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Textos com Etiquetas ‘Roustenguista’

EMMANUEL, KARDEC E A CODIFICAÇÃO ESPÍRITA

4, maio, 2012 3 comentários

 “Emmanuel, sem dúvida alguma, é o Espírito que mais prestígio tem no cenário espírita brasileiro”. O seu trabalho junto ao médium mineiro Chico Xavier, é notável em todos os aspectos. Se o Chico triunfou no seu mediunato, não podemos negar, muito deve ao seu Guia Espiritual, Emmanuel, cujo trabalho literário é extenso e envolve todos os ramos do conhecimento. Seus romances são joias de inestimável valor. Todavia, mesmo em meio a tanta admiração e respeito que nutrimos por esse Espírito, ainda encontramos lacunas e perguntas relacionadas a alguns assuntos, que nos parecem pouco explicados.
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TRADUTOR, TRAIDOR – Sergio Aleixo

28, março, 2012 4 comentários

Fiel à sua condição estatutária de integrante da “escola” rustenista e demonstrando concordar com o opúsculo Os Quatro Evangelhos de J.-B. Roustaing — Resposta a seus Críticos e a seus Adversários (1883), a Federação Espírita Brasileira ousou contrariar o Codificador neste ponto de A Gênese: cap. XV, n. 66. Fez registrar em nota de rodapé à tradução de G. Ribeiro os seguintes dizeres, ainda dados a público em novas edições:

(1) Nota da Editora: Diante das comunicações e dos fenômenos surgidos após a partida de Kardec, concluiu-se que não houve realmente vão simulacro, como igualmente não houve simulacro de Jesus, após a sua morte, ao pronunciar as palavras que foram registradas por Lucas (24:39): — “Sou eu mesmo, apalpai-me e vede, porque um Espírito não tem carne nem osso, como vedes que eu tenho.”

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Roustenguista, chiquista, andreluizista, laico, religioso, kardecista, ramatista, livre-pensador etc…

21, fevereiro, 2012 Sem comentários

Ao iniciarmos o estudo de O Livro dos Espíritos, nos deparamos em sua introdução, com o grande cuidado de Allan Kardec, para com as palavras a serem empregadas no corpo doutrinário espírita. Num primeiro momento, poderíamos entender que tal diligência, se devesse ao fato de ser o Codificador por formação acadêmica, um pedagogo, lingüista insigne, que falava alemão, inglês, italiano, espanhol e holandês. Escreveu gramáticas, aritméticas, estudos pedagógicos superiores; traduziu obras inglesas e alemãs. Ou seja, na condição de poliglota e profundo conhecedor da língua francesa, seu idioma pátrio, sabia da importância das palavras para que um discurso fosse claro, e alcançasse seu objetivo.

Não obstante, poderíamos também considerar, que na condição de organizador de toda uma gama de conhecimentos, advindos de Espíritos de alta evolução para a estruturação de uma obra, que segundo J. Herculano Pires, seria “o código de uma nova fase da evolução humana”, buscasse ‘cuidar’ das palavras a serem empregadas nessa sistematização, de forma a evitar que o uso inadequado das mesmas, viesse a “desvirtuar” os preceitos doutrinários.

E assim, o Codificador inicia a Introdução de O Livro dos Espíritos dizendo que: – “Para as coisas novas necessitamos de palavras novas, pois assim, o exige a clareza de linguagem, para evitarmos a confusão inerente aos múltiplos sentidos dos próprios vocábulos.” Observa-se claramente, que o mestre trata a doutrina como algo inovador, ciente da grandeza de suas revelações. Sabia que os assuntos abordados, envolviam grandes questionamentos da humanidade, que até então nunca haviam sido tratados tão objetivamente. Não queria portanto, que palavras com sentidos já definidos, distorcessem os preceitos fundamentais da nova doutrina.

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