Kardec e os exilados

KARDEC E OS EXILADOS

Em A Caminho da Luz, lê-se: “Há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos.

“As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de civilização”. [1]

Mas em termos kardecianos: “Toda teoria em contradição manifesta com o bom-senso, com uma lógica rigorosa, com os dados positivos que possuímos, por mais respeitável que seja o nome que a assine, deve ser rejeitada”. [2]

O bom-senso, a princípio, não afasta o que se lê em A Caminho da Luz. Entretanto, isto não ocorre quanto à “lógica rigorosa”, pois esta, no caso, exige “os dados positivos que possuímos”, isto é, o que diz a ciência sobre Capela, não importando se esse conhecimento é limitado, até porque qualquer conhecimento o é por natureza.

A Doutrina Espírita, porém, estará sempre com a ciência naquilo que compete a esta, sob pena de obscurantismo.

Segundo especialistas, Capela não tem planetas, e mesmo que algum fosse encontrado, nenhuma estabilidade apresentaria que possibilite ­(ou mesmo que tenha possibilitado em bilhões de anos passados) o surgimento de vida.

Eles têm ainda por certo que só estrelas simples ocasionam probabilidades para o desenvolvimento de formas orgânicas. Capela, porém, é um sistema de nove estrelas (duas principais e mais sete) com tremendas instabilidades de várias ordens.

Assim, em nome do Espiritismo, não se poderia sustentar que há ou que houve vida num planeta que não existe nem nunca existiu no sistema Capela, menos ainda se “guarda muitas afinidades com o globo terrestre”, na culminância de um ciclo evolutivo cujas lutas finais teriam ocorrido como as nossas, em relação às transições que eram “esperadas no século XX”.

Eram… Pois o século 20 acabou sem que houvesse mudança alguma na ordem natural das coisas, como asseguraram, desde sempre, Kardec e os espíritos superiores da sua magna Codificação.

Num conto de ficção que nada tem a ver com este assunto do exílio, Flammarion chegou a supor os capelinos como seres dotados de faculdades de percepção elevadas, por não estarem encarnados em corpos grosseiros como os nossos.

Mas ouviu do codificador que, embora houvesse concordância de muitos pontos com o Espiritismo, a obra representava apenas uma “hipótese” ilustrativa. [3] Vai longe o tempo em que a doutrina era tratada com tamanha prudência.

Diante do texto de A Caminho da Luz, entretanto, em seu antigo habitat, a vida dos capelinos só podia ser como a vida aqui na Terra: orgânica.

De outra forma, o texto não faria o menor sentido; tanto assim, que fala de mundos capelinos que “já se purificaram física e moralmente”, [4] numa clara indicação de que aquele orbe de onde teriam vindo os exilados não se houvera depurado.

O texto, aliás, apesar de se referir a uma ação ocorrida “há muitos milênios”, diz que esse mundo “guarda muitas afinidades com o globo terrestre”. Emmanuel, pois, asseverou que o planeta ainda estava lá, no tempo em que lá o quis sediar: 1938.

Sem dúvidas, trata-se de ambiente físico, e não de um mundo indetectável.

De qualquer modo, a idéia que Kardec admitiu como Espiritismo — porque “aceita pela maioria dos espíritas como a mais racional e a mais de acordo com a soberana justiça de Deus” e, sobretudo, “confirmada pela generalidade das instruções dadas pelos espíritos sobre esse assunto” —[5] foi a de que houve um exílio, não “há muitos milênios”, e sim, como se aprende no n. 51 de O Livro dos Espíritos, há alguns milênios, “cerca de 4.000 anos antes do Cristo”.

Espíritos foram mandados para a Terra a fim de que os habitantes desta, mais atrasados, progredissem com este contato, e para que os exilados expiassem suas faltas, porquanto se haviam rebelado contra a lei de Deus num mundo “feliz”, “mais adiantado e menos material do que o nosso”.

É o que se lê, sem apelação, em Gênese, XI, 36 (ou 38), e XII, 22 (ou 23). 36 (ou 38).

Segundo o ensino dos espíritos, foi uma dessas grandes imigrações, ou, se quiserem uma dessas colônias de espíritos vinda de outra esfera, que deu origem à raça simbolizada na figura de Adão, e, por essa razão mesma, chamada de raça adâmica.

Quando ela chegou aqui, a Terra já estava povoada desde tempos imemoriais, assim como a América, quando os europeus chegaram lá.

A raça adâmica, mais adiantada do que aquelas que a haviam precedido na Terra, é, com efeito, a mais inteligente, é ela que impele todas as outras ao progresso. 22 (ou 23).

Admitamos, ao demais, que [Adão e Eva] tenham vivido em um mundo mais adiantado e menos material do que o nosso, onde o trabalho do espírito substituía o do corpo, e que, por sua rebelião contra a lei de Deus, simbolizada pela desobediência, tenham sido por punição, afastados de lá e exilados para a Terra, onde o homem, pela natureza do globo, é constrangido a um trabalho corporal, e reconheceremos que Deus tinha razão em lhes dizer: ‘No mundo onde ireis viver daqui por diante, cultivareis a terra e dela tirareis o alimento com o suor da vossa fronte’, e em dizer à mulher: ‘Parirás com dor’, porque esta é a situação desse mundo.

O paraíso terrestre, cujos vestígios se têm procurado inutilmente na Terra, era portanto a representação do mundo feliz onde Adão havia vivido, ou melhor dizendo, a raça dos espíritos da qual ele é a personificação. […]

Não foi, portanto, indicada a localização cósmica do planeta original dos exilados, nem se falou que tinha muitas afinidades com a Terra.

Se o movimento espírita considerasse como palavra de ordem os conteúdos e, sobretudo, a criteriologia da obra de Kardec; se fosse capaz de obedecer às determinações do velho mestre pelos méritos que indiscutivelmente possuem, deveria rejeitar a idéia de que os exilados vieram de um orbe da Capela portador de “muitas afinidades” com o nosso mundo, num momento em que suas lutas eram como as nossas, no séc. 20 (bem materiais então!), porque a ciência, em assunto que é da sua estrita competência, nunca ofereceu subsídios para essa indicação. Só um eventual futuro respaldo da astrobiologia pode ocasionar mudança de postura espírita quanto a este assunto.

Até lá, deve prevalecer para os adeptos sinceros e devotados a dita de Erasto:

Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos antigos provérbios.

Não admitais, pois, o que não for para vós de evidência inegável.

Ao aparecer uma nova opinião, por menos que vos pareça duvidosa, passai-a pelo crivo da razão e da lógica.

O que a razão e o bom-senso reprovam, rejeitai corajosamente. Mais vale rejeitar dez verdades do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa.

Com efeito, sobre essa teoria poderíeis edificar todo um sistema que desmoronaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento construído sobre a areia movediça. [6]

Edgar Armond e similares, imbuídos das melhores intenções, mas driblando Kardec para estabelecer seus sistemas pessoais, apenas fizeram exatamente isto: edificaram sobre a areia movediça de A Caminho da Luz, em cujo “Antelóquio” se lê, com surpresa, que “não deverá ser um trabalho histórico”, o que contraria seu subtítulo: “História da Civilização à Luz do Espiritismo”.

E o que dizer daqueles prognósticos ao final do capítulo XXV?

Caducaram por completo. O século 21 aí está com “as forças do mal” em “posições de domínio” e as “ovelhas” ainda bem misturadas. Mas o suposto livro complementar de A Gênese assim profetizou:

São chegados os tempos em que as forças do mal serão compelidas a abandonar as suas derradeiras posições de domínio nos ambientes terrestres […].

Vive-se agora [1938], na Terra, um crepúsculo, ao qual sucederá profunda noite; e ao século XX compete a missão do desfecho desses acontecimentos espantosos. […]

O século que passa efetuará a divisão das ovelhas do imenso rebanho.

Como A Caminho da Luz poderia ser um livro complementar à Gênese de Kardec se lhe descumpre esta orientação fundamental: […] os espíritos realmente sábios nunca predizem nada com épocas determinadas; eles se limitam a nos prevenir sobre a seqüência dos fatos que nos seja útil conhecer.

Insistir em obter detalhes precisos é expor-se às mistificações dos espíritos levianos, que predizem tudo o que se quer, sem se importarem com a verdade, e se divertem com os terrores e as decepções que causam. [7]

Quanto àquela pretensa confirmação de vida em Capela desde a Revista Espírita, os textos devem ser lidos mais atentamente, sem precipitações apaixonadas. Como disse acima, logo no primeiro artigo, Kardec é bem claro:

“O autor imagina um diálogo entre um indivíduo vivo chamado Sitiens”. E aduz então: “A teoria que ele dá da visão da alma é notável”. [8]

Mais adiante, assevera o mestre: “[…] não podendo essa experiência ser feita diretamente pelos homens, o autor supõe um espírito que dá conta de suas sensações, e colocado em condições de poder estabelecer uma comparação entre a Terra e o mundo que habita [um dos planetas de Capela]”. Ainda que Kardec haja reconhecido ao texto de Flammarion “uma importância capital”, no segundo artigo, reafirmou: […] não se deve perder de vista que esta história não passa de uma hipótese, destinada a tornar mais acessíveis à inteligência e, de certo modo palpáveis pela entrada em ação, da demonstração de uma teoria científica, como fizemos observar em nosso artigo precedente. [9]

Em nenhum momento ficou estabelecido que o conto literário de Flammarion era portador de um princípio espírita no que respeita ao sistema Capela. Kardec apenas viu méritos na maneira pela qual a separação entre alma e corpo e as faculdades daquela foram tratadas no relato ficcional de seu famoso “amigo” astrônomo. Em mais dois anos, esse “amigo” acusaria o velho mestre, em pleno funeral deste, de haver suscitado rivalidades e de haver feito escola de forma um pouco pessoal, como se houvesse nisto alguma falha; [10] além de já ter presenteado Kardec com o “favor” de psicografar um “Galileu” que ignorava a existência dos satélites de Marte. É verdade que Fobos e Deimos foram descobertos apenas depois dessas psicografias, em 1877.

Não surpreende que os espíritos deixem de revelar o que só aos homens compete descobrir, mas quando prestam informações falsas, o caso é outro. [11]

Na ficção do astrônomo, ao demais, o espírito Lumen diz que os capelinos não seriam encarnados num invólucro grosseiro, o que os dotaria de “faculdades de percepção elevadas num eminente grau de poder”. [12] Caso se tratasse de elevar à condição de princípio doutrinário do Espiritismo a localização desses seres em Capela (e Kardec não o fez!), ainda assim tal idéia estaria em conflito com a informação emmanuelina de que viviam num orbe que guarda muitas afinidades com o nosso globo, em meio às lutas finais de um longo aperfeiçoamento, como nos acontecia no séc. 20.

Por fim, diga-se em alto e bom som que, na negação de que os exilados teriam vindo de Capela, nenhum princípio sequer do Espiritismo está em litígio, e sim uma tradição espiritual improvável de que há ou de que houve vida orgânica num suposto mundo desse sistema estelar sem planetas.

Emmanuel, aliás, já fizera declarações temerárias não só de caráter intergaláctico, mas acerca mesmo do nosso sistema planetário: Assim como Marte ou Saturno já atingiram um estado mais avançado em conhecimentos, melhorando as condições de suas coletividades, o vosso orbe tem, igualmente, o dever de melhorar-se, avançando, pelo aperfeiçoamento das suas leis, para um estágio superior, no quadro universal.[13]

Coletividades em melhores condições?

É… Evoluíram tanto que sumiram da face desses planetas, fisicamente estéreis e desabitados…

O movimento espírita precisa entender que a simples opinião, por si só, deste ou daquele espírito, seja qual for, por que médium o for, não constitui Espiritismo quando se desalinha em relação a Kardec.

Este e outros assuntos precisam ser tratados em termos kardecianos.

É a hora da codificação espírita!

Ou nos tornaremos uma trupe de fascinados, presas dos mais lamentáveis obscurantismos.

Escrito por Sergio Aleixo

[1] A Caminho da Luz. III. As raças adâmicas. Um mundo em transições. p. 34.
[2] O Evangelho Segundo o Espiritismo. Introdução, II.
[3] Revista Espírita. Mar/1867. Notícias Bibliográficas. Lumen. E mai/1867, Lumen.
[4] A Caminho da Luz. III. As raças adâmicas. O sistema de Capela, p. 34.
[5] A Gênese, XI, 42, nota 173.
[6] O Livro dos Médiuns, 230.
[7] A Gênese, XVI, 16.
[8] Revista Espírita. Março/1867. Notícias Bibliográficas. Lumen.
[9] Revista Espírita. Maio/1867. Lumen.
[10] Obras Póstumas. Discurso pronunciado sobre o túmulo de Kardec.
[11] Cf. A Gênese, VI, 26: “Alguns planetas como Mercúrio, Vênus e Marte não deram origem a nenhum astro secundário; enquanto que outros, como a Terra, Júpiter, Saturno, etc., formaram um ou mais”.
[12] Revista Espírita. Março/1867. Notícias Bibliográficas. Lumen.
[13] Emmanuel. A Tarefa dos Guias Espirituais.

  1. josé carlos
    24, janeiro, 2013 em 21:31 | #1

    Essa é apenas sua opinião, visto que kardec fala sobre vida em marte e em jupiter na pergunta 188 do livro dos espiritos, o que te coloca em contradição

  2. luiz
    13, fevereiro, 2013 em 00:04 | #2

    O texto acima não nega a vida em outros planetas, apenas diz que os exilados não são de Capela.

  3. Oswaldo
    22, maio, 2013 em 17:23 | #3

    O Sistema e mais especificamente a formação estelar de Capela possui significativa quantidade de planetas – habitáveis. Basta consultar bons sites de cosmologia

  4. luiz
    22, maio, 2013 em 20:07 | #4

    Pedimos ao amigo Oswaldo que nos mostre o link dos sites ao qual ele se refere, pois gostaríamos de consulta-los.

  5. Fernando
    21, outubro, 2013 em 03:25 | #5

    @josé carlos
    Essa questão de Marte e Júpiter em “O Livro dos Espíritos” tem cheiro de Flammarion. Não dá para engolir esse cara, que deu trabalho à Kardec.

  6. 15, novembro, 2013 em 17:32 | #6

    De fato está catalogado sim e disponível em sites e em programas interativos ( STELLARIUM / CELESTIA ), disponível no BAIXAQUI; a presença de EXOPLANETAS ,ou seja , planetas fora do nosso sistema solar e em específico no sistema de CAPELLA.
    Ele está identificado como HD 40979, tem , e tem periodo de dias semelhantes aos da TERRA: 263 dias .

    Ou seja, as informações existem basta ter curiosidade e procurar
    add no face para conversamos sobre o assunto: https://www.facebook.com/jefinhu.stifler

  7. 15, novembro, 2013 em 17:39 | #7

    ALGUMAS INFORMAÇÕES CIENTÍFICAS DO PLANETA DE CAPELLA

    Nome : HD 40979

    MAGNITUDE:6.74
    ASCENSÃO RETA/Declinação(da data): 6h05m30s/+44º15’31”

    MASSA: 1.100 Mso
    Raio:1.210.00 Rso
    TEMPERATURA EFETIVA: 6205 K

    periodo dias : 263.10
    MASSA Mjup : 3.28
    Semi-eixo maior (ua) 0.8300
    Excentricidade 0.250

    Distancia angular” 0.024925
    DESCOBERTO EM 2002

    (ESSAS INFORMAÇÕES ESTÃO DISPONÍVEIS NO SITE: http://WWW.STELLARIUM.ORG )

  8. Luiz Pina
    22, março, 2014 em 00:29 | #8

    Texto muito elucidativo!

    A doutrina espírita ainda é uma novidade para mim, mas mesmo ainda engatinhando nas obras de Kardec, posso perceber claramente que há um tendência do “espiritismo de massa”, onde se acredita em tudo que se escreve, sem cruzar minimamente as informações e sem usar do discernimento e bom senso.

    Obras duvidosas são escritas a todo momento, por médiuns com “outros” interesses, sobre orientação de espíritos que ninguém averigua, e que arrastam um público desinformado sobre a codificação para o mundo de fantasia com alegorias a adereços.

    Isso só contribui para a proliferação de múltiplos sistemas pessoais que o autor se refere, criando um castelo de areia de fácil desmoronamento, ou o que e pior, agindo como um inibidor para o ingresso a doutrina daqueles irmãos mais racionais.

    Sérgio procurei contato com você mas sem sucesso. Agradeço se puderes dar um retorno pois preciso de orientações.
    Abs.
    Luiz

  9. 1, abril, 2014 em 02:35 | #9

    Claro que precisamos estudar os livros de Kardec.É o começo de tudo,mas acredito que Deus não vai criar Planetas sem nehuma função,a não ser,está lá para se fotografar.coisa que até hoje os cientistas ainda não conseguiram provar se há ou houve vida neles.
    O grande problema é que muitos espiritas só acreditam no lado cientifico da Doutrina e menosprezam,a filosofia e a religião,como se isso os tornassem menores.isso é contrária a tudo quea Doutrina prega e que Jesus veio nos ensinar,amor e caridade.Só se consegue ter isso,atrás da humildade.Coisa que me parece passar longe em você.
    não sei se houve vida em Capella.mas aprendi em Kardec que existe o espirito,o perispirito e o corpo.Agora depende de onde ele está vivendo e onde vai reenarnar para o seu involuctro,possa ser mais grosseiro ou mais sutil.
    Não ache que Emmanuel é um espirito atrasado e que Chico Xavier foi enganado por ele.Isso mostra o quanto você,precisa evoluir.

  10. Adriano
    2, maio, 2014 em 12:06 | #10

    @Fernando
    A questão de Marte e Jupiter tem relatos de diferentes espiritos na revista espírita. Ainda assim, Kardec toma tudo a título de hipótese, assim como deveríamos fazer com o livro sobre os supostos “exilados de capela”.

  11. João
    19, maio, 2014 em 06:56 | #11

    O argumento é uma piada de mau gosto escrita por alguém que claramente não entende coisa alguma de astronomia e sai reproduzindo o que outros ignorantes no assunto saíram alardeando por aí… São os frutos podres do encontro entre a má vontade e a ignorância…

  12. Mário Duarte
    5, junho, 2014 em 18:24 | #12

    Estamos a beira de muitas descobertas ainda por vir, tanto na ciência quanto em mais revelações espiritas, o que kardec publicou éra o que nos permitiam saber no momento por intermédio dos grandes guias espirituais-! Novas leituras viarão afim de complementar outras de acordo com nossa evolução a doutrina espirita nao é e nunca teve apretenção de ser engessada-!

  13. Amilton Maciel
    8, julho, 2014 em 21:32 | #13

    Fiquei intrigado com a informação do JEFERSON FERNANDES DA SILVA, resolvi procurar sobre algum planeta (qualquer planeta) no sistema Capela, ou Alfa Aurigae como é conhecido nos catalogos de astronomia.

    http://planetquest.jpl.nasa.gov/search

    Mas não há nenhum planeta lá. Não sei de onde saíram esses dados, mas no principal site da principal entidade do principal projeto que procura por exoplanetas, não há nada.

    Portanto, continuo achando que é uma invenção de um espírito pseudo sábio, como bem já nos alertava Erasto.

  14. Stèphano
    27, julho, 2014 em 15:42 | #14

    Você se baseia na informação de “especialistas” para afirmar que não existe planeta no sistema de Capela. Esses especialistas são da ciência terrena, então como você pode ter certeza que eles estão certos? A ciência erra muito e é muito limitada, então só porque a ciência não descobriu nenhum planeta lá não quer dizer que ele não exista.

  15. Tajupartak
    10, setembro, 2014 em 13:24 | #15

    Segue um planeta catalogado, inclusive próximo à zona habitável.

    http://www.openexoplanetcatalogue.com/system.html?id=HD+40979+A+b

    http://en.wikipedia.org/wiki/HD_40979

    Quer dizer, não quero dar nenhum palpite sobre se a hipótese dos exilados de Capela é verídica ou fantasia. Porém, foi detectado ao menos um planeta nesse sistema.

  16. JORGE LUIS BARNDI
    26, novembro, 2014 em 16:46 | #16

    otima explicacao sobre omisterios das piramedes

  17. JULIANA COSTA MEINERZ ZALAMENA
    30, janeiro, 2015 em 02:12 | #17

    O texto é bastante interessante
    No entanto, os cientistas terrenos ainda brigam para decidir se Plutão é mesmo um planeta do nosso sistema. Ainda não descobriram todos os planetas do nosso sistema e olham para o céu com uma limitação gigantesca. Não existe nenhum planeta em Capela? Ou em outra constelação ou estrela? Provem. Consigam provar que os equipamentos grosseiros que possuímos para essas buscas realmente são capazes de detectar tudo. Que os olhos humanos são capazes de enxergar tudo. E aí então eu discutirei. Até lá, é a Ciência apresentando hipóteses (e não verdades absolutas) e o Espiritismo apresentando outras.

  18. JOSE RODRIGUES
    2, março, 2015 em 11:08 | #18

    A todos os irmãos a paz, li atentamente as considerações e respostas, mas gostaria de fazer lembrar à todos que ainda somos cegos à visão do guia.Há uma imensa escuridão em todos nós sobre respostas a dar, a questões deveras interpretativas daquilo que nossas perguntas
    só poderiam ser respondidas sem questionamento e qual nenhum de nós e capaz de seguramente responder, enquanto tal pensamos e ao que cada um atipicamente, baseando-se no grau de seu conhecimento próprio, nos estudos a que cada um recebeu,nas oficinas do bom saber espiritual e no cabedal das suas meritórias regenerações, instruídos pelas organizações, aqui leia-se – mesmo no intuito do bom aprendizado intuitivo e também movidos pelo mecanismo da própria fé, e submissos que somos como seres humanos ‘ As incapacidades de rastrear nosso instintos primitivos”, onde a estimulação à concupiscência pode nos confundir e nos desviar aos planos do Mestre.A discussão acalorada faz-se mister sem dúvida, mas que não se esgotem nossas energias, e que deveriam estar sendo dirigidas ao que falei acima, a nossa escuridão interior, visto que somos aprendizes até das palavras, das nossas orações, que por bem devam ser respondidas, e qual devamos compreende-las e considerando nossas limitações.Os bons Espíritos buscam por firmar compromisso e em missão na Terra dedicar-se em estabelecer uma comunhão com o ser natural.Todos os salutares vestígios de uma época,e que por extensão através dos séculos se fizeram necessários para evolução da raça humana, também devem ser entendidos como ” não definitivos”, tudo se renova, melhor ver e entender o conjunto da nossa obra na Terra, princípio básico para se entender a grandiosidade do que nos foi prometido.

  19. Miguel Langone
    15, setembro, 2015 em 22:10 | #19

    “NA CASA DO MEU PAIS HÁ MUITAS MORADAS”

    A verdade absoluta esta nessa expressão há muito tempo ….e ainda não a compreendemos …

  20. Cláudio
    30, outubro, 2015 em 16:27 | #20

    A despeito da grandiosidade do trabalho despenhado por Chico Xavier, ao que me parece, a existência de Capela não tem sido confirmada por outros médiuns de escol, tampouco pela ciência. Todavia, isso, por si só, não é capaz de reduzir a importância dos ensinamentos pela essência do que eles transmitem.

  21. Son Maximiana
    18, novembro, 2015 em 14:45 | #21

    Reflexão válida amigo, mas vale ressaltar que em vários livros psicografados, inclusive do Chico Xavier, onde afirmam que em todos os planetas existem vida de inteligencia em evolução, tanto no campo físico quanto espiritual segundo os níveis de tal orbe, além de também nas estrelas (sóis). Sendo assim pra Ciência de hoje parece impossível a vida em mercúrio e em outros locais por levar em consideração comparação com a biologia terrestre, no entanto, não é assim que funciona. Segundo a Doutrina, os aspectos biológicos de cada orbe seguem características próprias. Inclusive alguns cientistas e biólogos já começam a pensar dessa forma, sobre ponderar que a “sopa química” da Terra não necessariamente tenha que ser a “sopa química” de um exoplaneta.

  22. Rogério
    30, maio, 2016 em 13:20 | #22

    @socorro Lula
    Emmanuel “espírito atrasado”, leia mais, muto mais sobre Emmanuel!

  23. lu
    19, julho, 2016 em 12:04 | #23

    meu amigo,

    Para que perder tempo com questões que serão efetivamente respondidas a seu tempo? A confusão e a dissidência não são obras do Cristo, mas dos homens. Nosso papel como espíritas é cultivar o consolo e a esperança, a fé e o amor. A fé deve sim ser raciocinada, mas nunca deve ser superior ao amor e à caridade. Não vamos cair nos mesmos erros de séculos e séculos de intolerância e incompreensão. Pense nisso.

  24. Thayara
    28, julho, 2016 em 15:52 | #24

    Caros irmãos, também estou a começar nos estudos da doutrina espírita, estou terminando de estudar o livro dos espíritos. Devemos primeiramente ajudar-nos uns aos outros no entendimento dos ensinamentos, pois todos nós sem exceções sabemos muito pouco, e muito ainda não nos é permitido saber, em função de nossa ignorância moral e intelectual, haverá sim um dia em que chegaremos a pureza completa, porém até esse dia chegar não nos julguemos, nos tornando assim pseudo sábios, que nada sabemos e mesmo assim se ache superior ao outro. A caridade que Jesus nos prega começa em simples atos. Então usemos da razão e da inteligência que Deus nosso pai nos concedeu para discernirmos, mas sem julgar ao irmão que talvez não tenha discernimento no momento, para entender da mesma maneira que você, afinal ninguém além de Deus possui verdade absoluta e até mesmo os espíritos puros não sabem de tudo.

  25. 26, novembro, 2016 em 12:05 | #25

    Os livros de Kardec falam que todo o espaço é habitado,a ciência nunca comprovou isso.As obras de Kardec são tão polêmicas quanto às de Emmanuel e André Luiz.Como tem pessoas obsediadas dentro da doutrina,uma pena.

  26. Mara Rejane
    27, novembro, 2016 em 16:48 | #26

    Aqui está a explicação científica, dada pelo professor Laércio Fonseca, astrofísico, que explica cientificamente que o planeta Capela realmente existe e que as dúvidas sobre sua existência caem por terra. Emmanuel não se enganou!
    https://www.youtube.com/watch?v=lazPL3cD_hE&t=1639s