Com o erro não há compromisso

VOLTAR ATRÁS, SIM; COM O ERRO NÃO HÁ COMPROMISSO

Afinal, onde se esconderia o suposto verdadeiro Emmanuel? Dizem alguns que nada é culpa dele. Sua principal editora lhe haveria deturpado as obras, os problemas que não se devem ao rustenismo da F.E.B. seriam do médium Chico Xavier… E por aí vão as mais complexas teorias de conspiração.
O que sobra, portanto, de tão extraordinário, que estimule uma jornada por dezenas de suas obras, em meio aos mais absurdos desvios doutrinários ali presentes? Será que vale a pena fazer tanto caso do que esse espírito “tentou ditar”?Um Espírito Superior viria à Terra em missão e ficaria assim, prisioneiro de um médium omisso, que não lhe teria defendido os ditados e que, noutros casos, haveria interferido tanto a ponto de deturpá-los diametralmente?
Não é uma temeridade insistir na citação de seus supostos acertos? Que acertos? As infindáveis lições de moral? Moral essa o tempo todo contrarreformista, inimiga da crítica, palavra que ele, pela F.E.B. ou por outras editoras, sempre associou a discussões inúteis, perturbações de gente que não ama e não trabalha no bem? Essa seria uma moral cristã? Mais ainda, uma moral espírita?
Na verdade, Emmanuel continua um jesuíta de ofício e um pseudossábio padrão. Só há lições naquele mesmo tom inicial dos antigos livrinhos para “preparação de ambiente”; hoje, verdadeiros mantras para formar espíritas apáticos, quase manuais do fabricante, a ser lidos pontualmente, antes de mais nada, na maior parte das reuniões espíritas de todo o País e até do exterior. Valha-nos o Espírito de Verdade!
O fato é que, quanto mais aprofundarmos o emmanuelismo, mais a sua incompatibilidade com o Espiritismo se evidenciará. Devemos seguir Herculano Pires e não ter medo de mudar. Se não, vejamos:
De uma vez por todas, é preciso que usemos a cabeça, comparando as tolices ramatisianas, feitas para ridicularizar a doutrina, com as páginas equilibradas e os ensinamentos sensatos da codificação, bem como de Emmanuel, de André Luiz, de Hilário Silva e outros mensageiros do Alto.
O Espiritismo estaria sujeito à mais completa deformação, se os espíritas se entregassem ao delírio dos caçadores de novidades. André Luiz manifesta-se como um neófito empolgado pela doutrina, empregando às vezes termos que destoam da terminologia doutrinária e conceitos que nem sempre se ajustam aos princípios espíritas.
De “mensageiro do Alto”, cujas obras, inicialmente, recomendava ao lado dos livros da própria codificação, André Luiz foi rebaixado por Herculano Pires a simples “neófito empolgado”, em cujos trabalhos o mestre paulista passou a identificar termos e conceitos destoantes de Kardec. Evidentemente, isso foi ocasionado por uma releitura, por um aprofundamento crítico bem próprio dos que se revisam constantemente. Palmas para ele. Ora! Quem fez os prefácios a André Luiz? Justamente Emmanuel. Prefaciar um neófito empolgado que destoa de Kardec não é lá uma grande glória. A hora de o jesuíta enfrentar a crítica de Herculano estava chegando. Mas outros afazeres chamaram o filósofo de Avaré ao seu mundo ideal.
Há mais coragem e grandeza em reconhecer abertamente que se enganou, do que persistir, por amor-próprio, no que se sabe ser falso, e para não se dar um desmentido a si próprio, o que acusa mais obstinação do que firmeza, mais orgulho do que razão, e mais fraqueza do que força. E mais ainda: é hipocrisia, porque se quer parecer o que não se é; além disso, é uma ação má, porque é encorajar o erro por seu próprio exemplo.
Escrito por “Sérgio Aleixo”
  1. josé carlos
    24, janeiro, 2013 em 21:48 | #1

    Voces não sabem nada mesmo, só li bobagem neste site, o pior que ja vi

  2. luiz
    12, fevereiro, 2013 em 23:57 | #2

    Prezado José Carlos, nós sempre sitamos a fonte de tudo que aqui postamos para que o internauta possa conferir.

  3. Jackson Gomes
    24, fevereiro, 2013 em 11:11 | #3

    A tarefa é árdua, mas não desistam. O meio espírita está acostumado a essas idéias equivocadas e para sair delas é muito dificil mesmo.

  4. Anderson Nilton Hurtado Antunes
    21, abril, 2013 em 15:30 | #4

    Parabéns pelo site, já estou cansado de ouvir pessoas no centro que acreditam em tudo que ouvem!

  5. cadd
    13, agosto, 2013 em 00:49 | #5

    Mas não somos obrigados a absorver tudo que dizem.

    Agora… se não tomamos por amparo o Evangelho explicado, estudado e aplicado por Emmanuel, ou os conselhos de “irmão mais velho” de André Luiz… com quem vamos nos ater?
    Tão só a pretos-velhos e psiquiatras do além com linguajar mais chulo do que quando encarnados?

  6. Alexandre Ramalho
    5, agosto, 2014 em 15:34 | #6

    Bom trabalho Luiz.
    Estamos carentes de pessoas que realmente estudam e usam a rasão nessa Doutrina tão mistificada pelo MEB!

  7. André
    13, julho, 2018 em 17:57 | #7

    Repeli impiedosamente todos esses Espíritos que re-
    clamam o exclusivismo de seus conselhos, pregando a di-
    visão e o insulamento. São quase sempre Espíritos vaido-
    sos e medíocres, que procuram impor-se a homens fracos
    e crédulos, prodigalizando-lhes louvores exagerados, a fim
    de os fascinar e ter sob seu domínio. São geralmente Espí-
    ritos famintos de poder que, déspotas, públicos ou priva-
    dos, quando vivos, ainda se esforçam, depois de mortos,
    por ter vítimas para tiranizarem.
    Em geral, desconfiai das comunicações que tragam
    caráter de misticismo e de singularidade, ou que prescre-
    vam cerimônias e atos extravagantes. Sempre haverá, nes-
    ses casos, motivo legítimo de suspeição.
    Por outro lado, crede que, quando uma verdade tenha
    de ser revelada aos homens, ela é comunicada, por assim
    dizer, instantaneamente, a todos os grupos sérios que dis-
    ponham de médiuns sérios, e não a tais ou quais, com ex-
    clusão de todos os outros. Ninguém é perfeito médium, se
    está obsidiado, e há obsessão manifesta, quando um mé-
    dium só se mostra apto a receber as comunicações de de-
    terminado Espírito, por maior que seja a altura em que este
    procure colocar-se.
    Conseguintemente, todo médium, todo grupo que jul-
    guem ter o privilégio de comunicações que só eles podem
    receber e que, por outro lado, estejam adstritos a práticas
    que orçam pela superstição, indubitavelmente se acham
    sob o guante de uma das obsessões mais bem caracteriza-
    das, sobretudo quando o Espírito dominador se pavoneia
    com um nome que todos, Espíritos encarnados, devemos
    honrar e respeitar e não consentir seja profanado a qual-
    quer propósito.
    É incontestável que, submetendo ao cadinho da razão e
    da lógica todos os dados e todas as comunicações dos Espíri-
    tos, fácil será descobrir-se o absurdo e o erro. Pode um mé-
    dium ser fascinado, como pode um grupo ser mistificado.
    Mas, a verificação severa dos outros grupos, o conhecimento
    adquirido e a alta autoridade moral dos diretores de gru-
    pos, as comunicações dos principais médiuns, com um
    cunho de lógica e de autenticidade dos melhores Espíritos,
    farão justiça rapidamente a esses ditados mentirosos e
    astuciosos, emanados de uma turba de Espíritos engana-
    dores e malignos.

    Erasto (discípulo de São Paulo).
    LM 562

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