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Textos com Etiquetas ‘mediunidade’

ESCOLHOS DOS MÉDIUNS

11, novembro, 2013 1 comentário

médiumA mediunidade é uma faculdade multíplice, e que apresenta uma variedade infinita de nuanças em seus meios e em seus efeitos. Quem está apto para receber ou transmitir as comunicações dos Espíritos é por isso mesmo, médium, qualquer que seja o modo empregado ou o grau de desenvolvimento da faculdade, desde a simples influência oculta até a produção dos mais insólitos fenômenos. Todavia, em seu uso ordinário, essa palavra tem uma acepção mais restrita, e se diz, geralmente, de pessoas dotadas de um poder mediúnico muito grande, seja para produzir efeitos físicos, seja para transmitir o pensamento dos Espíritos pela escrita ou pela palavra.
Embora essa faculdade não seja um privilégio exclusivo, é certo que encontra refratário, pelo menos no sentido que a isso se dá; é certo também que não é sem escolhos para aqueles que a possuem; e ela pode se alterar, mesmo perder-se, e, frequentemente, ser uma fonte de graves decepções. Sobre esse ponto é que cremos ser útil chamar a atenção de todos aqueles que se ocupam com comunicações espíritas, seja diretamente, seja por intermediário. Dizemos por intermediário, porque incumbe também àqueles que se serve de médiuns poder apreciar seu valor e a confiança que merecem suas comunicações.
O dom da mediunidade prende-se a causas que não são ainda perfeitamente conhecidas, e nas quais o físico parece ter uma grande parte. À primeira vista, pareceu que um dom tão precioso não teve ser o quinhão senão de almas de elite; ora, a experiência prova  o   contrário,  porque  se  encontram  poderosos  médiuns entre as pessoas cuja moral deixa muito a desejar, ao passo que outras, estimáveis sob todos os aspectos, não a possuem. Aquele que fracassa, apesar de seu desejo, seus esforços e sua perseverança, disso não deve concluir desfavoravelmente para si, e não se crer in digno da benevolência dos bons Espíritos; se esse favor não lhe foi concedido, sem dúvida, há outros que podem lhe oferecer uma ampla compensação.
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Os espíritas não sabem o que é o Centro Espírita.

5, abril, 2012 1 comentário

“Se os espíritas soubessem o que é o Centro Espírita, quais são realmente a sua função e a sua significação, o Espiritismo seria hoje o mais importante movimento cultural da Terra. Temos no Brasil – e isso é um consenso universal – o maior, mais ativo e produtivo movimento espírita do planeta. A expansão do Espiritismo em nossa terra é incessante e prossegue em ritimo acelerado. Mas o que fazemos, em todo este vasto continente espírita, é um esforço imenso de igrejificar o Espiritismo, de emparelha-lo com as religiões decadentes e ultrapassadas, formando por toda parte núcleos místicos, desligados da realidade imediata”.

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Como se processa as relações mediúnicas entre o espírito e o médium?

5, fevereiro, 2012 2 comentários

As pesquisas de Kardec levaram a uma conclusão definitiva: há um processo de indução entre o espírito e o médium. As vibrações psíquicas do espírito, irradiadas do seu corpo energético, atingem o corpo energético (o perispírito) do médium, estabelecendo-se a empatia entre ambos. A indução é tão forte que os pensamentos e as emoções do espírito refletem-se no comportamento mediúnico. A personalidade do espírito domina a do médium, assenhoreando-se dos centros nervosos dirigentes. A metamorfose passageira, se o médium e bastante sensível e flexível, modifica até mesmo as suas expressões faciais e corporais, a voz, o olhar, permitindo uma comunicação total do pathus individual do espírito. Há casos de transfiguração em que até mesmo defeitos do morto aparecem no médium. Nos casos de espíritos doentes os sintomas da doença são transferidos para o médium durante a comunicação. Não se trata de simples sugestão hipnótica, mas de ação fluídica (vibratória) intensiva, que empolga os comandos do organismo mediúnico. Caringthon se refere a interferências mentais do espírito nas zonas corticais do médium, provocando focos de disritmia cerebral durante o transe, o que foi comprovado pelo eletroencefalograma. Soal e Price, de Londres e Oxford, admitem a ação mental do espírito sobre a mente do médium. Jung entende que o processo é mais complexo, implicando uma relação simpática entre o espírito e o médium, segundo os termos da sua teoria das coincidências significativas. Como se vê, os cientistas atuais confirmam, com as naturais variantes individuais, a proposição de Kardec. Tudo se passa no plano das emissões energéticas, das conotações por afinidade psicológica, das relações naturais, entre dois dínamo-psiquismos (segundo a expressão de Gustave Geley) aptos a um processo indutivo no campo energético. Os soviéticos não penetram nessa questão perigosa, mas estudam e investigam os processos telepáticos, admitindo a existência de correntes eletromagnéticas entre os cérebros humanos e até mesmo entre animais para transmissão de pensamentos e estímulos energéticos a pequena ou grande distâncias. A descoberta do corpo-bioplásmico, que provocou reações políticas na URSS, em virtude da ameaça que essa novidade representa para a ideologia estatal. resolve o problema da fonte dos fenômenos mediúnicos. E essa fonte coincide perfeitamente, na estrutura e nas funções, bem como em sua constituição física, com o perispírito de Kardec. Diante dessa situação do problema nas Ciências atuais, como negar a validade da Ciência Espírita e sua atualidade Flagrante?

Livro    “O ESPIRITO E O TEMPO”       IV PARTE- CAPÍTULO II
J. Herculano Pires