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Textos com Etiquetas ‘andreluizista’

Andreluizismo

14, março, 2012 1 comentário

No texto Sobre André Luiz, demonstrei não ser novidade luizina a menção a “regiões similares à Terra” no post-mortem. Erasto, na Revista Espírita (maio/1863), reporta-se a isso, e São Luís (junho/1862), consoante, já revelara os “mundos intermediários”, “viveiros da vida eterna”, uns mais adiantados, outros menos, de onde os espíritos vêm para se reencarnarem. Pensam alguns, no entanto, haver aí total confirmação a André Luiz, bem como nisto que disse o sábio espírito Mesmer:

 

O mundo dos invisíveis é como o vosso. Em vez de ser material e grosseiro, é fluídico, etéreo, da natureza do perispírito, que é o verdadeiro corpo do Espírito, haurido nesses meios moleculares, como o vosso se forma de coisas mais palpáveis, tangíveis, materiais. O mundo dos Espíritos não é o reflexo do vosso; o vosso é que é uma imagem grosseira e muito imperfeita do reino de além-túmulo.

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Roustenguista, chiquista, andreluizista, laico, religioso, kardecista, ramatista, livre-pensador etc…

21, fevereiro, 2012 Sem comentários

Ao iniciarmos o estudo de O Livro dos Espíritos, nos deparamos em sua introdução, com o grande cuidado de Allan Kardec, para com as palavras a serem empregadas no corpo doutrinário espírita. Num primeiro momento, poderíamos entender que tal diligência, se devesse ao fato de ser o Codificador por formação acadêmica, um pedagogo, lingüista insigne, que falava alemão, inglês, italiano, espanhol e holandês. Escreveu gramáticas, aritméticas, estudos pedagógicos superiores; traduziu obras inglesas e alemãs. Ou seja, na condição de poliglota e profundo conhecedor da língua francesa, seu idioma pátrio, sabia da importância das palavras para que um discurso fosse claro, e alcançasse seu objetivo.

Não obstante, poderíamos também considerar, que na condição de organizador de toda uma gama de conhecimentos, advindos de Espíritos de alta evolução para a estruturação de uma obra, que segundo J. Herculano Pires, seria “o código de uma nova fase da evolução humana”, buscasse ‘cuidar’ das palavras a serem empregadas nessa sistematização, de forma a evitar que o uso inadequado das mesmas, viesse a “desvirtuar” os preceitos doutrinários.

E assim, o Codificador inicia a Introdução de O Livro dos Espíritos dizendo que: – “Para as coisas novas necessitamos de palavras novas, pois assim, o exige a clareza de linguagem, para evitarmos a confusão inerente aos múltiplos sentidos dos próprios vocábulos.” Observa-se claramente, que o mestre trata a doutrina como algo inovador, ciente da grandeza de suas revelações. Sabia que os assuntos abordados, envolviam grandes questionamentos da humanidade, que até então nunca haviam sido tratados tão objetivamente. Não queria portanto, que palavras com sentidos já definidos, distorcessem os preceitos fundamentais da nova doutrina.

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