Kardec x Ramatis

Espíritos Superiores da Codificação x Ramatis

1- Astrologia:

Doutrina Espírita – Kardec deixa bem claro a posição do Espiritismo em “A Gênese” e há respostas dos espíritos indicando claramente que essa é uma crença supersticiosa e sem fundamento. O Espiritismo se baseia no livre-arbítrio;

Ramatis – Aceita a astrologia plenamente, e diz ainda que Jesus teve que esperar uma conjunção astrológica em Peixes para vir à Terra.

2- Jesus

DE – O modelo e guia da humanidade. Espírito perfeito. O Cristo, o Ungido;

Ramatis – Um espírito que, embora superior, foi um aprendiz dos essênios, tendo inclusive encarnado outras vezes na Terra. Numa dessas encarnações, segundo Ramatis, Jesus fora Antúlio de Maha-Ettel, líder da mitológica Atlântida. Para Ramatis, Jesus não é o Cristo, mas um médium do mesmo;

3- Métodos Contraceptivos

DE – Só é prejudicial se utilizado para satisfação da sensualidade, o que seria sinal de egoísmo. Apóia o planejamento familiar;

Ramatis- Condenados todos. Para o casal não ter filhos, tem que praticar a abstinência. Sexo só foi feito para procriação. Todo casal tem que ter, no mínimo, quatro filhos para estar quite com a lei;

4- Fim dos tempos

DE – Não acredita. Fala de uma renovação gradual através do avanço moral da humanidade. Fala em convulsões sociais, embates de idéias como sinais da renovação futura;

Ramatis – Aposta em um cataclisma de proporções globais, com elevação abrupta do eixo da Terra, que ceifará a vida de 2/3 da população. Após essa hecatombe, a Terra se tornará um planeta mais adiantado. Um suposto astro intruso, vulgarmente apelidado de “planeta chupão”, causaria tal destruição;

5 – Vegetarianismo

DE – Deixa-nos à vontade para escolher, embora alerte em relação a crueldade com os animais. Deixa a entender que essa será uma opção predominante no futuro, mas que não representa uma transgressão “uma vez que a carne alimenta a carne, do contrário o homem perece”.

Ramatis – O consumo de carne é um grave erro do ponto de vista espiritual, além de causar prejuízos à saúde.

6- Incensos, defumadores, amuletos, talismãs, ação de objetos materiais sobre os espíritos e sobre os fluidos

DE – Não admite qualquer ação da matéria sobre os espíritos ou sobre os fluidos ambiente;

Ramatis – Os defumadores e incensos são “detonadores de miasmas astralinos”, i.é, teriam efeito sobre os fluidos ambiente. A palavra AUM, quando pronunciada, nos ligaria ao Cristo Planetário;

7 – Médiuns Receitistas e médiuns curadores

DE – O médium receitista é psicógrafo;

Ramatis – O médium receitista é curador;

8 – Planeta Marte e vida extraterrestre

DE – Não se imiscui em questões que dizem respeito aos esforços da ciência humana. Espíritos podem trazer contribuições esporádicas, que no entanto deverão aguardar confirmação para serem plenamente aceitas;

Ramatis – Descreve vida material em Marte, com existência de vegetação abundante, oceanos, mares e florestas. Vai além e arrisca “revelar” a existência de 12 planetas no Sistema Solar, que comporiam a côrte dos “dozes apóstolos planetários do Cristo Solar”.

Mais alguns conceitos e idéias de Ramatis:

1- As plantas carnívoras possuem o eterismo (?) impregado de desejos e de paixão, porque elas participam do sexto mundo astral, que é a dos desejos e que precede o mundo etérico. (in “Mensagens do Astral”, p.269)

2- A órbita do planeta que teria destruído a Terra até 1999 é de 6.666 anos. (Ele previu a data da destruição, mas nada aconteceu) (idem)

3- Marcianos teriam atirado contra um caça americano F-15 e o reencarnado em Marte para compensar. (“O Planeta Marte e os Discos Voadores”)

4- Os essênios já conheciam o Espiritismo. (“O Sublime Peregrino”)

5- Aqueles que não alcançam uma evolução razoável na Terra no período exato de 2160 anos são exilados para outro orbe. (Mensagens do astral, p.255)

6- Ramatis prevê uma guerra com emprego de armas atômicas no último terço do séc. XX entre os dois continentes mais poderosos (quais?) (“Mensagens…”, p. 230)

7- Até o ano 2000, os pólos estariam livres do gelo. (idem, p.228)

8- Gigantes (pessoas altas?) são provenientes dos satélites jupiterianos, enquanto os anões são antigos emigrados do satélite de Marte. (idem, p.212)

9 – O espírito do homem é um fragmento do espírito de Deus. (idem, p.207)

10- Rituais, mantras, etc. são meios de se alcançar o “Cristo Planetário”. (idem, p. 302)

11- Júpiter é descrito por Ramatis como um planeta de substância rígida, contundente, enquanto, na verdade, é um planeta eminentemente gasoso. (“A Vida no Planeta Marte”, cap. V)

12- A calvície masculina e feminina seria causada pelo não acompanhamento das fases da Lua para o corte. (“Magia de Redenção”)

E você, amado leitor, fica com quem?

Com a Codificação Espírita, que tem como base o consenso universal e participação direta de espíritos do quilate de Erasto, Fenelón, S. Agostinho, S. Luis, Vicente de Paulo, Sócrates, Platão, entre outros, sob a égide do Espírito da Verdade, ou com a opinião unilateral de Ramatis?

O “metro que melhor mediu Kardec”, J. Herculano Pires, nos auxilia nesta decisão:

“A obra de Kardec é a bússola em que podemos confiar.

Ela é a pedra de toque que podemos usar para aferir a legitimidade ou não das pedras aparentemente preciosas que os garimpeiros de novidades nos querem vender.

Essa obra repousa na experiência de Kardec e na sabedoria do Espírito da Verdade.

Se não confiamos nela é melhor abandonarmos o Espiritismo.

Não há mestres espirituais na Terra nesta hora de provas, que é semelhante à hora de exames numa escola do mundo.

Jesus poderia nos responder, diante da nossa busca comodista de novos mestres, como Abraão respondeu ao rico da parábola:

Porque eu deveria mandar-vos novos mestres, se tendes convosco a Codificação e os Evangelhos?” (“Mediunidade” – Herculano Pires – Edicel – 4ª edição – pg. 28)

Análise crítica dos livros assinados pelo espírito Ramatis.

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ARTIGO INVESTIGATIVO: RAMATIS PODE NEM EXISTIR

 

Não é de hoje que muitos que acompanharam e ainda acompanham os ditados atribuídos a um espírito conhecido como “Ramatis” cogitam da hipótese do mesmo sequer ter existido. Tal possibilidade, inicialmente, não nos pareceu digna de análise, mas como temos a obrigação de investigar em constante busca pela verdade, fomos atrás dos possíveis sinais que indicassem ser esta uma hipótese provável.

Surpreendentemente, na medida em que fomos avançando em nossa pesquisa, verificamos que há muitas evidências que indicam ser Ramatis e seus ditados, especialmente aqueles constantes das obras do “médium” Hercílio Maes, um reflexo, uma cópia das ideias abraçadas pelo citado médium.

 

Vejamos alguns pontos importantes a serem analisados:

1 – Hercílio Maes, o primeiro indivíduo a afirmar receber mensagens desse “espírito oriental”(?), veio a se dizer “espírita” somente após a publicação dos livros atribuídos a Ramatis, em cujas fichas catalográficas constam como sendo “espíritas”. Antes disso, o mesmo afirmava que era adepto da Teosofia, doutrina que, mais adiante, verificaremos que possuirá todos os seus principais postulados defendidos nas obras atribuídas ao espírito Ramatis.

2 – Hercílio Maes adotou, enquanto esteve encarnado, uma postura perante as religiões e doutrinas idêntica àquela propugnada por Ramatis: além de Teosofista, como dissemos, também era Rosacruciano, depois tornando-se “espírita”, promovendo uma miscelânea idêntica a que Ramatis incentiva em seus livros a título de “universalismo”.

3 – Hercílio Maes era um vegetariano radical, daqueles que considerava grave delito espiritual o consumo de carne. Tal noção foi igualmente repetida à exaustão em seus livros “psicodatilografados”, o que não verificamos nas obras de outros médiuns que afirmam ser intermediários de Ramatis. Leadbeater, um dos autores teosóficos mais mencionados por ele nos rodapés de seus livros, era igualmente radical defensor do vegetarianismo.

4 – Tal qual informamos acima, Hercílio Maes dizia receber as mensagens de Ramatis através da inspiração, sendo que não se utilizava de lápis e papel, e sim de uma máquina datilográfica, para transcrever tais mensagens advindas, segundo ele, de sua mediunidade inspirativa.

No entanto, segundo “O Livro dos Médiuns” (cap. XV, item 182), “médium inspirado é toda pessoa que recebe, seja no estado normal, seja no estado de êxtase, pelo pensamento, comunicações estranhas a suas ideias pré-concebidas”. Ora, assim sendo, falta em Hercílio Maes justamente esta característica fundamental da mediunidade inspirada, modalidade de mediunidade intuitiva, que é a desconexão entre as ideias do médium e as do espírito comunicante. Não é possível distinguir, como verificaremos mais adiante, o pensamento de um e de outro, porque o segundo repete ipsis literis as opiniões e ideologias do primeiro, o médium. Os ditados atribuídos a Ramatis, ao contrário do que se prevê e espera na mediunidade inspirada, não estavam fora dos limites dos conhecimentos e capacidades do médium. (Ver LM, Cap. XV, item 180)

5 – Outro fator digno de estranheza é o histórico atribuído às pregressas encarnações de Ramatis. Afirmava Hercílio Maes que Ramatis teria sido um instrutor em um santuário iniciático na Indochina do século X d.C, falecendo ainda cedo. Em vida no século IV teria participado dos acontecimentos narrados no poema hindu Ramaiana, o que não parece fazer sentido uma vez que esses contos épicos hindus são puramente alegóricos, não se ocupando nem de fatos, nem de personagens reais. Além disso, não há qualquer registro histórico ou tradição que sequer mencione a existência do suposto grupo iniciático fundado por um instrutor chamado Rama-tys. Este, portanto, ao que parece, nada mais seria do que o alterego (do latim alter=outro, egus= eu) de Hercílio Maes, que para dar credibilidade e anonimato à autoria de seus escritos, em dado momento, propositalmente ou não, “cria” uma entidade espiritual ao qual delega sua representação.

Notemos, agora, as notáveis semelhanças entre o que afirma Ramatis e os conceitos da Teosofia, doutrina abraçada pelo médium Hercilio Maes.

 

1 – A tese da elevação do eixo da Terra

Um dos carros-chefes dos livros de Hercílio Maes/Ramatis, que praticamente nem é abordado em livros de outros médiuns daquele espírito, é a tese de que a Terra sofreria uma elevação de seu eixo, causando uma série de calamidades e transformações nas condições de vida na Terra. Tal teoria não é nova. A obra intitulada “A Doutrina Secreta” (1888), de Helena Blavatsky, co-fundadora da Sociedade Teosófica, já a defendia e atribuía sua origem a “ensinamentos antigos”. Tal qual Ramatis reproduziria em seus livros, Blavatsky relata que acontecimentos igualmente assombrosos no passado teriam dado fim às mitológicas Atlântida e Lemúria, berços de sociedades hiper evoluídas.

 

2 – Jesus e Cristo como entidades distintas

A afirmação de Ramatis, inteiramente contrária ao que ensina a Doutrina Espírita, de que Jesus fora um médium de Cristo, não é nova. Novamente verificamos que é no Teosofismo que originalmente encontramos a defesa dessa tese. O Teosofismo afirma que Jesus e Cristo são pessoas distintas e que Cristo usou o corpo de Jesus quando este abandonou o seu corpo. Infelizmente, como boa parte dos “espíritas” não conhece a Codificação, a “revelação” de Ramatis pareceu, nos idos dos anos 50, inteiramente crível e doutrinariamente correta.

 

3 – Vocábulos utilizados na Teosofia

Todos os termos consagrados pela Teosofia estão presentes nas obras de Ramatis, em detrimento dos termos espíritas, comprovando aí a intrínseca relação do médium com a Teosofia, e não com o Espiritismo. Alguns desses termos são: “chakra”, “karma”, “corpo astral”, “plano astral”, “miasmas astralinos”, etc. O mesmo ocorre com relação a algumas concepções relativas à Criação, como o “Manvantara” (período de tempo do ciclo de existência dos planetas em que ocorre atividade que dura, segundo o cômputo dos Brâmanes, 4.320.000.000 de anos), e o “Ciclo de Brahma”, mencionados e descritos no livro “Mensagens do Astral” e em outras obras atribuídas a Ramatis escritas por Hercílio Maes. Uma repetição sistemática daquilo que se estuda na Teosofia.

 

4 – Bibliografia indicada

É comum verificarmos nos rodapés dos livros de Hercílio Maes/Ramatis menções e estímulo à leitura de livros teosóficos, como os de C.W. Leadbeater e Annie Besant. Vemos daí, mais uma vez confirmada, a ligação entre o médium e as ideias teosóficas, reproduzidas em suas obras e atribuídas a um espírito de nome Ramatis.

 

5 – Superioridade Oriental

Também está presente nas obras de Hercílio/Ramatis uma constante alusão à uma pretensa superioridade das doutrinas orientais e de seus adeptos e representantes, tal qual nas obras teosóficas. Ramatis, da mesma maneira, chega a afirmar que o Espiritismo desaparecerá caso não sorva os inesgotáveis ensinamentos dos movimentos orientalistas.

 

6 – A Vida no Planeta Marte

Mais um carro-chefe das obras de Ramatis em que verificamos enorme semelhança com obras teosóficas. Mais uma vez, a suposta dupla Hercílio-Ramatis expõe uma posição teosófica e a apresenta como uma verdade espírita e/ou científica. Hercílio-Ramatis novamente retira das obras do teósofo Leadbeater o conteúdo para seus escritos psicodatilografados, e, o que é pior, apresentando-as como suas e confundindo o meio espírita, principalmente os que não aprofundaram conhecimentos na Codificação. A descrição de Marte feita por Hercílio/Ramatis é idêntica àquela dada anos antes por Leadbeater no livro “Vida em Marte segundo a Teosofia”. Confiramos:

1 – Marte não seria um planeta inóspito; tão pouco seria desabitado. Menor que a Terra, Marte seria mais avançado em termos “astrofísicos” (vemos que até a terminologia utilizada é a mesma);

2 – Seu solo seria fértil e teria exuberante vegetação. A população atual, pouco numerosa, ocuparia as regiões equatoriais, onde a temperatura seria mais elevada e ainda existem reservas de água. O grande sistema de canais que pode ser observado pelos astrônomos da Terra seriam muito antigos, estaria desativado e teria sido construído, por gerações passadas, a fim de aproveitar o degelo anual das camadas de gelo que ocorria na antiguidade marciana. Os canais ativos, segundo Leadbeater e Hercílio-Ramatis, atualmente, não são visíveis para os telescópios terrenos. Eventualmente, um cinturão verde poderia ser visto ao longo da área habitada, na estação em que a água flui pelos dutos. A vida em Marte dependeria dessa estação tal como o Egito dependeu, no passado e ainda hoje, das enchentes do Nilo. Esta parte do planeta possuiria florestas e campos cultivados que somente podem ser debilmente visualizados pelos terráqueos quando a posição de Marte se torna relativamente mais próxima da Terra. Leadbeater afirma, ainda, que em Marte o Sol parece ter a metade do tamanho que tem quando visto da Terra. Apesar disso, na porção habitada do planeta o clima seria agradável com temperaturas diurnas em torno de 70 graus Fahrenheit (33º Centígrados) e noites frias. Nos céus de Marte, quase nunca há nuvens. Também seriam raríssimas as chuvas ou precipitação de neve. As variações climáticas praticamente não existiriam. Tudo isso é repetido quase que ipsis literis na obra de Hercílio Maes;

 

3 – Hercílio-Ramatis simplesmente repetem as “informações” de Leadbeater na obra “A Vida no Planeta Marte e os Discos Voadores”, e afirmam que a aparência dos marcianos não seria muito diferente da nossa a não ser pela estatura. Os mais altos chegariam a 1,65m de altura e teriam a caixa torácica muito desenvolvida. Toda a população marciana seria constituída de uma só raça sem grandes diferenças aparentes exceto, como entre nós, o fato de alguns serem louros e outros morenos. Alguns possuem a pele amarelada e os cabelos negros; a maioria, porém, tem cabelos louros e olhos de tonalidade azul ou violeta. Suas roupas seriam coloridas e brilhantes e ambos os sexos trajam vestimentas semelhantes, túnicas longas feitas de material leve. Geralmente, andam descalços mas, ocasionalmente, usam sandálias metálicas fixadas por tiras na altura dos tornozelos.

 

Tal qual lemos na obra de Leadbeater, Hercílio-Ramatis afirma que os marcianos apreciam as flores que existiriam em grande variedade no planeta; as cidades seriam planejadas nos moldes de um jardim. Suas casas, estruturadas em módulos padronizados, seriam cercadas de canteiros floridos e possuiriam paredes transparentes e coloridas, feitas de material semelhante ao vidro que permitiriam a visão das flores no exterior embora, do lado de fora não se possa ver o que acontece dentro das residências. As portas seriam feitas de metal. Uma única língua seria falada em todo o planeta.

 

Assim como Hercílio-Ramatis afirmam na obra “A Vida no Planeta Marte…”, Leadbeater disse ter obtido suas informações com visitas ao local, feitas “espiritualmente”. Em nosso ponto-de-vista, uma afirmação feita com o fito de passar credibilidade.

 

Conclusão

O prezado leitor tirará suas conclusões, sendo que apresentamos esse tese tendo em vista as enormes e evidentes semelhanças entre as ideias teosóficas, particularmente as contidas nas obras de Leadbeater, e os conceitos e informações contidas nas obras cuja autoria é atribuída ao espírito Ramatis. Cabe notar, também, que boa parte de tais ideias não são repetidas em livros psicografados por outros médiuns de Ramatis, que inclusive já fizeram análises atribuindo tais discrepâncias a uma suposta interferência anímica de Hercílio Maes.

Portanto, ao que parece, não é possível saber, ao certo, a quem pertence a autoria dos livros de Hercílio Maes: se ao médium, que teria passado para o papel, coincientemente ou não, opiniões suas advindas da leitura de obras teosóficas, ou se ao Espírito, que, de qualquer forma, teria feito o mesmo, atribuindo a si toda a autoria. Poderíamos, inclusive, chegar ao ponto de duvidar que realmente exista um espírito chamado Ramatis, já que não há qualquer traço indicativo ou registro histórico que aponte que o mesmo tenha alguma vez passado pela Terra.

Creio estar na hora de não perdermos mais tempo com suposições e teorias que em nada acrescentam ao Espiritismo. Pelo contrário, tais teorias meramente individuais e personalistas, advindas de certos espíritos e médiuns, que contrariam a Codificação Espírita e que não respeitam o princípio da concordância, só promovem a confusão e lançam o Espiritismo ao ridículo, tornando-o alvo fácil das investidas de seus inimigos ocultos e declarados.

Não fosse pelo esforço de alguns verdadeiros apóstolos do Espiritismo no passado a alertar para os perigos de se aceitar tudo que venha do mundo espiritual, com certeza teríamos um Movimento Espírita ainda mais afastado das suas bases e envolto em um emaranhado de distorções e desvios.

Trabalhemos, pois, para que o Espiritismo passe a ser mais bem compreendido, começando de nós mesmos com a tarefa que temos de sermos divulgadores fiéis e responsáveis.

Por Artur Felipe Azevedo

  1. Ray Magno
    6, fevereiro, 2017 em 12:30 | #1

    Se um simples leitor tenta, ao seu modo, mudar a semântica de um mentor espiritual, colocando sua simples e medíocre versão, é realmente um “fenônemo”.
    .
    Ramatis não é somente correto meu rapaz de antolhos. Ele é um mestre de vasta sabedoria e, quem saberia se você não deve citá-lo, como personagem brilhante que ele foi em vidas passadas sem mesmo saber que se tratava de vida anterior de Ramatis?
    .
    Não saber não é pecado. Não desejar saber é que é o problema. O pior cego é aquele que não quer ver, pois isso demanda: vaidade intelectual, orgulho e presunção.
    .
    Pior, ou igual a isso, somente o fanatismo, pois é muito pequena a diferença mental de um fanático brucutu chefe de torcida organizada de futebol, de um religioso que cai nessa malha terrível do fanatismo e da visão caolha.
    .
    Se os críticos de Ramatis desejassem mesmo saber, e procurassem o que é a Hierarquia Oculta da Terra, e qual é seu amplo organograma de ciência, sustentação e serviço à humanidade, ficariam envergonhados de tantas asneiras que falam. O inteligente e culto Kardec faz parte da Hierarquia, mas é de um escalão muitíssimo inferior. O mesmo não ocorre com Ramatis, grande e amado Mestre-Mentor.
    .
    Saudações

  2. Ray Magno
    6, fevereiro, 2017 em 22:13 | #2

    6 – A Vida no Planeta Marte

    “Mais um carro-chefe das obras de Ramatis em que verificamos enorme semelhança com obras teosóficas. Mais uma vez, a suposta dupla Hercílio-Ramatis expõe uma posição teosófica e a apresenta como uma verdade espírita e/ou científica. Hercílio-Ramatis novamente retira das obras do teósofo Leadbeater o conteúdo para seus escritos psicodatilografados, e, o que é pior, apresentando-as como suas e confundindo o meio espírita, principalmente os que não aprofundaram conhecimentos na Codificação. A descrição de Marte feita por Hercílio/Ramatis é idêntica àquela dada anos antes por Leadbeater no livro “Vida em Marte segundo a Teosofia”. ”

    ……………

    O prezado amigo comentarista escreve muitos equívocos na sua presumida eloquência. Antes de uma condenação é necessário entender-se a universalidade das mensagens de Ramatís. Infelizmente para a doutrina o que muitos espíritas reclamam é o espiritismo hermetizado, dogmatizado, segregador. Não foi essa a intenção de Kardec há 150 anos.
    .
    Se os escritos de Hercílio Maes/Ramatís se parecem com os dos teósofos, rosacruzes e maçons, é porque confirmam verdades eternas que precisam ser repetidas. Não há somente verdades dentro das salas de aulas dos médiuns espíritas. É preciso abrir portas e janelas para arejar, não cheirar a mofo e não transformar mais ainda um movimento que é filho direto da religião cristã em mão com dedos amputados.
    .
    Mediunidade sempre existiu, e hoje, fora das mesas organizadas nos salões dos rigorosos, ela escapa e foge ao controle desses manipuladores. Graças a Deus. O resultado? A prosseguir com esse pensamento persecutório restritivo será o fim do espiritismo livre e democrático, conforme imaginou Kardec e outros mensageiros legítimos. O espiritismo é somente um setor do grande conhecimento solar, unicamente isso. Vocês, os espíritas exaltados, desconhecem, ou fingem desconhecer, o grande organograma que a Fraternidade do Espaço comunga com seus missionários e colaboradores. Querem o espiritismo somente para o engrandecimento de seus egos. Vocês em nada se diferenciam daqueles de outras lides e religiões mundiais a quem criticam pelo não “reconhecimento de grandes revelações mediúnicas”.
    .
    Desejam o espiritismo o marco maior de toda a sabedoria que já existiu na história da Terra e propagam-no como O Consolador, quando não é, senão somente mais um ramo na figueira do amor crístico, e que ainda não vingou como deveria por culpa de vocês mesmos. A gangrena ameaça tomar-lhe as mãos.
    .
    Acordem, vocês os insensatos, acordem!
    .
    Acompanhem os outros movimentos e filosofias que se renovam, se auxiliam mutuamente e exercitam a verdadeira fraternidade e universalidade pregadas por Cristo. Parem de perseguir a Umbanda. A verdadeira Umbanda que não é na sua essência um monte de ritos de povos incultos ou selvagens como vocês atacam sem saber. Assim, somente se fortalecerão e aprenderão bem mais!
    .
    Todas as religiões mundiais fundadas por profetas, avatares ou iluminados detêm nos seus livros sagrados o ensinamento da prática da caridade. Só não o fazem os que não querem. Portanto, qual a diferença dentre os espíritas e os demais de outras religiões no axioma repetido: “fora da caridade não há salvação?”. Mas é necessário entender o que seja a caridade em toda a sua extensão, a começar por si mesmo, pela língua que vergasta e pela verdadeira intenção no autoconhecimento. E Ramatís explica muito bem isso. E seria por tais explicações que tantos odeiam Ramatis?
    .
    Se acaso não me censurarem, anatematizando esse simples texto creio que mentes espíritas abertas haverão de concordar comigo em alguns pontos, pelo menos.
    .
    Saudações

  3. vera
    17, fevereiro, 2017 em 17:37 | #3

    Primeiramente vamos à obra literal de Ramatis, sem a qual torna-se impossível se pautar por Resumos.
    Segundo, pesquisem o que Chico e Emanuel falaram sobre Ramatis. Essa é a base fundamental. Pessoas como Chico e espíritos como Emanuel não precisam de avalistas.
    Para terminar, a exemplo de Ramatis, peço a Deus paz, amor e vida longa aos críticos de suas obras. Abençoados são os críticos que tanto nos ensinam a verdadeira irmandade crística!

  4. Ray Magno
    18, fevereiro, 2017 em 14:29 | #4

    Se um simples leitor tenta, ao seu modo, mudar a semântica de um mentor espiritual, colocando sua simples e medíocre versão, é realmente um “fenônemo”.
    .
    Ramatis não é somente correto meu rapaz de antolhos. Ele é um mestre de vasta sabedoria e, quem saberia se você não deve citá-lo, como personagem brilhante que ele foi em vidas passadas sem mesmo saber que se tratava de vida anterior de Ramatis?
    .
    Não saber não é pecado. Não desejar saber é que é o problema. O pior cego é aquele que não quer ver, pois isso demanda: vaidade intelectual, orgulho e presunção.
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    Pior, ou igual a isso, somente o fanatismo, pois é muito pequena a diferença mental de um fanático brucutu chefe de torcida organizada de futebol, de um religioso que cai nessa malha terrível do fanatismo e da visão caolha.
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    Se os críticos de Ramatis desejassem mesmo saber, e procurassem o que é a Hierarquia Oculta da Terra, e qual é seu amplo organograma de ciência, sustentação e serviço à humanidade, ficariam envergonhados de tantas asneiras que falam. O inteligente e culto Kardec faz parte da Hierarquia, mas é de um escalão muitíssimo inferior. O mesmo não ocorre com Ramatis, grande e amado Mestre-Mentor.

  5. Leo
    1, março, 2017 em 15:08 | #5

    Esse site debocha do espiritismo. Os autores aqui são um bando de Mimados que se acham intelectuais. Não vale a pena nem sequer ler.

  6. Leo
    1, março, 2017 em 15:13 | #6

    E mais, os espíritas tentam responder mostrando algum conhecimento e tal, quando na verdade eles só querem provocar.

  7. osmar silva santiago
    23, abril, 2017 em 21:45 | #7

    A Doutrina Kardecista é muito baseada no que está na Bíblia, e a Bíblia em muitas passagens é preconceituosa com as mulheres, com a Umbanda, com o que costumam chamar de Ocultismo, já li muitas publicações de Alan Kardec, Chico Xavier , Ramatis e também da Umbanda, dentre estas a que vejo mais preconceituosa é o Kardecismo, a que vejo com os braços abertos para todos sem exceção é a Umbanda, nenh7uma religião tem o direito de criticar outra ou se declarar superior a outra, cada uma deve praticar o ensinamento maior de Cristo: Amar e Perdoar, quem sabe fazer isto nem precisa de religião nem precisa acreditar em um salvador, pois já tem as qualidades que o salvador deseja, em vez de se criticarem mutualmente cada uma que procure fazer melhor pelo seu semelhante, já trabalhei em centros espiritas Kardecistas e em centros Umbandistas, a Doutrina Kardecista é excessivamente cheia de regras e de pecados, me sinto melhor na Doutrina da verdadeira Umbanda que trabalha sem nenhum tipo de preconceito, aceita todos inclusives os homosexuais que não são vistos de olhos atravessados nem são criticados, como acontece na maioria das outras religiões, há muito trabalho a fazer em prol da Humanidade cada um busque a religião que se sente melhor sintonizado e não critique as outras, não acredito em doutrinas que ameaçam com um inferno eterno a quem não seguir as regras inclusive a de pagar o Dízimo, não acredito em um Deus carrasco conforme pregam os Evangélicos e alguns católicos, portanto usar a Bíblia como diretriz ou o Evangelho segundo o espiritismo para mim tem sérias limitações, tem trechos educativos e doutrinadores, mas também tem trechos que subestimam o Deus que habita dentro de cada um querendo reduzir o homem a quase nada, Deus não criou o homem para ser quase nada nem para ser dependente de Deus para tudo. Não há porque criticar a filosofia Tibetana, Chinesa, Budista, Teosofista, Umbandista ou qualquer outra simplesmente faça o melhor que puder e creia nem todos os lideres merecem ser aceitos como propagadores da verdade.

  8. osmar silva santiago
    23, abril, 2017 em 21:50 | #8

    Uma discussão que precisa ser avaliada por um moderador não merece ser levado a sério

  9. osmar silva santiago
    23, abril, 2017 em 21:57 | #9

    Esqueci de mencionar Acredito perfeitamente nas publicações de Hercilio Maes/Ramatis certa vez fui procurar o Livro Fisiologia da Alma (Ramatis/Hercilio Maes) em uma livraria espirita dai descobri o quanto o Kardecismo é preconceituoso, disseram que Ramatis não é reconhecido pelo codificação de Kardec, nunca li nada em nunhum livro de Ramatis que não pregasse o amor, a caridade e o perdão, portanto não compreendo porque não considerar Ramatis um grande espirito evoluido

  10. Jair Aparecido Barbosa
  11. alaor lopes
    28, outubro, 2017 em 03:34 | #11

    É sempre valoro e de grande valia para uma correta compreensão dos ensinamentos espíritas acerca do Evangelho que saibamos operar com verdades advindas de espíritos militantes de todo projeto de Salvação para essa amada Terra. Cada espírito que se engaja a prestar seu auxílio a humanidade, mesmo de correntes diferentes filosoficamente ou de falanges distintas tem no bojo de sua missão o fiel dever de fazer a risca o que lhe foi determinado pelo seu regente Avatar específico mas ainda tem o conteúdo mental e cumprindo a tônica da verdade revelada para uma época, pois o Evangelho em suma está já codificado no Astral e zelado por Cristo e somente com Ele está a verdade pura, completa e incorruptível, que por meio de Fraternidades de luz, comandos estelares segundo as obrigações de seus karmas com esse Sistema estelar detem de códigos e formulas de evangelizar. Tanto Kardec, Ramatys, Chico Xavier também tem seus karmas pendentes e obrigações aqui com essa humanidade, embora um karma superior ainda, uma espécie de mestrado monádico em serviço devocional, o doar-se, porque nosso Pai é quem mais se doa e nos ensina a nos doar por nossos irmãos porque somos todos no final uma única Consciência Planetária aqui. Salomão disse que tudo de baixo do sol é vaidade e até mesmo o Arcanjo Miguel está corrigindo os erros de nossos patriarcas tronados, mas a verdade para nós é dada de acordo com o nosso exponencial quântico de saber amar e que nos é absorvida em ciclos e em doses homeopáticas no cálice santo que mata a sede do buscar. A Verdade é DEUS também é o Filho e em esferas além da 144 dimensões, sempre nua e pura, inconcebível para nos em doses cavalares e sem aplicação coletiva. Chico Xavier poderia ser a parte feminina de Ramatys dentro da Monada de São Francisco que seria por sua vez o Mental do mestre Jesus e tudo seria vivido com harmonia e sem vaidade, E se agora fosse tempo do Espírito Santo ensinar pela Mãe divina, não ia ser diferente do que Cristo pregou mas uma verdade adaptada para essa Era de compreensão coletiva e andrógina do que antes era individual e masculino. Deus não quer aparelhos, cavalos, médiuns ou canalizadores, isso tudo é provisório e na realidade até já acabou, Deus quer chamá-los de seus Filhos e nos oferece a mão por meio do Espírito Santo para subirmos ao segundo andar.

  12. Ricardo Kawabata
    6, janeiro, 2018 em 07:38 | #12

    Já faz um ano que ouço falar de Ramatis e apenas recentemente que li o notável A vida além da sepultura e me preparo para ler o próximo que será Elucidações do Além. Fascinado com sua eloquência e sabedoria passei a pesquisar tudo sobre esse grande mentor até que cheguei a este artigo e a esta discussão.
    Respeito a opinião mas nota-se o esforço do amigo Artur Felipe Azevedo em detratar tanto o médium quanto o mentor em nome do Espiritismo de forma sectária e rígida. Eu frequento um centro espírita onde trabalho e desenvolvo mas não somente. Me considero espírito livre, busco o que me serve em diferentes linhas e ignoro o que não me tem valor.
    A característica Universalista da qual Ramatis tanto nos ensina deve se dar em todos os sentidos e relações da vida humana, superando o sentimento intolerante em matéria de doutrinas ou de religiões fundamentadas em dogmas e isolacionismos. O verdadeiro alicerce da nossa ventura está no entendimento e na serenidade espiritual, obtidos quando distante das preocupações com posições sociais, partidarismos religiosos ou preferências nacionalistas, que perturbam a felicidade coletiva.

  13. Ricardo Kawabata
    6, janeiro, 2018 em 07:47 | #13

    Durante as minhas pesquisas também encontrei esse texto formidável e elucidativo que talvez possa trazer alguma luz ao assunto. Eu o encontrei no site consciencial.org e traz as posições de Dalton Campos Roque e Wagner Borges sob o título:

    RAMATIS E O ESPIRITISMO

    Por Dalton Campos Roque e muitas citações de Wagner Borges.

    Esta mensagem foi escrita com espontaneidade e bom humor. Não se espante com meus termos coloquiais e populares, sou um brincalhão e eterno menino do coração.

    As questões que definem a relativa antipatia de um número pequenino e desprezível de espíritas primários quanto a Ramatís PODE SE DAR por diversos fatores fáceis de analisar, por coerência e psicologia básica. Vou dar uma volta para chegar onde desejo.

    O Espiritismo se revelou no ocidente uma religião nova, com novos princípios sólidos, coerentes e bem estudados por Kardec, que era um EXCELENTE PESQUISADOR. Por ser um cara sério, trabalhador e principalmente possuir espírito de pesquisador, ele efetuou as obras excelentes que todos conhecemos e respeitamos até hoje.

    Pesquisas sérias são a forma mais contundente de obter frutos verdadeiros, práticos e coerentes. Kardec não era um médium, pois um médium como eu, como Hercílio Maes, como Wagner Borges ou outros quaisquer, quanto a mediunidade, estão mais ou menos sujeitos a erros, conforme infinitos contextos.

    Mas se colocarmos médiuns (sejam quais forem) como pesquisadores, com certeza os resultados SERIAM bem melhores. Resultados (pesquisas bibliográficas e estatísticas) são fatos (no mínimo evidências tal qual se utiliza em monografias com suas referências) e não conceitos, pesquisas psíquicas, parapsíquicas, mediúnicas e extrafísicas são complexas além do paradigma vigente, o Paradigma Newtoniano, e assim, tendem ao Paradigma Consciencial.

    Quando minha biografia ou de meus amigos espiritualistas citados, aparece em alguma coluna com o nome chique PESQUISADOR DA CONSCIÊNCIA tenho amplo conhecimento da imperfeição, limitação e parcialidade desta expressão.

    Não tenho laboratório, equipamentos, secretária, auxiliar, mal tenho uma biblioteca, computador, sou um pesquisador extrafísico razoável e um pesquisador de livros, se é que entendem minhas expressões bem humoradas, claras e sinceras.

    Eu apenas fiz uma comparação, para chegar à conclusão que é mais fácil um médium produzir material literário que um pesquisador, que precisa de colher dados em função de resultados. Por outro lado é mais fácil os médiuns errarem muito mais que os pesquisadores em seus processos íntimos e psíquicos.

    Bem, os erros dos médiuns não eliminam seus acertos, assim como meus defeitos não anulam minhas virtudes e talentos. Então a religião espírita, nova, diferente, empolgante, bacana, baseada em fatos de pesquisa deu uma nova perspectiva a seus adeptos!! Discernimento a uns e fascinação a outros. Temos a intelectualidade perquiridora pesquisadora e temos a obsessiva e perseguidora.

    Mas depois começaram a aparecer médiuns fora do espiritismo produzindo obras tão boas quanto (mesmo sem pesquisa como eu disse) e os egos que vivem de inveja, ciúme e comparação, se sentiram ameaçados por novos conceitos e ideias paralelas e até mais avançadas que as deles – Espíritas Ortodoxos.

    Então o que era novidade top de linha e sem concorrência, começou a receber fortes “concorrentes”. Surgiram novos médiuns, novas editoras, novas livrarias, novos espíritos (como Ramatís), novos grupos de estudo, novos institutos, novos centros espíritas não federados e a concorrência foi ficando apertada. O poder ora centralizado foi perdido!

    Com a concorrência apertada, resta questionar, blasfemar, criticar, falar mal, meter o pé, excomungar, e criar uma nova inquisição espírita moral, social e feudal.

    Eu sou flexível, admito meus erros e limitações, e isto me faz me sentir bem comigo mesmo. Não sou super em nada, talvez um projetor astral “meia-boca”, um médium cheio de limitações, e como MUITOS outros eu posso errar, o médium Hercílio Maes pode errar, o Wagner Borges pode errar, mas não invalida os acertos. Mas para quem deseja criticar, QUALQUER coisa pode ser usada como munição para apontar o dedo. Os erros de Hercílio Maes (naturais e humanos), perante a sua obra é irrelevante! O mais risível é quando os fanáticos perseguidores de Ramatís consideram o Hercílio Maes um médium perfeito para poderem acusar Ramatís em 100%, pois se considerarmos as limitações naturais e humanas de Hercílio, não poderemos criticar cegamente Ramatís – bem conveniente.

    O que as pessoas precisam é ponderar mais e criticar menos. Precisam apontar mais as semelhanças e menos as diferenças. Sim, tem que haver debate, tem que haver refutações, mas com fraternidade e ética. Meus dois livros de cabeceira são: Viagem Espiritual e Viagem Espiritual 3 e no Viagem Espiritual (capa meio avermelhada) na página 215 o autor Wagner Borges, descreve:

    “NOVOS ESCLARECIMENTOS SOBRE O TRABALHO DE RAMATIS” que todos os simpáticos ao mesmo deveriam ler. Não sei se o livro ainda está sendo editado ou se está disponível no excelente e vasto portal http://www.ippb.org.br.

    Vou digitar o APÊNDICE 1 do excelente livro VIAGEM ESPIRITUAL do Professor Wagner Borges de São Paulo, pela Editora Universalista.

    – Livro Viagem Espiritual – Editora Universalista – Lançado em 1995 De Wagner Borges por vários espíritos entre eles Ramatís

    Apêndice I – pág. 215

    Novos esclarecimentos sobre o trabalho de Ramatís

    Dos quatro espíritos comunicantes desta obra, Ramatís é o mais conhecido nos meios espiritualistas brasileiros. Contudo, ainda pesam muitas dúvidas sobre as suas comunicações e muita gente não as aceita. Por isso, visando dar ao leitor maiores esclarecimentos a seu respeito, inseri neste apêndice do livro informações adicionais sobre seu trabalho espiritual.

    ***

    N década de 1950, surgiu, nos meios espiritualistas brasileiros, um médium do Paraná, chamado Hercílio Maes, que recebia mensagens psicografadas de um espírito hindu desencarnado. O nome desse espírito: RAMATÍS.

    As mensagens desse espírito foram publicadas, ao longo dos anos, numa série de livros da Editora Freitas Bastos. A publicação desses livros de Ramatís causou (e causa até hoje) uma grande celeuma entre os espíritas tradicionais. Tudo porque a abordagem dos assuntos não seguia os padrões kardecistas atuais.

    Ramatís trazia à baila assuntos comuns à área espírita, tais como: vida após a morte, carma, reencarnação e mediunidade. Só que abordava, também, assuntos não comuns aos espíritas, tais como: chacras, prana, duplo etérico, vida em outros planetas, alimentação natural, magia, Ioga e outros.

    Os temas eram abordados sob um prisma universalista, eclético, sem sectarismos. Ramatís buscava fazer uma integração das ideias espiritualistas orientais com as ideias espiritualistas ocidentais. Isso assustou muitos espíritas que estavam acostumados com uma abordagem espiritual mais afeita aos padrões do mundo cristão-ocidental. Em outras palavras, estavam acostumados demasiadamente com o evangelho cristão e dependentes demais de preces. Estavam acomodados e condicionados com o que Allan Kardec disse ou não disse, e haviam esquecido que existiam outros movimentos espiritualistas valorosos que buscavam, também, os mesmos ideais espiritualistas.

    (Também os primeiros livros do espírito André Luiz, psicografados por Francisco Cândido Xavier, não foram bem aceitos no início pelos espíritas ortodoxos da época [décadas de 1940 e 1950]). Com métodos diferentes, iogues, rosa-cruzes, teosofistas, budistas, martinistas e outros, estavam caminhando na direção dos valores do espírito.

    Os espíritas trabalhavam com a mediunidade, mas não sabiam nada sobre aura, chacras e duplo etérico, assuntos tão importantes para o desenvolvimento sadio da parte prática de qualquer médium.

    Falavam sobre carma e reencarnação como se fosse uma grande novidade, e esqueciam de que os hindus já falavam nisso há milhares de anos. Citavam Allan Kardec e o “Livro dos Espíritos” quanto a pluralidade dos mundos, mas estranhavam quando alguém falava sobre vida em outros planetas e extraterrestres.

    Como os livros de Ramatís eram psicografados através de um médium, os leitores imediatamente associavam as suas mensagens ao Espiritismo kardecista, que tem como base justamente a mediunidade.

    Como a maioria dos espíritas não concordava com o teor de tais livros, preferiu-se renegar o trabalho de Ramatís. Essa postura ortodoxa, de negar o que é diferente, tão comum a quem é quadrado mentalmente, por incrível que pareça, permanece até hoje nos meios espíritas.

    Se o amigo leitor entrar numa livraria espírita tradicional e perguntar pelas obras de Ramatís, além de não encontrá-las, é bem capaz que seja fuzilado pelo olhar indignado de algum kardecista ortodoxo que por lá estiver. Isso já aconteceu comigo e com várias pessoas que conheço.

    No entanto, se o trabalho de Ramatís não foi bem recebido no movimento espírita, o mesmo não aconteceu na área esotérica. Muitos ocultistas, teosofistas, maçons, rosa-cruzes, martinistas e livres-pensadores simpatizaram com a maneira eclética com que ele abordava os vários temas espiritualistas. Muitos viam nele o ponto de união e equilíbrio do Ocultismo com o Espiritismo.

    Como se sabe, nos diversos movimentos esotéricos a mediunidade, que é a base do trabalho prático do Espiritismo, é abominada, pois a mecânica de trabalho ocultista é baseada na concentração e na atividade anímica do discípulo. Procura-se desenvolver o potencial latente da pessoa por ela mesma, através de processos iniciáticos específicos que logrem o crescimento interno da força de vontade do indivíduo.

    O objetivo do ocultista é a atividade interna da própria alma encarnada, calcada no autodesenvolvimento. O objetivo do espírita é semelhante, todavia o método de desenvolvimento é diferente. Está baseado em processos mediúnicos, nos quais o candidato a médium busca a passividade interna, a fim de ceder o seu complexo psicofísico a um ser extrafísico que possa ajudá-lo no seu desenvolvimento.

    O médium espírita é, então, uma ponte de ligação entre dimensões, um canal para o plano extrafísico se manifestar no plano físico. O método ocultista, baseado no animismo, busca fazer o discípulo ir do físico para o extrafísico, isto é, “de dentro para fora”. Em outras palavras, o humano vai até o mestre espiritual.

    O método espírita, baseado na mediunidade, busca fazer o discípulo trazer o extrafísico para o físico, isto é, “de fora para dentro”. Em outras palavras, o mestre extrafísico vai até o humano.

    Por causa da diferença de métodos, há uma certa rusga dos ocultistas em relação ao Espiritismo. Acrescente-se a isso, o fato de que quando o Espiritismo surgiu, no século XIX (a partir de 1848 com as irmãs Fox, nos EUA e, posteriormente, com o “Livro dos Espíritos” de Allan Kardec, a partir de 1857, na França), trouxe para o conhecimento público vários assuntos que antes eram de domínio exclusivo das diversas ordens esotéricas.

    O ocultismo é essencialmente esotérico (simbólico; fechado; elitista).

    O Espiritismo é basicamente exotérico (explícito; aberto; popular).

    É aí que o trabalho de Ramatís se reveste de grande importância. Ele busca unir o conhecimento espírita com o conhecimento ocultista e ainda adicionar a essa união o conhecimento espiritualista oriental. O resultado disso pode ser chamado de Universalismo, ou simplesmente, de Espiritualismo.

    Não se trata de fazer o que, certa vez, ouvi algumas pessoas chamarem desdenhosamente de “salada espiritualista”. Trata-se de unificar e expressar o conhecimento espiritualista de maneira clara, acessível a quem quer estudar, e sem condicionamentos dogmáticos de qualquer natureza.

    Portanto, desde a década de 1950 que os livros de Ramatís vêm provocando questionamentos entre os espiritualistas. Alguns adoram os seus ensinamentos, outros os abominam completamente. Os seus detratores mais exagerados chegam a afirmar que ele é um espírito maligno que se aproveitou da mediunidade para espalhar confusão nos meios espiritualistas.

    Opiniões tão contraditórias demonstram claramente como é difícil trabalhar espiritualmente em um mundo tão carregado de sectarismo e ortodoxia consciencial.

    Da década de 1950 para cá, muita coisa mudou. O que era novidade e ousadia para aquela época, hoje é considerado ultrapassado e tediosos. Basta lembrar que antigamente a seção de livros espiritualistas era bem escondida nos fundos das livrarias e, hoje em dia, é a seção mais exposta e a que tem maior movimento de pessoas olhando e comprando.

    Hoje, os livros de Ramatís contam entre os mais vendidos na área espiritualista. São reeditados constantemente e ainda pela mesma editora. Alguns livros foram traduzidos para o espanhol e circulam pela Argentina, Uruguai, Chile e até mesmo em Cuba.

    ***

    O médium Hercílio Maes está hoje com 80 anos [escrito em 1995 -Nota do digitador] (nasceu em 1913) e vive acamado desde a década de 1970, vítima de uma paralisia que o deixou imobilizado no leito. (É bom alertar o leitor de que o exercício da mediunidade ou de qualquer outro fenômeno parapsíquico, bem como o estudo da Espiritualidade, não isentam o espírito encarnado dos seus débitos cármicos do passado. Como diz o próprio Ramatís: “a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”.

    Maes era um sensitivo excelente e, por ser o intermediário de Ramatís, sofreu muitas pressões físicas e extrafísicas. Do mundo humano ele sofreu agressões que se manifestavam como calúnias e ataques morais a sua pessoa. Só quem é sensível e já passou por situação semelhante é que sabe o quanto isso é desgastante.

    Chegaram a dizer que Ramatís não existia, que era uma fantasia da mente do médium. Do mundo astral, ele sofreu vários ataques extrafísicos, levados a cabo por espíritos trevosos que não queriam que os ensinamentos de Ramatís fossem publicados.

    Por tudo isso, pelo seu esforço e por ter sido o principal canal mediúnico de Ramatís, fica aqui registrado o nosso mais sincero agradecimento e respeito a Hercílio Maes, que tanto fez pelo Espiritualismo e que não teve o justo reconhecimento dos seus irmãos terrenos.

    A você Hercílio Maes, “MUITA LUZ”.

    Wagner Borges

    Nota de Dalton: a você Hercílio Maes nossas reverências, gratidão e respeito!

    ***

    Wagner Borges continua:

    Muitos leitores de Ramatís costumam me perguntar por que há tantas contradições nas informações contidas nos seus livros. Citam, por exemplo, o capítulo sobre limitação de filhos, da obra “A Vida Humana e o Espírito Imortal”, onde, supostamente, Ramatís estaria se colocando firmemente contra a pílula anticoncepcional.

    Estranham, também, o radicalismo de Ramatís nas questões sobre vegetarianismo, no livro “Fisiologia da Alma”. Citam com frequência o livro “A Vida no Planeta Marte” e perguntam por que as sondas americanas não detectaram lá a vida que Ramatís afirma existir no planeta. E questionam, principalmente, o livro “Mensagens do Astral”, onde Ramatís fala sobre o juízo final.

    A resposta a essas perguntas é bem clara: infelizmente durante a recepção mediúnica de alguns livros, houve forte interferência dos condicionamentos subconscientes de Hercílio Maes nas mensagens transmitidas. Ele era um ótimo sensitivo, mas quem trabalha com a mediunidade está sujeito a esses percalços inconscientes. (vide livro Mediunismo Ramatís).

    Praticamente quase todos os médiuns passam por isso (inclusive eu mesmo, Wagner). Por isso, caro amigo leitor, preste muita atenção nas informações deste livro. Só aceite aquilo que passar pelo crivo da razão.

    No caso de médiuns intuitivos, como Hercílio Maes, a interferência subconsciente na mensagem é grande, sobretudo se eles estiverem impressionados por alguma situação de forte apelo emocional. São como “antenas vivas” e podem captar, sem querer, impressões psíquicas oriundas de diferentes frequências ao mesmo tempo (como um rádio que mistura as estações).

    Muitas vezes, o médium capta o intenso fluxo mental de uma coletividade (holopensene) e somatiza, sem perceber, as vibrações daquele evento no seu subconsciente. Quando o espírito comunicante se anexa no seu campo áurico para transmitir uma mensagem, injeta um fluxo mental e energético de fora para dentro.

    No entanto, por vezes, há dentro do médium um fluxo mental agregado anteriormente que se mistura com o fluxo injetado pelo espírito, e é aí que nasce uma mensagem truncada ou toldada pelo animismo do médium. É esse o caso, por exemplo, quando parece que é Ramatís que está se expressando contra a pílula anticoncepcional. É óbvio que não era ele.

    Se observarmos bem a época (década de 1960) em que Hercílio Maes recebeu as comunicações de Ramatís sobre esse tema, notaremos claramente que, com exceção dos médicos esclarecidos e da juventude questionadora que buscava uma maior liberação dos costumes ortodoxos, a maior parte da população brasileira (conservadora, latina e cristã) não aceitava o advento da pílula anticoncepcional. Inclusive, até mesmo a maioria dos espiritualistas repudiava tal método contraceptivo.

    O argumento que usavam era o de que havia muitos espíritos desencarnados precisando reencarnar e, com o surgimento da pílula, as oportunidades de renascimento na Terra diminuiriam bastante.

    Isto é, o conceito espiritualista era o de que as mulheres passassem a usar a pílula anticoncepcional, o departamento reencarnatório do plano espiritual se veria em “maus lençóis” para encaixar os espíritos numa nova reencarnação terrestre.

    Obviamente este argumento não tem consistência, pois se tivesse, seria um atestado de incompetência dos espíritos desencarnados, técnicos em processos reencarnatórios, mas vencidos por uma simples pílula inventada pelo homem. Além do mais, até que ponto teria o homem poder para enfrentar a natureza, que é sempre a favor do renascimento e de novas oportunidades para todos?

    A principal prova disso é que mesmo já passados trinta anos do advento da pílula a população continua aumentando vertiginosamente. O planeta tem atualmente quase seis bilhões de pessoas e o Brasil, que naquela época tinha noventa milhões de habitantes, tem hoje cerca de cento e quarenta milhões. Portanto como se vê, não é o homem com seus pequenos métodos que vai conseguir vencer as forças da natureza.

    Com o passar do tempo, o uso da pílula anticoncepcional foi aceito normalmente pela sociedade (com exceção de alguns grupos de fanáticos religiosos), e hoje ela é utilizada corriqueiramente pela maioria das mulheres, inclusive as espiritualistas. Isso não quer dizer que o uso da pílula anticoncepcional esteja isento de efeitos colaterais e nem que é o melhor método contraceptivo para todos os casos. Aliás, não estou aqui para defender o uso da pílula. A minha intensão é esclarecer o leitor a respeito das aparentes contradições de Ramatís sobre o tema em questão.

    Posso resumir isso da seguinte maneira: Hercílio Maes recebeu as mensagens de Ramatís que estão contidas no capítulo sobre limitação de filhos do livro ” A Vida Humana e o Espírito Imortal”, no final da década de 1960, época em que ainda havia uma grande oposição popular e religiosa quanto ao uso da pílula anticoncepcional.

    Maes, como médium intuitivo, captou subconscientemente as formas-pensamento do holopensene criado pela opinião pública e foi influenciado por isso no memento da recepção das mensagens. Em outras palavras, ele somatizou o que a maioria estava pensando e filtrou isso mediunicamente, como se fosse a opinião de Ramatís. Acrescente-se a isso que ele, como pessoa normal encarnada, tinha a sua própria opinião sobre o assunto. E esta, é claro, estava condicionada pela sua condição de espiritualista, que, como já dissemos antes, era desfavorável ao uso de métodos anticoncepcionais.

    Isso tudo influenciou drasticamente o conteúdo das mensagens passadas mediunicamente por Ramatís e levou a sérios erros de interpretação. Um exemplo disso está na pg. 86 do livro citado: “Considerando-se que a Divindade não exige esforços sobre-humanos dos espíritos encarnados, mas uma recíproca cooperação entre todos, para a mais breve solução do problema angustiosos dos desencarnados, todo casal que venha a procriar, no mínimo, quatro filhos, ajusta-se a uma frequência útil no espaço. Quer limitando ou não limitando filhos, essa cota de quatro descendentes sempre ameniza quanto a possibilidade de os pais terem assumido compromisso com mais entidades. A Administração Sideral então, tudo faz para atenuar as culpas dos “faltosos”, na sua fase desencarnatória, embora a lei venha a exigir, nas vidas futuras, a compensação dos filhos frustrados!”

    Agora, amigo leitor, pergunto-lhe o seguinte: você acha que foi Ramatís quem escreveu isso?

    Se você acha que não, isso é ótimo. Significa que usou o bom-senso para avaliar a questão. Se acha que sim, sugiro que vá correndo “fazer” quatro filhos para garantir a sua situação no Além, após a morte.

    Como detalhe a mais, sugiro que leia o capítulo inteiro e depois compare-o com os ótimos livros “Elucidações do além”, “A Vida Além da Sepultura”, “Mediunismo”, “A Missão do Espiritismo” e “Magia de Redenção”. Depois analise coerentemente o que ali está escrito, e veja se parece que foi o mesmo espírito que escreveu esses livros e o tal capítulo sobre limitação de filhos.

    ***

    Com relação aos outros livros questionados pelos leitores, posso dizer que Ramatís sempre foi favorável à alimentação vegetariana. E nem poderia deixar de ser, pois o estômago do ser humano é um verdadeiro “cemitério de vísceras animais”. Porém ele não é radical em assunto algum. Como o espírito evoluído, é portador de um grande senso de equilíbrio e respeita os pontos de vista alheios, mesmo que não concorde com eles.

    O conteúdo das ideias expostas no livro “Fisiologia da Alma” é de sua autoria, mas o radicalismo das opiniões é de Hercílio Maes, que era fanático por vegetarianismo, e que, sem querer, pelo mesmo motivo já explicado antes, revestiu as ideias de Ramatís com o seu próprio temperamento (extremamente rigoroso com essa questão).

    Quanto ao livro “A Vida no Planeta Marte”, esse talvez tenha sido o maior equívoco mediúnico de Hercílio Maes. Toda as informações sobre a vida extraterrestre ali descrita são verdadeiras. No entanto, há um detalhe muito importante que precisa ser considerado: as informações são reais, mas aquele planeta não é Marte!

    Pode até ser que exista vida em Marte, quem sabe até em outra dimensão, ou até mesmo fisicamente, talvez fora do alcance da observação das sondas que lá estiveram. Mas aquilo que Ramatís descreveu em seu livro não parece ser compatível com o que os astrônomos e pesquisadores encontraram no planeta. Se ali houvesse realmente uma civilização evoluída, como a que Ramatís descreve, haveria indícios claros disso no planeta.

    O mais provável é que Ramatís tenha descrito a vida em outro planeta, talvez até mesmo fora do nosso sistema solar, e o subconsciente de Hercílio Maes, condicionado com as informações da época (década de 1950) sobre o planeta Marte. É bom lembrar que até a década de 1970 quase tudo o que se falava a respeito de vida extraterrestre, nos filmes, livros e conversas, se referia ao planeta Marte.

    Quanto ao livro “Mensagens do Astral”, que fala do “fim dos tempos”, de terceiro milênio e de grandes catástrofes que iriam acontecer no final desse século XX, só posso dizer que já é comum em todo final de milênio aparecerem as tradicionais “profecias terríveis” sobre a humanidade. E, naturalmente, elas vêm sempre acompanhadas dos indefectíveis fanáticos que acham que serão resgatados para algum paraíso preparado somente para eles. A Ufologia e várias organizações místicas estão infectadas de fanáticos diversos, que são dotados de extremo egoísmo, já que se consideram eleitos espirituais, diferentes do resto da humanidade.

    Não acredito em nada disso e estou pouco ligando se acontecerão catástrofes ou não. Afinal, sou um espírito imortal e só me interessa aquilo que for positivo para a humanidade.

    Em nenhuma oportunidade os espíritos me falaram sobre o “final dos tempos” ou coisa do gênero. Eles sempre falam em melhoria do planeta e crescimento das consciências. Inclusive, vários deles estão planejando reencarnar na Terra, futuramente.

    Acho que o “final dos tempos” é simbólico e significa, talvez, o final dos tempos materialistas e insanos. Afinal, as pessoas estão cada vez mais, procurando um caminho espiritual. Isto é, o final dos tempos vai se dar dentro de cada um, e não externamente. A besta do juízo final é o próprio pensamento, pois é com ele que vamos discernir o nosso rumo, e é com força da razão que vamos derrubar os muros da ignorância, esta sim, a verdadeira condenada ao final dos tempos. Há um trecho no livro “Magia de Redenção”, do próprio Ramatís, que chancela isso de maneira bem clara. Está na pág. 31 e diz o seguinte:

    “O fim dos tempos significa demolição de costumes e tradições, pois o terreno é lavrado para a nova semeadura! Então prolifera a erva daninha e a planta benfeitora, erguem-se os edifícios modernos, mas tombam incessantemente os prédios em ruínas!”

    ***

    Por último, quero deixar bem claro que não estou atacando o médium Hercílio Maes e nem estou dizendo que sou melhor do que ele. Porém, tenho o compromisso espiritual de atualizar o trabalho de Ramatís e de mostrar que muita coisa que foi escrita em seu nome não corresponde ao que ele pensa. Posso afirmar, sem sombra de dúvida, que Ramatís é um dos espíritos mais liberais e serenos que conheço.

    Wagner Borges – 1995 – Erros de digitação são meus e não do autor físico ou o espiritual.

    *** Fim da citação

    Abraços fraternos dos médiuns de Ramatís e seus amigos espirituais, Dalton Campos Roque e Wagner Borges, e também amigos intrafísicos

  14. Geraldo
    24, fevereiro, 2018 em 05:48 | #14

    De fato, é possível, sim, que Ramatis não tenha existido. Se existiu, percebe-se, claramente, que seja um espírito que não tenha conseguido se livrar das ideias teosofistas que pouco importam aos que estudam a codificação de Kardec. Em suma, cada um pode acreditar no que quiser. E assim é a vida. Nào o fosse, não haveria tanta discordância sobre um mesmo tema. Mas é preciso ficar claro que, no que tange a essa discussão, as obras atribuídas a Ramatis não são espíritas. Simples assim. Pode-se dizer o que for: que elas vêm complementar a doutrina ou o que quer que seja. Mas, assim como aquele que nisso acredita tem o direito de acreditar, também ele deve aceitar, e não se revoltar, com o fato de que os estudiosos da codificação de Kardec consideram-na universalista, espiritualista, mas não espírita, tamanha a diferença de crenças. Que cada macaco fique em seu galho, se respeitando e lembrando que, no fundo, o sol brilha para todos.

  15. 28, fevereiro, 2018 em 10:28 | #15

    Bom dia, caro Artur Felipe Azevedo!

    Primeiramente, meus cumprimentos por resolver analisar criticamente os ensinamentos de Ramatis! Kardec sempre nos encorajou tal atitude e isso é absolutamente saudável para o avanço do conhecimento. Creio que o próprio Ramatis apoiaria tal análise.

    Para refutar ou concordar com seus apontamentos, reconheço que eu precisaria analisá-los ponto à ponto com muito mais tempo, atitude essa que demandaria muito mais conhecimento do que possuo, sobretudo das obras do grande mentor da fraternidade branca.

    Contudo, de imediato, chamaria sua atenção à cautela com algumas afirmações:

    A universalidade do ensino dos espíritos é claramente um princípio do espiritismo e isso explicaria muitas das ideias que “coincidiram” em vertentes diferentes de correntes filosóficas e espirituais. A análise material da anterioridade das ideias não representa muito diante dos objetivos da espiritualidade, pois que, todas as ideias vem de lá. A própria reencarnação faz com que o conhecimento seja continuado em diferentes culturas e sociedades. Portanto, miscelânea pode não ser o termo mais adequado quando se trata de Ramatis. Universalismo, sim! Isso inclusive nos aponta, conforme os postulados espíritas, que se trata de conhecimento elevado, pois que, quanto menos materializado um espírito, mais suas ideias se tornam universais e menos sectária é a sua palavra.

    Outro erro é o anacronismo espiritista, que todos cometemos em julgar com o mesmo olhar, épocas e realidades diferentes. Kardec é o método para se chegar, não o destino. É a maneira mais linda e verdadeira que os espíritos encontraram de sintetizar uma verdade universal para que nós compreendêssemos o princípio básico do básico apreensível por nossa mente humana e com todo o respeito: primitiva. Pretendermos explicar todas as culturas, dimensões e circunstâncias da eternidade com os livros da codificação seria tanto presunção orgulhosa quanto imatura ilusão de nossa parte. Abramos os olhos do espírito para enxergarmos de coração limpo, sem que nos tornemos escravos de nossas concepções! Compreendamos também que para cada época, seus profetas. Cada estágio evolutivo tem suas necessidades peculiares. Você já pensou que a fraternidade branca de Ramatis pode se destinar não à humanidade inteira, mas a uma parcela mais evoluída, preparada para abster-se de carnes, de prazeres carnais egoístas e pronta para conhecimentos mais profundos? Não vejo condenação à humanidade nos ensinamentos de Ramatis, mas princípios mais firmes aos que espontaneamente querem dar um passo à mais. A influência dos astros não é contrária à verdade do livre-arbítrio. Não tem como julgar a evolução de ninguém. O espírito sopra onde quer, mas não se sabe de onde veio e nem para onde vai.

    Penso que o momento é de compreensão e amor. Abrir nossas mentes para o mundo de nosso semelhante, ao invés de segregar irmãos pela sua forma diferente de pensar.

    Deixo um adendo: Não descarto que em alguns pontos, possa ter existido influência dos aparelhos mediúnicos sim, pois que o próprio Chico Xavier dizia que a mediunidade límpida e ideal tem um máximo de 50% de autenticidade, sendo que sempre existirá uma boa parte do médium nas comunicações, querendo ou não! Assim, eu também tenho divergências com alguns pontos de alguns livros atribuídos à Ramatis, mas me reconheço ignorante para emitir pareceres que mereçam ser considerados ainda.
    Fecho minha troca de ideias com um pedido à você que leu até aqui: Procure no google: “Chico Xavier sobre Ramatis” e verá uma matéria publicada pela Revista Boa Vontade, Ano 1, nº 4 – Outubro de 1956.
    Respeitoso abraço à todos!
    Nixon Alessandro

  16. ENILDO
    6, maio, 2018 em 10:17 | #16

    A Paz de Jesus a todos.
    Hoje, dia 6 de Maio de 2018, pesquisando uma coisa na internet, esbarrei com estes escritos. Interessantes sim, segundo os apontamentos de cada um e claro: todos têm razão, cada qual a sua própria e por si defendida. O estudo crítico é útil e sempre bem vindo ao estudioso e filósofo que habita em todos nós, pois nos apontam novos caminhos que nos levam a novos estudos e novas conclusões. O apontamento agressivo, cínico e até mal intencionado, próprios dos espíritos orgulhosos e egoístas ainda existente em nós somente promovem desrespeito e duelos. Sejamos lúcidos o suficiente para respeitarmos a opinião alheia prontos para suportar até uma reprovação. “Conhece-se a árvore pelos seus frutos… – Jesus”.
    O que mais precisa ser discutido e compreendido, irmãos?
    Estejamos preparados sim: para a nossa própria colheita, pois semeando já estamos.

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