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O QUE É E O QUE NÃO É ESPIRITISMO?

 
Existe uma confusão muito grande a respeito do que é ou não é Doutrina Espírita ou Espiritismo. Isto porque há pessoas que não sabem que as palavras “espírita” e “espiritismo” foram criadas em 1857, na França, pelo codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec. Somente deveriam utilizar-se destes termos os locais religiosos ou pessoas que seguissem os postulados desta doutrina.Assim, cultos e religiões que de alguma forma têm em suas práticas a comunicação de Espíritos e a crença na reencarnação é confundida erroneamente com o Espiritismo.

Na verdade, embora mereça todo o respeito dos espíritas verdadeiros, estas seitas são adeptas do espiritualismo ou esoterismo, e não do Espiritismo. Todos aqueles que acreditam na existência do Espírito são espiritualistas. Mas nem todos os espiritualistas são espíritas, praticantes do Espiritismo.Para que uma casa religiosa seja espírita, ela deve seguir os ensinamentos contidos nas Obras Básicas da Doutrina Espírita e no Evangelho de Jesus. Geralmente, os locais espíritas recebem o nome de: Centro, Grupo, Casa, Sociedade, Instituição ou Núcleo Espírita. Deve ser legalmente constituído, de acordo com as leis vigentes no país em que está instalado. Mesmo ostentando este nome, quem a visita necessita estar atento para quais as atividades e as formas como as mesmas são praticadas por seus dirigentes e auxiliares (veja o que um centro espírita faz).

Visando ajudar àqueles que não conhecem o Espiritismo, mostraremos abaixo o que se encontra e o que não deve ser encontrado em uma casa espírita verdadeira.

Palestras: todo centro espírita tem o seu momento de esclarecimento doutrinário. As exposições geralmente são sobre a Codificação espírita e o Evangelho de Jesus, em uma ligação direta com nosso cotidiano. Não há nenhum ritual antes dos trabalhos, a não ser uma prece evocando a proteção de Jesus e dos bons Espíritos (geralmente, a oração é feita em pensamento). Em algumas oportunidades, antes ou no final das palestras, alguns grupos fazem a apresentação de corais musicais, quase sempre formados por grupos de jovens. Porém, este tipo de procedimento não é aconselhável, sendo indicado que seja praticado em datas e horários diferentes dos trabalhos espirituais e de esclarecimento ao público, exatamente para se evitar confusões e mal-entendidos.

Explanações e orações ao som de músicas, batuques, atabaques: o Espiritismo não utiliza instrumentos musicais para exortar o público ou evocar Espíritos. Não há o uso de qualquer instrumento durante os trabalhos.

Trajes normais: os trabalhadores de uma casa espírita trajam-se normalmente, de forma simples. A discrição deve fazer parte dos que trabalham no local, pois ali estão para auxiliar as pessoas que buscam orientação para seus problemas materiais e espirituais.

Trajes especiais: o Espiritismo não tem roupas especiais para os dias de trabalhos ou mesmo no dia-a-dia dos seus adeptos. Enfeites, amuletos, colares, vestimentas com cores que significariam o bem (branca) ou o mal (negra, vermelha) não têm fundamento para o espírita.

Inexistência de rituais, amuletos e imagens: o verdadeiro centro espírita não pratica em suas atividades nenhum tipo de ritual. A Doutrina Espírita segue o que o Mestre Jesus ensinou: que Deus é Espírito, e deve ser adorado em espírito e verdade. Portanto, sem a necessidade de nada material para contatarmos com a espiritualidade.

Presença de rituais como: ajoelhar-se frente a algo ou alguém, beijar a mão ou louvar os responsáveis pela casa, benzer-se, sentar-se no chão ou ficar levantando e sentando durante os trabalhos, proferir determinadas palavras (mantras) para evocar os Espíritos. Nas sedes dos verdadeiros centros espíritas não são encontradas imagens de santos ou personalidades do movimento espírita, amuletos de sorte, figuras que afastam ou atraem maus Espíritos, incensos, velas e tudo o mais que seja material e que teoricamente serviria de ligação com o mundo espiritual.

Animais para sacrifício: o local que possui este tipo de prática ou decoração não é espírita. O Espiritismo é contrário a qualquer tipo de sacrifício animal. Espíritos que pedem este tipo de atividade são Espíritos atrasados, ignorantes da Lei de Deus e muitas vezes maléficos, que podem prejudicar a vida de quem dá ouvidos aos seus baixos desejos.

Comunicação particular com os Espíritos: os grupos espíritas têm reuniões específicas e íntimas para que os trabalhadores da casa, aptos e preparados durante longos estudos para tal, possa comunicar-se com os Espíritos. E através deles, obter informações do mundo espiritual, orientações e mesmo ajudar no afastamento de perturbações espirituais que porventura estejam prejudicando alguém. Todo este cuidado baseia-se na orientação dos próprios Espíritos superiores, responsáveis pela elaboração do Espiritismo, como também no alerta de João, o Evangelista, que em sua 1ª Epístola, capítulo IV, versículo 1, diz: “Amados, não creiais em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus”. Agindo assim, o centro espírita evita o máximo possível à influência de Espíritos zombeteiros e maldosos, que muitas vezes veem neste contato com os encarnados a oportunidade de tecer comentários mentirosos e doutrinas esdrúxulas. A seriedade de reuniões fechadas os intimida, favorecendo a presença dos Espíritos esclarecidos.

Há alguns tipos de trabalhos mediúnicos, principalmente de psicografia (escrita dos Espíritos através de médiuns), onde pessoas levam até lá o nome de entes desencarnados para tentarem a comunicação dos mesmos através da mediunidade, e ficam observando a manifestação. O médium Francisco Cândido Xavier, conhecido como Chico Xavier, da cidade mineira de Uberaba, é um destes exemplos. Porém, nestes casos, o Espírito não se comunica diretamente com seu parente. Apenas influencia o médium, que escreverá, de forma discreta e ordenada, a mensagem do além.

Comunicação de Espíritos em público: a Doutrina Espírita é contrária a este tipo de manifestação, cercada geralmente de curiosidades e interesses materiais, ao invés do bom senso que deve permear toda comunicação espiritual. Há locais em que os médiuns recebem seus “guias” ou “Espíritos protetores”, teoricamente responsáveis pelo funcionamento da casa, e orientam os consulentes sobre qualquer tipo de dúvida. Muitas vezes, as respostas dadas por este tipo de Espírito não têm base científica ou doutrinária alguma, seguindo apenas seu próprio conhecimento, que pode ser limitado. Em vários destes lugares em que há a manifestação pública, as entidades espirituais são servidas de fumo, bebidas, comida, ingeridas pelo médium incorporado. Com isso, mostram a limitação destes Espíritos, ainda muito apegados aos vícios e prazeres materiais.

Desenvolvimento cauteloso da mediunidade: a Doutrina Espírita explica que todo ser vivo tem mediunidade, pois é através dela que os encarnados recebem influências boas e más do mundo espiritual, que servirão de ajuda ou aprendizado no decorrer de suas existências terrenas. São chamados de médiuns aqueles capazes de proporcionar a manifestação dos espíritos. O Espiritismo adverte que para poder ampliar esta ligação com o mundo espiritual, é necessário que o médium passe por uma série de preparativos. Anos de estudo, maturidade, modificação moral constante, vida regrada, abstendo-se dos vícios mais grosseiros, como o fumo e a bebida, são algumas das regras básicas para que o indivíduo possa vir a desenvolver sua mediunidade, e estão contidas em “O Livro dos Médiuns”. Os centros espíritas verdadeiros não aconselham a pessoa a trabalhar mediunicamente sem antes passar por este período e preparação citados. Muito menos diz que alguém “precisa” desenvolver a mediunidade. Ninguém é obrigado a nada, afirma a Doutrina. Todos têm seu livre-arbítrio, e mesmo que o ser tenha um canal mediúnico amplo, próprio para o desenvolvimento da mediunidade, e não quiser desenvolvê-lo, não há problema. Tudo o que é forçado é prejudicial ao homem.

Desenvolvimento mediúnico forçado: se ao chegar a um ambiente espiritualista lhe afirmarem que sua mediunidade “precisa” ser desenvolvida, caso contrário você sofrerá as consequências materiais e espirituais; sua vida será um transtorno; que os Espíritos estão lhe chamando para o trabalho; que esta é a sua missão; com certeza este não é um local que segue a Doutrina Espírita. Há seitas e religiões afro-brasileiras que obrigam a pessoa a desenvolverem-se mediunicamente e depois as ameaçam com terríveis problemas futuros se elas deixarem de “trabalhar”. Isto gera angústia, medo e desespero nos envolvidos, que geralmente acabam vítimas de graves obsessões (influência maléfica persistente de um Espírito atrasado sobre outro ser). Cuidado!

Não há promessas de curas: o verdadeiro centro espírita não promete a cura para quem o procura. A Doutrina afirma que a cura de uma influência espiritual ou doença material depende de uma série de fatores, entre os quais a modificação moral do enfermo, sua necessidade, seus problemas relacionados com encarnações anteriores e acima de tudo, se há ou não a permissão de Deus para que haja a solução da dificuldade. Muitas vezes, o sofrimento é um período necessário para o ser refletir sobre sua existência, e o único que sabe quando é a hora disso terminar é o Criador. O que o centro espírita faz é um pronto-socorro aos necessitados de amparo e esclarecimento, é de todas as formas possíveis (orações, tratamentos espirituais, passes, orientações morais e materiais) tenta minimizar o sofrimento alheio, rogando a Jesus que se o Pai permitir, que interceda junto ao indivíduo.

Promessas de cura: qualquer lugar que prometa a cura de problemas espirituais ou materiais, sem levar em consideração os fatores já citados, não é um local espírita. Condicionar uma cura à frequência exclusiva naquele ambiente, ao pagamento de dinheiro ou bens materiais, ou mesmo à “força da casa” não tem base no Espiritismo e foge do bom senso que regula as leis de Deus. Estas, não podem ser modificadas de acordo com nossa vontade. Por isso, prometer algo que não depende apenas de nós mesmos beira a irresponsabilidade e pode levar a pessoa desesperada ao desequilíbrio total ou à descrença em Deus.

Passes simples: o passe é um método utilizado dentro dos centros espíritas. Nada mais é do que a simples imposição das mãos de médiuns sobre a fronte de outras pessoas, transmitindo-lhes fluidos magnéticos e espirituais (energias positivas do próprio médium e de bons Espíritos), no intuito de fortalecer-lhes o corpo e a parte espiritual. Tem duração em média de 30 segundos a 01 minuto. Geralmente, é aplicado dentro de salas específicas, após a palestra, individual ou coletivamente, com o público sentado e o passista de pé. Apenas são feitas orações, em pensamento, pelos médiuns, rogando o amparo de Jesus àqueles que estão recebendo os fluidos. Os passistas não ficam incorporados pelos Espíritos, apenas recebem sua influência mental e fluídica. Importante: nunca há necessidade do passista tocar a pessoa que recebe o passe. Toques, apertos, carícias têm grandes possibilidades de serem mal interpretados, gerando confusões, e por isso são dispensados no centro espírita.

Passes com movimentos: locais em que os passes são aplicados com movimentos bruscos, utilizando objetos, baforadas de cigarro ou charuto, estalando-se os dedos, repetindo mantras e cânticos, tocando várias partes do corpo do receptor não são centros espíritas. Passistas que transmitem os passes incorporados por entidades, fazendo orientações ou conversando normalmente, não são médiuns espíritas.

Todo o serviço espiritual é gratuito: o verdadeiro centro espírita não cobra nenhuma orientação ou ajuda espiritual de seu público, nem condiciona o recebimento de curas ou salvação às doações. Dar de graça o que de graça receber, ensinou Jesus, em alusão aos conhecimentos espirituais. Não aceita dinheiro por serviços prestados mediunicamente. Seus dirigentes e trabalhadores têm profissões próprias, que lhes dão o sustento financeiro necessário para suas vidas. Quem sustenta materialmente a casa espírita são seus trabalhadores, através de doações mensais, destinadas ao pagamento de aluguéis, manutenção, divulgação doutrinária e aquisição de alimentos, roupas e demais objetos a serem distribuídos às famílias carentes ou instituições filantrópicas que sejam assistidas pelo grupo. Todo valor arrecadado será exposto em balanços mensais, para que tanto trabalhadores como frequentadores tenham acesso sobre onde é investido o dinheiro do centro espírita. Caso algum frequentador da casa queira doar algo ao núcleo, é preferível que a doação seja feita em gêneros alimentícios, roupas, materiais de construção e afins, que poderão ser destinados aos carentes ou mesmo utilizados na manutenção da casa. Se houver por algum motivo uma doação em dinheiro, o centro espírita deverá fornecer um recibo ao doador e inscrever esta doação no balanço mensal do grupo.

Cobrança pela ajuda espiritual: todo local que cobra dinheiro, favores ou exige qualquer coisa ou favor material devido à ajuda espiritual prestada não é um centro espírita. A cobrança financeira é própria de pessoas que vivem da exploração da crença alheia, contrariando os ensinos de Jesus. Há seitas que pedem dinheiro aos seus assistidos afirmando que será usado para o feitio de trabalhos espirituais, como a compra de velas, comida, roupas e coisas do gênero. Isso não é Espiritismo. Espíritos que se prestam a fazer serviços espirituais em troca de coisas materiais são entidades atrasadas, que nada de bom podem trazer aos que os procuram.

Não podemos comprar a paz de espírito e tranquilidade que buscamos, é isto que prega a Doutrina Espírita. Se não for esta a orientação do local, com certeza não é um ambiente espírita.

Copyright by Grupo Espírita Apóstolo Paulo
  1. Wilson
    24, fevereiro, 2014 em 00:49 | #1

    Espíritos que pedem bebida e cigarros.

    1)As pessoas que se entregam ao vicio da bebida e do fumo passam a atrair a assistência nociva de espíritos desencarnados que também possuem tais vícios, espíritos obsessores.
    Cada vicio é uma porta aberta para a influencia negativa de espíritos inferiores e perturbadores do plano astral, para afastar esses espíritos viciosos temos que nos libertar dos vícios torpes da bebida e do cigarro, tudo é uma questão de sintonia no mundo espiritual, os encarnados bons, corretos, honestos, com pensamentos elevados e nobres vão entrar em sintonia com os espíritos de luz, os encarnados maldosos, falsos, picaretas, desonestos, com maus pensamentos e vícios, vão entrar em sintonia com espíritos inferiores e obsessores.
    O Bem tem sintonia com o Bem.
    O mal tem sintonia com o mal.
    Imaginemos uma pessoa que se entrega a bebida, cachaça, cigarros, charutos, ela passa a atrair a companhia de espíritos desencarnados que também gostam da bebida e do fumo, os semelhantes atraindo os semelhantes.
    Os espíritos viciosos são Vampiros psíquicos que vampirizam os encarnados que possuem vícios, esses médiuns que trabalham com cachaça e charutos são vampirizados por espíritos que possuem os mesmos vícios.
    Os espíritos de luz ou bons espíritos não possuem necessidades matérias e nem apego as coisas mátrias, vamos concluir, que somente espíritos apegados a matéria trabalham com médiuns que usam charutos, cigarros e cahaça.
    Eles são canecos vivos ou piteiras vivas para as entidades viciosas do plano astral.
    Vejamos uma observação de Ramatis sobre essa questão.

    O alcoólatra, seja o que se embriaga com o uísque caríssimo ou o que se entrega à cachaça pobre, não passa de um “caneco vivo”, pelo qual muitos espíritos desencarnados e viciados se esforçam para beber “etericamente” e aliviar a sua sede ardente de álcool.

    Todos os beberrões desencarnados vivem à cata de “canecos vivos”, na Terra.
    (…) Os espíritos desencarnados e ainda escravos das paixões e vícios da carne – em virtude da falta do corpo físico – são tomados de terrível angústia ante o desejo de ingerir o álcool com o qual se viciaram desbragadamente no mundo físico. (…) os encarnados que se viciam com bebidas alcoólicas passam também a ser acompanhados de espíritos de alcoólatras já desencarnados, ainda escravos do mesmo vício aviltante, que tudo fazem para transformar suas vítimas em “canecos vivos” para saciarem seus desejos.

    2) Vou colocar uma pergunta.
    Os espíritos de luz ou espíritos elevados precisam de bebida, cachaça, cigarros, charutos, velas?????
    Qual a sua resposta???

    Devemos raciocinar com bom senso, no Espiritismo a fé tem que ser raciocinada, sem fantasias e superstições.
    Espiritos desencarnados que pedem coisas matérias, são espíritos apegados a matéria, somente isso.
    Não estou atacando ninguém, eu estou raciocinando.

    Vejamos uma observação muito importante de Raul Teixeira sobre essa questão.

    Nós espíritas pensamos o seguinte: ESPÍRITOS QUE PEDEM CHARUTO, BEBIDAS ALCOÓLICAS, COMIDA, SANGUE DE UM IRMÃO INFERIOR (ANIMAL) OU MESMO HUMANO, QUE PARTICIPAM DE TRABALHOS DE VINGANÇA OU OUTRA MALDADE QUALQUER, PRECISAM DE ESCLARECIMENTO CRISTÃO. ELES AINDA ESTÃO APEGADOS À COISAS MATERIAIS E SENTIMENTOS INFERIORES. Seria incoerente falarmos de Jesus e nos propor fazer maldade seja lá a quem for. Como podemos pedir ajuda a quem precisa de ajuda? Se Espíritos resolvessem problemas, Chico Xavier, que foi muito mais merecedor que muitos de nós, não teria sofrido com doenças e problemas. Já que vivia em contato direto com eles. Então, sigamos o conselho do apóstolo Paulo:”Não creiais em todos os espíritos, mas examinai se eles são de Deus.” (João 4:1). Paulo sabia que todos os Espíritos são de Deus, mas o propósito de alguns não são divino. Por isso, precisamos ter cuidado para não nos confundirmos, não nos aliarmos, não incentivarmos, não nos comprometermos com a lei divina. O Espiritismo é uma doutrina sem sacerdotes, sem dogmas, sem rituais, não adota em suas reuniões e em suas práticas qualquer tipo de paramentos ou vestes especiais (as vestes brancas devem ser as que nos cobrem o espírito e o nosso perispírito); não utilizamos sal grosso, plantas, amuletos, etc. (porque o nosso coração é nosso escudo, quando nele mora o amor); não adotamos cálice com vinho ou bebidas alcoólica (os espíritas não devem alimentar o vício do álcool nem do fumo, porque precisamos estar lúcidos para apreciar a beleza da vida); não utilizamos incenso, mirra, velas (porque são coisas materiais e nós usamos a prece para nos sustentar o espírito); não temos altares, imagens, andores, procissões, pagamento pelos trabalhos espirituais, talismãs, sacrifício animal, santinhos, administração de indulgências, confecção de horóscopos, exercício da cartomancia, quiromancia, astrologia, numerologia, cromoterapia, pagamento de promessas, despachos, riscos de cruzes e pontos, não temos curas espirituais com cortes, orações milagrosas para resolver problemas sentimentais, financeiros, etc.

    Vou realçar essa observação do Raul Teixeira.
    Nós espíritas pensamos o seguinte: ESPÍRITOS QUE PEDEM CHARUTO, BEBIDAS ALCOÓLICAS, COMIDA, SANGUE DE UM IRMÃO INFERIOR (ANIMAL) OU MESMO HUMANO, QUE PARTICIPAM DE TRABALHOS DE VINGANÇA OU OUTRA MALDADE QUALQUER, PRECISAM DE ESCLARECIMENTO CRISTÃO. ELES AINDA ESTÃO APEGADOS À COISAS MATERIAIS E SENTIMENTOS INFERIORES.

    Nessas observações do Raul Teixeira, vemos que somente espíritos materializados apegados as sensações matérias é que pedem essas coisas como, bebida, cigarros, charutos, despachos e sacrifícios de pobres animais.
    Os espíritos de luz não necessitam de coisas matérias.
    Isso é lógico e racional basta estudar o Espiritismo para ver essa Verdade.

    Perguntamos.
    Raul Teixeira esta errado ou certo nessa observação??????
    Qual a sua resposta?????

    Muitas entidades que trabalham nesses lugares estão muito materializadas e condicionadas a vida terrena, querem manter as sensações da matéria, querem beber, fumar e até transar.
    Esses espíritos viciosos encostam o seu perispirito no perispirito do encarnado que esta bebendo, fumando ou transando e passam a sentir as mesmas coisas, é o chamado encosto.

    3) As superstições e crendices atrapalham a evolução espiritual das pessoas, o Espiritismo não aceita as superstições, usar objetos matérias, como, amuletos, talismã, velas, incenso, imagens, roupas brancas, fazer despachos, são atos ligado ao misticismo e as crendices populares.
    Não adianta usar velas, amuletos e roupas brancas, para afastar os maus espíritos, é nos pensamentos elevados e positivos, na prece sincera, na elevação moral, na pratica do Bem, da Caridade e das Virtudes, que esta a única defesa psíquica contra a influencia dos maus espíritos.
    Eu posso usar velas, imagens de santos, roupas brancas, amuletos e continuar falso, desonesto, egoísta, maldoso, picareta, malicioso, olho grande, ciumento, vingativo, racista, vicioso, nenhum objeto material ou sagrado tem ação para afastar ou atrair os espíritos desencarnados, tudo reside em nossos pensamentos e sentimentos.
    Vejamos uma observação do Mestre Kardec.
    Para conhecimento das pessoas estranhas à ciência,diremos que não há horas mais propícias, umas que outras, como não há dias nem lugares, para comunicar com os Espíritos. Diremos mais: que não há fórmulas nem palavras sacramentais ou cabalísticas para evocá-los; que não há necessidade alguma de preparo ou iniciação; que é nulo o emprego de quaisquer sinais ou objetos materiais para atraí-los ou repelilos, bastando para tanto o pensamento;e, finalmente, que os médiuns recebem deles as comunicações sem sair do estado normal, tão simples e naturalmente como se tais comunicações fossem ditadas por uma pessoa vivente. Só o charlatanismo poderia emprestar às comunicações formas excêntricas, enxertando-lhes ridículos acessórios. (Allan Kardec – O que é o Espiritismo, cap. II, nº 49.)

    A respeito do assunto, o eminente Allan Kardec, na questão 553 de O Livro dos Espíritos indagou aos benfeitores da Humanidade, recebendo a lúcida resposta:

    “TODAS AS FÓRMULAS SÃO MERA CHARLATANICE. NÃO HÁ PALAVRA SACRAMENTAL NENHUMA, NENHUM SINAL CABALÍSTICO NEM TALISMÃ QUE TENHA QUALQUER AÇÃO SOBRE OS ESPÍRITOS, PORQUANTO ESTES SÓ SÃO ATRAÍDOS PELO PENSAMENTO E NÃO PELAS COISAS MATERIAIS”.

    Em O Livro dos Médiuns, no item 282, Kardec novamente interrogou os Espíritos acerca do assunto:

    17ª Certos objetos, como medalhas e talismãs, têm a propriedade de atrair ou repelir os Espíritos conforme pretendem alguns?

    “ESTA PERGUNTA ERA ESCUSADA (DESNECESSÁRIA), PORQUANTO BEM SABES QUE A MATÉRIA NENHUMA AÇÃO EXERCE SOBRE OS ESPÍRITOS. FICA BEM CERTO DE QUE NUNCA UM BOM ESPÍRITO ACONSELHARÁ SEMELHANTES ABSURDIDADES. A VIRTUDE DOS TALISMÃS, DE QUALQUER NATUREZA QUE SEJAM, JAMAIS EXISTIU, SENÃO, NA IMAGINAÇÃO DAS PESSOAS CRÉDULAS.”

    Vou realçar essa observação.
    NUNCA UM BOM ESPÍRITO ACONSELHARA SEMELHANTES ABSURDIDADES.
    Portanto, os espíritos desencarnados que aconselham o uso de objetos matérias ou sagrados para trabalhos espirituais, são espíritos inferiores e atrasados, espíritos ignorantes sem luz.
    O uso de imagens de santos é um ato de idolatria, adorar ou venerar imagens para que???
    Existe algum valor espiritual nisso???

    4) Esses espíritos desencarnados que pedem coisas matérias como, charutos, cachaça, despachos, velas e sacrifícios de pobres animais, são na realidade espíritos apegados a matéria e aos vícios e desejos terrenos, são espíritos moralmente atrasados e muito desses espíritos podem ser maldosos, vingativos, maliciosos, astutos e obsessores, cuidado com esses espíritos.
    São lobos em pele de ovelhas.
    Os espíritos de luz ou espíritos elevados não possuem necessidades matérias, eles não pedem coisas matérias, portanto, devemos desconfiar desses espíritos que pedem tais coisas absurdas.
    Essa é a regra, os espíritos elevados ou bons espíritos não possuem necessidades matérias, eles estão com seus pensamentos e sentimentos moralmente depurados.
    Esses espíritos de caboclos e preto velhos e exus são espíritos perigosos, devemos estar alertas nessas questões.
    Como orienta Allan Kardec, todas as informações, mensagens e comunicações que venha dos espíritos desencarnados, tem que passar pelo Crivo severo da Razão e da Lógica para poder ser aceito.
    Qualquer ofensa a razão, a lógica e a moral elevada, denuncia a presença de espíritos inferiores e atrasados.

    Esse é um resumo dos meus estudos espíritas, espero ter ajudado em alguma coisa, busquemos o Mestre supremo Jesus o Cristo, o caminho, a verdade e a vida.

    Wilson Moreno na busca da Verdade.

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