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Centenário de Herculano Pires / palestra de Sérgio Aleixo


“Na primeira intervenção em defesa do espiritismo, Herculano Pires tinha vinte e poucos anos e deixou claro que colocava o espiritismo acima das lideranças e das instituições doutrinárias.” (Jorge Rizzini, em J. Herculano Pires — o apóstolo de Kardec).

Evento comemorativo do centenário de Herculano Pires. Acontecido no C.E. Cairbar Schutel. Capital Paulista. Em 21-11-2013

  1. Wilson Moreno
    18, novembro, 2014 em 20:20 | #1

    Estudo sobre as Mistificações, sobre os espíritos embusteiros e mentirosos do mundo invisível.
    Vejamos as Observações do Mestre Allan Kardec sobre esse tema que é muito importante e perigoso, vejamos.

    Revista Espírita
    ANO 1 – OUTUBRO 1858 – Nº. 10

    Voltemos aos médiuns. Em alguns o progresso é lento, bastante lento mesmo, muitas vezes submetendo a paciência a uma rude prova. Noutros esse progresso é rápido e, em pouco tempo, chega o médium a escrever com tanta facilidade e, algumas vezes, com mais presteza do que o faria em seu estado habitual. É então que pode tomar-se de entusiasmo e é exatamente nisso que está o perigo, porquanto o entusiasmo enfraquece e com os Espíritos é preciso ser forte. Parece um paradoxo dizer que o entusiasmo enfraquece, nada havendo, porém, de mais verdadeiro. Dir-se-á que o entusiasta marcha com uma convicção e uma confiança que lhe permitem superar todos os obstáculos; portanto, tem mais força. Sem dúvida; contudo, tanto nos entusiasmamos pelo falso quanto pelo verdadeiro; apegai-vos às mais absurdas idéias do entusiasta e delas fareis tudo o que quiserdes; o objeto de seu entusiasmo é, pois, seu lado fraco e por aí podereis sempre dominá-lo. O HOMEM FRIO E IMPASSÍVEL, AO CONTRÁRIO, VÊ AS COISAS SEM SE DEIXAR ENGANAR: COMBINA, PESA, AMADURECE E NÃO É SEDUZIDO POR NENHUM SUBTERFÚGIO; É ISSO QUE LHE DÁ FORÇA. Os Espíritos malévolos, que sabem disso tão bem ou mais do que nós, também sabem empregá-lo em seu proveito para subjugar aqueles que desejam manter sob sua dependência; e a faculdade de escrever como médium lhes serve maravilhosamente, visto ser um meio poderoso de captar a confiança, da qual se aproveitam se não mantemos a necessária vigilância. Felizmente, como veremos mais tarde, o próprio mal traz em si o remédio.

    SEJA POR ENTUSIASMO, POR FASCINAÇÃO DOS ESPÍRITOS, OU POR AMOR-PRÓPRIO, EM GERAL O MÉDIUM PSICÓGRAFO É LEVADO A CRER QUE SÃO SUPERIORES OS ESPÍRITOS QUE COM ELE SE COMUNICAM, SOBRETUDO QUANDO TAIS ESPÍRITOS, APROVEITANDO-SE DESSA PRESUNÇÃO, ADORNAM-SE DE TÍTULOS POMPOSOS, TOMANDO NOMES DE SANTOS, DE SÁBIOS, DE ANJOS E DA PRÓPRIA VIRGEM MARIA, CONFORME A NECESSIDADE E SEGUNDO AS CIRCUNSTÂNCIAS. E, PARA DESEMPENHAR SEU PAPEL DE COMEDIANTES, CHEGAM ATÉ MESMO A PORTAR A INDUMENTÁRIA EXTRAVAGANTE DAS PERSONAGENS QUE REPRESENTAM. TIRAI SUAS MÁSCARAS E VEREIS QUE SE TRANSFORMAM NO QUE SEMPRE FORAM: ILUSTRES DESCONHECIDOS; É O QUE NECESSARIAMENTE DEVEMOS FAZER, TANTO COM OS ESPÍRITOS, QUANTO COM OS HOMENS.

    Da crença cega e irrefletida na superioridade dos Espíritos que se comunicam, à confiança em suas palavras não há senão um passo; é o que também acontece entre os homens. Se conseguirem inspirar essa confiança, haverão de sustentá-la por meio de sofismas e dos mais capciosos raciocínios, perante os quais freqüentemente inclinamos a cabeça. Os Espíritos grosseiros são menos perigosos: reconhecemo-los imediatamente e só inspiram repugnância. OS MAIS TEMÍVEIS, EM SEU MUNDO, COMO NO NOSSO, SÃO OS ESPÍRITOS HIPÓCRITAS: FALAM SEMPRE COM DOÇURA, LISONJEANDO AS MENTES PREDISPOSTAS; SÃO MEIGOS, ADULADORES, PRÓDIGOS EM EXPRESSÕES DE TERNURA E EM PROTESTOS DE DEVOTAMENTO. É PRECISO SER REALMENTE FORTE PARA RESISTIR A SEMELHANTES SEDUÇÕES. Mas, direis, onde estaria o perigo, desde que os Espíritos são impalpáveis? O perigo está nos conselhos perniciosos que dão, aparentemente benévolos, e nos passos ridículos, intempestivos ou funestos a que somos induzidos. Já vimos alguns Espíritos fazerem com que certas pessoas corressem de país em país, à procura das coisas mais fantásticas, sob o risco de comprometerem a saúde, a fortuna e a própria vida. Vimo-los ditar, com toda aparência de gravidade, as coisas mais burlescas, as máximas mais estranhas.

    Vou realçar algumas Observações importantes colocada pelo Mestre Allan Kardec.

    a) Dir-se-á que o entusiasta marcha com uma convicção e uma confiança que lhe permitem superar todos os obstáculos; portanto, tem mais força. Sem dúvida; contudo, tanto nos entusiasmamos pelo falso quanto pelo verdadeiro; apegai-vos às mais absurdas idéias do entusiasta e delas fareis tudo o que quiserdes; o objeto de seu entusiasmo é, pois, seu lado fraco e por aí podereis sempre dominá-lo. O homem frio e impassível, ao contrário, vê as coisas sem se deixar enganar: combina, pesa, amadurece e não é seduzido por nenhum subterfúgio; é isso que lhe dá força.

    b) Os Espíritos malévolos, que sabem disso tão bem ou mais do que nós, também sabem empregá-lo em seu proveito para subjugar aqueles que desejam manter sob sua dependência; e a faculdade de escrever como médium lhes serve maravilhosamente, visto ser um meio poderoso de captar a confiança, da qual se aproveitam se não mantemos a necessária vigilância. Felizmente, como veremos mais tarde, o próprio mal traz em si o remédio.

    c) SEJA POR ENTUSIASMO, POR FASCINAÇÃO DOS ESPÍRITOS, OU POR AMOR-PRÓPRIO, EM GERAL O MÉDIUM PSICÓGRAFO É LEVADO A CRER QUE SÃO SUPERIORES OS ESPÍRITOS QUE COM ELE SE COMUNICAM, SOBRETUDO QUANDO TAIS ESPÍRITOS, APROVEITANDO-SE DESSA PRESUNÇÃO, ADORNAM-SE DE TÍTULOS POMPOSOS, TOMANDO NOMES DE SANTOS, DE SÁBIOS, DE ANJOS E DA PRÓPRIA VIRGEM MARIA, CONFORME A NECESSIDADE E SEGUNDO AS CIRCUNSTÂNCIAS. E, PARA DESEMPENHAR SEU PAPEL DE COMEDIANTES, CHEGAM ATÉ MESMO A PORTAR A INDUMENTÁRIA EXTRAVAGANTE DAS PERSONAGENS QUE REPRESENTAM. TIRAI SUAS MÁSCARAS E VEREIS QUE SE TRANSFORMAM NO QUE SEMPRE FORAM: ILUSTRES DESCONHECIDOS; É O QUE NECESSARIAMENTE DEVEMOS FAZER, TANTO COM OS ESPÍRITOS, QUANTO COM OS HOMENS.

    d) Da crença cega e irrefletida na superioridade dos Espíritos que se comunicam, à confiança em suas palavras não há senão um passo; é o que também acontece entre os homens. Se conseguirem inspirar essa confiança, haverão de sustentá-la por meio de sofismas e dos mais capciosos raciocínios, perante os quais freqüentemente inclinamos a cabeça.

    e) Os mais temíveis, em seu mundo, como no nosso, são os Espíritos hipócritas: falam sempre com doçura, lisonjeando as mentes predispostas; são meigos, aduladores, pródigos em expressões de ternura e em protestos de devotamento. É preciso ser realmente forte para resistir a semelhantes seduções. Mas, direis, onde estaria o perigo, desde que os Espíritos são impalpáveis? O perigo está nos conselhos perniciosos que dão, aparentemente benévolos, e nos passos ridículos, intempestivos ou funestos a que somos induzidos.

    f) Já vimos alguns Espíritos fazerem com que certas pessoas corressem de país em país, à procura das coisas mais fantásticas, sob o risco de comprometerem a saúde, a fortuna e a própria vida. Vimo-los ditar, com toda aparência de gravidade, as coisas mais burlescas, as máximas mais estranhas.

    g) OS MAIS TEMÍVEIS, EM SEU MUNDO, COMO NO NOSSO, SÃO OS ESPÍRITOS HIPÓCRITAS: FALAM SEMPRE COM DOÇURA, LISONJEANDO AS MENTES PREDISPOSTAS; SÃO MEIGOS, ADULADORES, PRÓDIGOS EM EXPRESSÕES DE TERNURA E EM PROTESTOS DE DEVOTAMENTO. É PRECISO SER REALMENTE FORTE PARA RESISTIR A SEMELHANTES SEDUÇÕES.

    Algumas pessoas falam que não devemos julgar os espíritos desencarnados em suas comunicações, seria falta de caridade julgar, analisar e questionar os espíritos, vejamos que tal colocação é absurda, mostra completo desconhecimento das Obras do Mestre Allan Kardec, vejamos suas Observações.

    REVISTA ESPIRITA ANO 2 – FEVEREIRO 1859 – Nº. 2
    As boas intenções, a própria moralidade do médium nem sempre bastam para evitar a intromissão dos Espíritos levianos, mentirosos e pseudo-sábios nas comunicações. Além das falhas de seu próprio Espírito, pode dar-lhes entrada por outras causas das quais a principal é a fraqueza de caráter e uma confiança excessiva na invariável superioridade dos Espíritos que com ele se comunicam. Essa confiança cega reside numa causa que a seguir explicaremos.

    SE NÃO QUISERMOS SER VÍTIMAS DE ESPÍRITOS LEVIANOS, É NECESSÁRIO JULGÁ-LOS, E PARA ISSO TEMOS UM CRITÉRIO INFALÍVEL: O BOM SENSO E A RAZÃO. Sabemos que as qualidades de linguagem, que caracterizam entre nós os homens realmente bons e superiores, são as mesmas para os Espíritos. Devemos julgá-los por sua linguagem. Nunca seria demais repetir o que a caracteriza nos Espíritos elevados: é constantemente digna, nobre, sem basófia nem contradição, isenta de trivialidades, marcada por um cunho de inalterável benevolência. Os bons Espíritos aconselham; não ordenam; não se impõem; calam-se naquilo que ignoram. Os Espíritos levianos falam com a mesma segurança do que sabem e do que não sabem; a tudo respondem sem se preocuparem com a verdade. Em mensagem supostamente séria, vimo-los, com imperturbável audácia, colocar César no tempo de Alexandre; outros afirmavam que não é a Terra que gira em redor do Sol. Resumindo: toda expressão grosseira ou apenas inconveniente, toda marca de orgulho e de presunção, toda máxima contrária à sã moral, toda notória heresia científica é, nos Espíritos como nos homens, inconteste sinal de natureza má, de ignorância ou, pelo menos, de leviandade.

    DE ONDE SE SEGUE QUE É NECESSÁRIO PESAR TUDO QUANTO ELES DIZEM, PASSANDO-O PELO CRIVO DA LÓGICA E DO BOM SENSO. EIS UMA RECOMENDAÇÃO FEITA INCESSANTEMENTE PELOS BONS ESPÍRITOS. DIZEM ELES: DEUS NÃO VOS DEU O RACIOCÍNIO SEM PROPÓSITO. SERVI-VOS DELE A FIM DE SABER O QUE ESTAIS FAZENDO. “OS MAUS ESPÍRITOS TEMEM O EXAME. DIZEM ELES: ACEITAI NOSSAS PALAVRAS E NÃO AS JULGUEIS”. SE TIVESSEM A CONSCIÊNCIA DE ESTAR COM A VERDADE, NÃO TEMERIAM A LUZ.

    O hábito de perscrutar as menores palavras dos Espíritos, de lhes pesar o valor – do ponto de vista do conteúdo e não da forma gramatical, com que pouco se preocupam eles – naturalmente afasta os Espíritos mal intencionados, que não viriam então inutilmente perder o tempo, de vez que rejeitamos tudo quanto é mau ou tem origem suspeita. Mas quando aceitamos cegamente tudo quanto dizem, quando, por assim dizer, nos ajoelhamos ante sua pretensa sabedoria, eles fazem o que fariam os homens, eles abusam de nós.

    Se o médium for senhor de si, se não se deixar dominar por um entusiasmo irrefletido, poderá fazer o que aconselhamos. Mas acontece freqüentemente que o Espírito o subjuga a ponto de o fascinar, levando-o a considerar admiráveis as coisas mais ridículas; então ele se entrega cada vez mais a essa perniciosa confiança e, estribado em suas boas intenções e em seus bons sentimentos, julga isto suficiente para afastar os maus Espíritos. Não, isso não basta: esses Espíritos ficam satisfeitos por fazê-lo cair na cilada, para o que aproveitam sua fraqueza e sua credulidade. Que fazer, então? Expor tudo a uma terceira pessoa desinteressada, para que esta, julgando com calma e sem prevenção, possa ver um argueiro onde o médium não via uma trave.

    Vou realçar algumas observações importantes de Kardec.
    a) SE NÃO QUISERMOS SER VÍTIMAS DE ESPÍRITOS LEVIANOS, É NECESSÁRIO JULGÁ-LOS, E PARA ISSO TEMOS UM CRITÉRIO INFALÍVEL: O BOM SENSO E A RAZÃO.
    b) Sabemos que as qualidades de linguagem, que caracterizam entre nós os homens realmente bons e superiores, são as mesmas para os Espíritos. DEVEMOS JULGÁ-LOS POR SUA LINGUAGEM.

    c) Nunca seria demais repetir o que a caracteriza nos Espíritos elevados: é constantemente digna, nobre, sem basófia nem contradição, isenta de trivialidades, marcada por um cunho de inalterável benevolência. Os bons Espíritos aconselham; não ordenam; não se impõem; calam-se naquilo que ignoram. Os Espíritos levianos falam com a mesma segurança do que sabem e do que não sabem; a tudo respondem sem se preocuparem com a verdade. Em mensagem supostamente séria, vimo-los, com imperturbável audácia, colocar César no tempo de Alexandre; outros afirmavam que não é a Terra que gira em redor do Sol.

    d) Resumindo: toda expressão grosseira ou apenas inconveniente, toda marca de orgulho e de presunção, toda máxima contrária à sã moral, toda notória heresia científica é, nos Espíritos como nos homens, inconteste sinal de natureza má, de ignorância ou, pelo menos, de leviandade.

    e) DE ONDE SE SEGUE QUE É NECESSÁRIO PESAR TUDO QUANTO ELES DIZEM, PASSANDO-O PELO CRIVO DA LÓGICA E DO BOM SENSO. EIS UMA RECOMENDAÇÃO FEITA INCESSANTEMENTE PELOS BONS ESPÍRITOS. DIZEM ELES: DEUS NÃO VOS DEU O RACIOCÍNIO SEM PROPÓSITO. SERVI-VOS DELE A FIM DE SABER O QUE ESTAIS FAZENDO. “OS MAUS ESPÍRITOS TEMEM O EXAME. DIZEM ELES: ACEITAI NOSSAS PALAVRAS E NÃO AS JULGUEIS”. SE TIVESSEM A CONSCIÊNCIA DE ESTAR COM A VERDADE, NÃO TEMERIAM A LUZ.

    f) O hábito de perscrutar as menores palavras dos Espíritos, de lhes pesar o valor – do ponto de vista do conteúdo e não da forma gramatical, com que pouco se preocupam eles – naturalmente afasta os Espíritos mal intencionados, que não viriam então inutilmente perder o tempo, de vez que rejeitamos tudo quanto é mau ou tem origem suspeita. Mas quando aceitamos cegamente tudo quanto dizem, quando, por assim dizer, nos ajoelhamos ante sua pretensa sabedoria, eles fazem o que fariam os homens, eles abusam de nós.

    g) SE NÃO QUISERMOS SER VÍTIMAS DE ESPÍRITOS LEVIANOS, É NECESSÁRIO JULGÁ-LOS, E PARA ISSO TEMOS UM CRITÉRIO INFALÍVEL: O BOM SENSO E A RAZÃO.
    DEVEMOS JULGÁ-LOS POR SUA LINGUAGEM.
    O hábito de perscrutar as menores palavras dos Espíritos, de lhes pesar o valor – do ponto de vista do conteúdo e não da forma gramatical, com que pouco se preocupam eles – naturalmente afasta os Espíritos mal intencionados.

    Vejamos que o Mestre Allan Kardec manda claramente analisar tudo que venha dos espíritos desencarnados pelo crivo severo da razão, da lógica e do bom senso, os maus espíritos temem o exame, não devemos aceitar nada cegamente, existe no mundo espiritual muitos espíritos enganadores, mentirosos, hipócritas e mistificadores, eles tomam nomes falsos e venerados para enganar as pessoas e usam também uma linguagem melosa, doce, meiga para SEDUZIR as pessoas e mistificar.

    Vejamos essa observação de Kardec.

    O Espiritismo vem revelar outra categoria de falsos cristos e de falsos profetas, bem mais perigosa, e que não se encontra entre os homens, mas entre os desencarnados. É a dos Espíritos enganadores, hipócritas, orgulhosos e pseudo-sábios, que passaram da Terra para a erraticidade e se disfarçam com nomes veneráveis, para procurar, através da máscara que usam, tornar aceitáveis as suas idéias, freqüentemente as mais bizarras e absurdas. Antes que as relações mediúnicas fossem conhecidas, eles exerciam a sua ação de maneira mais ostensiva, pela inspiração, pela mediunidade inconsciente, auditiva ou de incorporação. O número dos que, em diversas épocas, mas sobretudo nos últimos tempos, se apresentaram como alguns dos antigos profetas, como o Cristo, como Maria, e até mesmo como Deus,é considerável.

    São João nos põe em guarda contra eles, quando adverte: “Meus bem amados, não acrediteis em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus; porque muitos falsos profetas se têm levantado no mundo”. O Espiritismo nos oferece os meios de experimentá-los, ao indicar as características pelas quais se reconhecem os bons Espíritos, características sempre morais e jamais materiais. (Ver o Livro dos Médiuns, Caps. 24 e segs.). É sobretudo ao discernimento dos bons e dos maus Espíritos, que podemos aplicar as palavras de Jesus: “Reconhece-se à árvore pelos seus frutos; uma boa árvore não pode dar maus frutos, e uma árvore má, não pode dar bons frutos”. Julgam-se os Espíritos pela qualidade de suas obras, como a árvore pela qualidade de seus frutos.

    * O Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo 21 – Tradução de José Herculano Pires

    O Livro dos Médiuns, Cap. XXIV

    266. Em se submetendo todas as comunicações a um exame escrupuloso, em se lhes perscrutando e analisando o pensamento e as expressões, como é de uso fazer-se quando se trata de julgar uma obra literária, rejeitando-se, sem hesitação, tudo o que peque contra a lógica e o bom-senso, tudo o que desminta o caráter do Espírito que se supõe ser o que se está manifestando, leva-se o desânimo aos Espíritos mentirosos, que acabam por se retirar, uma vez fiquem bem convencidos de que não lograrão iludir.
    Repetimos: ESTE MEIO É ÚNICO, MAS É INFALÍVEL, PORQUE NÃO HÁ COMUNICAÇÃO MÁ QUE RESISTA A UMA CRÍTICA RIGOROSA. Os bons espíritos nunca se ofendem com esta, pois que eles próprios a aconselham e porque nada têm que temer do exame. Apenas os maus se formalizam e procuram evitá-lo, porque tudo têm a perder. Só com isso provam o que são.

    Eis aqui outro conselho que a tal respeito nos deu São Luís:

    “Qualquer que seja a confiança legítima que vos inspirem os Espíritos que presidem aos vossos trabalhos, uma recomendação há que nunca será demais repetir e que deveríeis ter presente sempre na vossa lembrança, quando vos entregais aos vossos estudos: é a de pesar e meditar, é a de submeter ao cadinho da razão mais severa todas as comunicações que receberdes; é a de não deixardes de pedir as explicações necessárias a formardes opinião segura, desde que um ponto vos pareça suspeito, duvidoso ou obscuro.”

    Como orienta Kardec, NÃO HÁ COMUNICAÇÃO MÁ QUE RESISTA A UMA CRÍTICA RIGOROSA.

    Temos que usar sempre o discernimento, o julgamento das comunicações mediúnicas, a critica construtiva e positiva, não podemos aceitar nada sem exame, tudo tem que ser analisado com muito cuidado e critérios.
    Temos que passar pelo crivo severo da razão e da lógica as informações dada pelos espíritos desencarnados, qualquer ofensa a razão, a lógica e ao bom senso denencia a presença de espíritos atrasados e inferiores.
    Um exemplo, os espíritos de luz ou espíritos elevados não precisam de coisas matérias como velas, despachos, bebidas alcoólicas, cigarros, charutos, somente espíritos ainda apegados a matéria é que pedem essas coisas, espíritos sem luz, sem esclarecimentos.
    Entidades que bebem e fumam não merecem nenhuma confiança, elas são espertas, maliciosas, mentirosas, sabem manipular as palavras para enganar as pessoas, muitos desses espíritos embusteiros e mistificadores usam nomes falsos, venerados e pomposos para enganar e usam quase sempre uma linguagem melosa, doce e meiga para SEDUZIR e iludir.
    O plano deles é seduzir.
    Os espíritos de luz ou espíritos bons e elevados só tratam de assuntos nobres, dignos, elevados, eles procuram MORALIZAR as pessoas, incentivando elas a seguirem o caminho do bem, das virtudes, da elevação moral, da caridade e do respeito.
    Os espíritos de luz pregam as Virtudes e a elevação Moral, os espíritos ainda apegados a matéria geralmente tratam de questões terra a terra, questões vulgares sem pureza moral, assuntos como amarração, volta da pessoa amada, como ganhar dinheiro ou ficar rico sem trabalho, como conseguir mulheres, sorte no jogo etc…
    Os espíritos de luz nunca vão incentivar uma pessoa a beber, fumar ou fazer despachos, oferendas e sacrifícios de pobres animais.
    OS ESPÍRITOS DE LUZ PREGAM O RESPEITO E O AMOR PELOS ANIMAIS.

    Temos que entender que no mundo espiritual exite muitos espíritos mentirosos, enganadores, espertos, hipócritas, sedutores, não podemos confiar abertamente neles, temos que examinar tudo de forma racional, sem empolgações ou entuiasmos, qualquer vacilo eles nos enganam.
    Vejamos as colocações de Allan Kardec sobre essas questões.

    “Segue-se que a opinião de um Espírito sobre um princípio qualquer não é considerada pelos espíritas senão como uma opinião individual, que pode ser justa ou falsa, e não tem valor senão quando é sancionada pelo ensino da maioria, dado sobre os diversos pontos do globo”. (Revista Espírita, 1865)

    “Mas nunca será demasiado repetir: não aceiteis nada cegamente. Que cada fato seja submetido a um exame minucioso, aprofundado e severo.” (O Livro dos Médiuns – Kardec – item 98)

    Caríssimos, não acrediteis em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus, porque são muitos os falsos profetas, que se levantaram no mundo. (João, Epístola I, cap. IV: 1).

    Como disse Allan Kardec.

    SE NÃO QUISERMOS SER VÍTIMAS DE ESPÍRITOS LEVIANOS, É NECESSÁRIO JULGÁ-LOS, E PARA ISSO TEMOS UM CRITÉRIO INFALÍVEL: O BOM SENSO E A RAZÃO.
    Sabemos que as qualidades de linguagem, que caracterizam entre nós os homens realmente bons e superiores, são as mesmas para os Espíritos. DEVEMOS JULGÁ-LOS POR SUA LINGUAGEM.

    Wilson Moreno na busca da Verdade.

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