a leitura completa do item 257 – Ensaio Teórico Sobre A Sensação Nos Espíritos – de ‘O Livro dos Espíritos’.

    Conclusão:
    O conteúdo das obras de André Luiz não contraria nenhum ponto fundamental da Doutrina Espírita, mas sim complementa e detalha aspectos da vida espiritual, entre outros, não mencionados ou que foram apenas introduzidos na Codificação. Devemos lembrar que Kardec recebeu as respostas de espíritos já elevados moralmente, que relataram em linhas gerais as condições da erraticidade, porém não pormenorizaram as relações comuns aos seres no plano espiritual, especialmente daqueles menos adiantados. Esta medida provavelmente teve por objetivo não desviar a atenção das pessoas para estes detalhes, pois poderia prejudicar a assimilação das bases doutrinárias mais importantes, então nascentes à época de Kardec. Com isso a divulgação de tais assuntos foi postergada para um período mais propício.
    Além disso, as páginas das obras de André Luiz estão permeadas de ensinamentos morais de elevada expressão, e uma prova disso é que jamais o autor espiritual recorreu à descrição de quadros negativos sem fornecer ao leitor uma instrução amorosa, consoladora e edificante. Os frutos atestam a boa qualidade da árvore.
    Precisamos nos conscientizar que a Doutrina dos Espíritos é progressiva por natureza, e não fundamentalista a ponto de considerar verdadeiras e confiáveis apenas as comunicações que estejam exatamente dentro do mesmo espectro de conhecimentos daquelas reveladas há mais de 150 anos! Kardec nunca teve a pretensão de encerrar todos os preceitos da Doutrina Espírita nas obras da Codificação, pelo contrário, afirmou que: “Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto.” Ainda que, no caso em tela, sequer houve erro a ser reparado, apenas uma fundamentação equivocada e distorcida.
    Obviamente que tal caráter progressista não significa abdicar da razão, da lógica e do bom senso, e passar a admitir como espíritas obras nitidamente mistificadoras e nocivas à unidade do movimento espírita e ao legado de Kardec. Independente de quem seja o autor ou o médium, nenhuma obra está imune à análise e ao crivo da razão, entretanto, como bem ponderou nosso irmão Passini, as “pílulas” verdadeiramente mistificadoras e cismáticas muitas vezes são engolidas sem resistência ou crítica. Um exemplo notório é “Os Quatro Evangelhos” de Roustaing, obra esta que lamentavelmente receberá nova edição pela FEB por ocasião de seu sesquicentenário, em junho deste ano, ainda que pese ser praticamente desconhecida pela maioria dos espíritas.

    Enquanto isso, infelizmente, os principais alvos dos detratores de plantão continuam a ser os mais eminentes vultos da divulgação espírita, na tentativa de arranharem suas reputações, nem que para tanto tenham que se apoiar em interpretações tendenciosas e superficiais das obras de Kardec.

    Obs.: Mera coincidência ou não, o referido artigo foi publicado no dia 1º de abril.

  18. Érik Campos Dominik
    19, junho, 2016 em 03:05 | #18

    Leonardo Jr., o seu próprio texto já é um sintoma do caráter dogmático de parte do movimento espiritista, ao considerar que tudo o que vem de livros espíritas é a verdade absoluta. Uma coisa é algumas proposições terem cunho/comprovação científica, outra coisa é o que circunda em torno delas com opiniões pessoais. Há muito mais do que pensamos por trás de tudo. Se formos olhar o avançar do pensamento científico, há muitas meias verdades que, com um novo passo, são percebidas como uma generalização de algo que depende de outros fatores. Por exemplo, há uma pergunta no Livro dos Espíritos sobre reencarnação animal. O Livro escorrega na resposta, sinal de que não há condições de sabermos toda a verdade e há muitos livros que falam que sim ou que não. Nosso orbe está numa fase tão primitiva perto de outros que devíamos ter vergonha de dizer que tudo o que vem do Espiritismo (e as suas interpretações, assim como a Bíblia as teve) é a mais pura verdade. Cada orbe possui seu “Jesus”, seu “Espiritismo” ou “Budismo” (filosofias muito semelhantes), outros degraus de leis morais que nem imaginamos que existam. Se Jesus resumiu os mandamentos de Moisés em “Amar a Deus acima de todas as coisas” e “Amar ao próximo como a si mesmo”, logo alguém vem simplificar ainda mais simplesmente dizendo “Amor”. O resto são arestas que nós, em nosso orgulho, não nos permitimos ainda aceitar. Qualquer grão de areia que só conhece o fundo do oceano (nós) não pode se permitir acreditar que não haja vida diferente na superfície do mar, terra e ar. A Terra (e seu plano espiritual, do qual criamos ainda muita ilusão) é o nosso grão de areia perto do que existe nesse Universo criado por Deus. Temos que ter maturidade para olhar “por cima” do movimento espiritista e de qualquer outro para nos desprendermos das amarras que nos seguram nele. Se, para alguns, é o veículo que leva da ignorância a um pouco de entendimento, para outros pode já ser uma amarra que cega o que vem além dele. A maioria de nós está na primeira condição. Jesus (que não era espírita), São Francisco de Assis (que não era espírita) foram homens que não dependiam desse veículo para se erguerem. O Espiritismo foi criado somente no Século XIX. Será que antes dele ninguém da Terra evoluía? Claro, meus amigos, que temos que enxergar além! O “Amor” e não o nosso pobre e ainda teoricamente fraco Espiritismo, é muito maior que o movimento espiritista. Olhem além! Trabalhem com o Espiritismo se isso lhes aprouver, mas vão muito além dele com o pensamento e com o sentimento! A vida não começa nem termina nele.

  19. Antonio Paulo
    3, julho, 2016 em 14:16 | #19

    @Tadeu Sabóia
    Que tipo de Espírita é você? me excluiu do grupo no facebook porque não compartilho com teus ideais. Ou está comigo ou está contra mim, essa é tua bandeira? saiba que ortodoxia é igual a alienação, que no teu caso já virou fanatismo.

  20. Tretonis
    17, setembro, 2016 em 10:32 | #20

    Você “Willy Gilgen Neto”, me parece mais um estudioso do Espiritismo que apaixonou-se pela ótima redação de Andre’ Luiz, comigo também já aconteceu isso.

    A estudiosa do Espiritismo e autora desta matéria, “Maria das Graças Cabral”, a qual parabenizo pela lucidez com que escreve.

    Andre’ Luiz mostra uma Espiritualidade bastante diferente daquela apresentada no livro dos espiritos e principalmente no Livro o “Céu e o Inferno”.

    Nesta obra, Kardec que entrevista os Espíritos, tem a resposta de que o estado em que eles se encontram, se constitui o céu ou o inferno.

    Não é questão de lugar como induz “André Luiz” e sim de estado em que se encontra o espirito que onde quer que esteja, criará o seu umbral se for sofredor e o ceu “Nosso Lar(ceu dos espiritas, rs)” se estiver bem.

    Sim, como a Maria, vejo muitas contradições nas obras de André Luiz com relação ao Espiritismo.

    E na duvida ou nas contradições fico com o Espiritismo.

    As obras de Andre’ Luiz não são complementares ao Espiritismo, trata-se de romances, fantasias, opiniões pessoais mais ou menos sensatas e todo cuidado e’ pouco.

    Tanto Andre Luiz como Emamnuel insistiram em querer transformar o espiritismo em Religião. e Religião vegetariana.

    “Não plasmam um bifinho mas plamam uma sopinha”. Ah !! fala serio. Acorda povo espirita.

  21. Cleidson
    10, outubro, 2016 em 13:58 | #21

    Creio que a síntese para compreender é a seguinte: todos os médiuns, sendo humanos, sempre imprimirão suas imperfeições, opiniões, pré-conceitos, crenças, ideias e culturas, formando um mosaico de poucas verdades em meio a mentiras grosseiras, com o intuito de confundir. Logo, o único mediador respeitável em meio a este turbilhão de falsos profetas é somente o nazareno Jesus e que mesmo ele pode ser contestado por ter delírios e alegorias assombrosas de desgraças e de prodigalizar fenômenos não aceitos pela ciência, única fonte confiável de resultados no mundo conhecido, aproveitando-se então, sua Filosofia Moral, com a qual se conduz para um mundo de justiça e de paz. Desnecessárias então, toda forma de crença ou culto, prevalecendo somente a Filosofia de Jesus.

  22. Willian Silva
    20, novembro, 2016 em 16:54 | #22

    Então vamos acabar de vez com a Doutrina Espírita, pois tudo não passa de uma mentira para um cara que é fanático por Allan Kardec, que escreveu esse artigo.

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